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Rosa

Em uma madrugada de domingo,
Você em minha cabeça ficou.
Me fez perder o sono,
Me fez esquecer quem sou.


Na cama fiquei por horas,
Até desistir de buscar sonhos.
Fui então atrás de minha realidade,
Resolvi percorrer às ruas da cidade.


Só me dei conta que eram 2 da manhã
Quando na sua porta me encontrei;
Encarando a fechadura e o portão
Olhando o vazio da garagem, fiquei.


Você já não estava mais lá.
Você já não me pertencia mais.
Seguiu pelo seu caminho,
Enquanto eu fiquei aqui sozinho.


Uma rosa em sua porta deixei,
A prova de que mesmo longe
Estaria ao seu lado,
Te observando em cada passo.


Sei que não está passando por algo fácil,
Nem eu estou.
A vida é uma incerteza de momentos
E quero que saiba que ainda está em meus pensamentos.


Espero que encontre a felicidade,
Que contorne as dificuldades.
Que encontre amor,
Que sejas luz aonde for.

M.M.

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Carta 29

13 de maio de 2020

Querido ciúmes,

Não sei como estás na vida dos outros, mas ao menos eu te tenho como um amigo bem próximo do tanto que te faz presente em mim. Já estamos a tanto tempo juntos que eu não acredito que seja capaz de discernir se tu és tóxico ou não. Tento às vezes me colocar no lugar do outro, sendo assim, creio que algumas pessoas podem te achar um sentimento negativo em vista das tuas irracionalidades.

Veja bem, em alguns casos a tua manifestação é sob circunstâncias não sólidas. Assim como a esperança, não trabalhas com algo real; tua imaginação é fértil, tua visão é turva e teu olfato não é muito apurado. Não bastas atuar sozinho, tens que trazer contigo a paranoia para juntos tirarem o sono daqueles que tiveram um longo dia de insegurança.

Você pode aparecer na solidão, forçando-nos a diálogos intermináveis na frente de um reflexo, o que compromete totalmente a sanidade. Como posso ter ciúmes daquilo que não é meu?

Também pode bagunçar relacionamentos, provocando embates históricos por causa de um mero bater de asas de uma borboleta. Como pode causar discussões e infelicidade em meio ao amor?

“Concordo quando você fala que eu não trabalho com coisas sólidas, sou um pouco irracional, mas sou fundamentado. Eu não apareço apenas por aparecer, eu tenho minhas justificativas de estar ali naquele momento, sob aquela situação. A questão é que muitas pessoas não sabem lidar comigo, simplesmente ficam incomodadas de tal forma que precisam expressar a minha presença; todavia existem aqueles em que eu habito em silêncio, que não precisam me expor e são taxados pela sociedade como ‘não ciumentos’.

E existem aqueles também que negam a minha existência e afirmam ‘eu não sinto ciúmes’. Mas isso é um mecanismo de defesa porque também não sabem trabalhar com minha presença e querem por tudo me ignorar.

Eu gostaria que as pessoas fossem mais como o segundo grupo que citei, aqueles que me compreendem e me têm como um amigo em silêncio.

O fato é que apareço apenas quando há muito em jogo e tens muito a perder. Se tu tens ciúmes do teu amigo, do teu namorado, de seu pai, de tua avó, do teu celular, de um livro, de uma bolsa, de uma carta, …, é porque isso são coisas valiosas demais para ti e tu tens medo de que elas desapareçam da sua vida. Por isso, toda vez que eu aparecer, simplesmente não me ignore, fique contente que você acaba de descobrir algo valioso e que não viveria sem.

Sou fundamentado nas preciosidades da tua vida, naquilo que tu designas valor inestimável, contudo sou irracional pois você também é. Para alguns pode parecer tolice sentir ciúmes de um lápis, mas para ti aquele pode ter sido o último presente da sua mãe; pode parecer loucura sentir ciúmes daquilo que não é seu, por exemplo, você pode sentir ciúmes de uma árvore localizada em uma praça que está prestes a ser derrubada, a árvore não é sua, mas isso não significa que ela não possa ter valor, uma vez que pode ter sido a árvore em que você deu o seu primeiro beijo, leu o seu primeiro livro, chorou em meio a um dia em que a tristeza te acompanhava e ela te protegeu com sua majestosa sombra, te trazendo conforto.

Então se for para eu me analisar, eu me considero um sentimento positivo por evidenciar as coisas que são importantes para ti, mas acabo sendo negativo por fazer você criar certa obsessão, de tal modo que fico martelando sua cabeça por horas. Mas faço isso só se você permitir, viu? Eu não preciso lhe tirar o sono, não sou como a tristeza que precisa ser sentida. Você pode simplesmente saber que eu existo, mas não precisa ficar me remoendo em teus pensamentos.

Por favor, aprenda a lidar comigo, me tenha como um amigo que lhe mostra aquilo que é valioso e não como um inimigo que precisa ser o centro de intrigas. Gostaria de poder me exemplificar mais, porém meu espaço é curto e já me excedi, talvez poderemos conversar novamente em outra oportunidade.”

M.M.

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Carta 28

06 de maio de 2020

Estimada Esperança,

Muitos a consideram como um sentimento positivo, mas quero hoje questionar (e até mesmo evidenciar, caso você ainda não tenha reparado) a tua outra face, aquela que tu sabidamente escondes, aliás, faz isso com maestria devo admitir.

Bom, atrás de toda essa positividade existe apenas ilusão. Tu não és algo palpável ou concreto, quando apareces é carregada de expectativas e quando se vai deixa uma estrada de decepções. Esperança, você tem ideia do tanto que é difícil tampar um buraco feito pela decepção? Há crateras em mim que nunca foram resolvidas, verdadeiros cânions que outrora foram pontes elaboradas por ti. Isso mesmo, tu nos faze trilhar caminhos incertos, rumo às coisas de nossa imaginação, idealizadas em nosso momento de fraqueza perante ti.

Um adjetivo que descreve esta face que muitos ignoram é falsidade. Falsas expectativas que raramente se cumprem. Há aqueles que remetem a você como “um brilho de esperança”, mas esquecem as profundezas da escuridão de quando você não está lá. Sua ausência nos leva a uma caverna abarrotada de trevas, a uma sepultura de medo. Medo de não saber o que fazer em seguida, qual caminho trilhar.

De que adianta você nos iludir com um caminho, criar uma ponte de expectativas, mas sem a base sólida da realidade? Por acaso espera que essa ponte se sustente apenas com a idealização? Pode dar certo? Sim, pode. Mas, quando nesta corda bamba de tentativas damos um passo errado, a queda nas profundezas da frustração é alta e acabamos por nos afogar no mar do descontentamento. Por favor me diz: Se não és certa que trarás a felicidade, por que insiste em aparecer em nossa mente? Como pode ser positiva se logo após a tua partida pode se fundamentar tanto a alegria quanto a tristeza?

“É fato que sou incerta. Mas a minha partida dependerá de ti, se tu irás se despedir com alegria ou tristeza também cabe a ti. Querido, sou um sentimento positivo sim e trago comigo o conforto que tu buscas em meio às tuas profundezas. É do teu abismo do desespero que eu te puxo, te trago para a superfície em que podes trabalhar.

Concordo contigo de que não lhe ofereço bases sólidas, apenas lhe demonstro o objetivo… O que farás depois disso cabe a ti. Se queres ir remando em meio ao mar de incertezas ou se irá criar pilares para atravessar firme em tua ponte, são decisões inteiramente suas. Mas deves admitir que quando eu chego, lhe tiro da inércia, crio uma movimentação em ti para que não se veja perdido em meio ao furacão da descrença.

Quando te encontrares com uma doença terminal, estarei no médico lhe dando os planos terapêuticos; quando te encontrares em meio a dívidas, estarei no banco possibilitando renegociação e empréstimos; quando sentir que reprovou em algum trabalho ou matéria, estarei em teu amigo para te incentivar a tentar novamente em um momento posterior. E cabe a você lutar pela sua vida, ou aceitar a renegociação, ou decidir dedicar-se de novo para aquele trabalho ou matéria.

Não tente recair a culpa sobre mim, a responsabilidade é tua. Eu venho para que tua angústia se vá, para que teu desespero seja amenizado e para que não fique unicamente perdido. Venho de diversas formas, seja pelo outro ou dentro de ti, mas venho para te proporcionar uma direção.

Sim, trago comigo expectativas, mas reconheça que todas elas são criadas por ti e que dependerá de tuas ações a realização das mesmas. Confesso que em algumas circunstâncias não temos como lutar contra o destino, mas o fato de você ter tentado batalhar e navegar contra a correnteza, lhe proporcionará certo alívio na dor final.

Saiba que sempre lhe quero o bem, me entristece vê-lo(a) sem rumo, perdido em meio aos pensamentos turbulentos de situações que (em sua maioria das vezes) são contornáveis. Pense em mim como um mentor, um professor. Me sinto responsável por ti e te desejo nada mais nada menos do que o sucesso.”

M.M.

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WAIT – M83

Certa vez, alguém me perguntou qual seria a música que serviria como trilha sonora da minha vida… Achei esse questionamento tão amplo, pois são inúmeras as músicas que me identifico, sem contar que meu humor é inconstante e gosto de escutar diferentes estilos musicais a depender do modo em que estou passando meu dia/semana/mês.

Mas depois de muito pensar decidi que esta música seria a minha escolha como trilha sonora. Tanto pelo seu ritmo quanto pela sua letra (apesar de ser mínima). Vamos analisar a letra e refletir um pouco então.

Envie seus sonhos
Para onde ninguém se esconde

Aqui eu interpreto como a necessidade de um porto seguro, seja isso um objeto (exemplo: diário) ou uma pessoa. Todos precisamos de algo ou alguém em que podemos desabafar, em que podemos depositar nossos sonhos sem sermos julgados, ou seja, precisamos de um local de confiança – que não se tenha aparências (onde ninguém se esconde).

Dê suas lágrimas
Para a maré

Aqui tenho comigo duas coisas, primeiro que não precisamos (com nós mesmos) aparentar ser inabaláveis, ou seja, se a tristeza vier e trouxer consigo o choro, devemos aproveitar as lágrimas e sentir orgulho de poder experimentar a queda de cada uma delas. Chorar não é sinônimo de fraqueza, é um aprendizado e um aprimoramento.

A segunda coisa é que não podemos ficar em uma lamentação eterna. Sim, devemos chorar mas depois precisamos nos desapegar, precisamos deixar que a maré leve embora para que continuamos seguindo em frente. A vida pode te proporcionar inúmeras lágrimas, aprenda com cada uma delas e depois entregue essas situações ao vento, queime todo rancor, enterre toda mágoa, deixe que o luto navegue para longe de ti, pois

Não há tempo

Essa frase é repetida inúmeras vezes durante a música. E não há mais verdade e sinceridade possível do que nos alertar de que não há tempo. Nunca haverá tempo o suficiente, nós lutamos contra o relógio, não gozamos de uma eternidade. Temos a certeza da existência de um fim, logo precisamos viver muito o presente.

Faça sempre aquilo que mais desejar, não se prenda a estigmas ou obrigações desnecessárias, não há tempo para lamentar pelo que passou, não há tempo para ficar com raiva, com ódio, não há tempo para ficar distante, não há tempo a perder. Então utilize seu tempo, crie sonhos e conquiste eles, não tenha medo de errar (e se errar, está tudo bem, é só começar de novo).

Não há fim
Não há adeus

Como disse acima, existe um fim, existe um último suspiro. Mas não há fim para as situações que vivemos. Se eu não consegui determinado emprego, isso não será o fim, eu posso buscar outro; se eu falhei ao fazer um projeto, isso não será o fim, eu posso recomeçar; se eu quebrei algo, eu posso concertar.

Da mesma forma em que não há adeus, se alguém partiu da minha vida, eu posso tentar fazer com que ocorra um reingresso; se eu terminei algum relacionamento, isso não denota um afastamento total, posso tentar conciliar uma amizade. Não há um adeus definitivo, sempre poderá haver o perdão.

Desaparecer
Com a noite

Aqui interpreto de duas formas também. A primeira é que algumas vezes precisamos de um momento só nosso, desaparecer do mundo para ficarmos sozinhos e aproveitar um pouco da solidão e da própria companhia. A segunda é que precisamos deixar o negativismo desaparecer com a noite, e que quando virar o dia a luz do sol traga apenas energia e sentimentos bons para que o dia/semana/mês/ano prossiga.

No time.

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Carta 27

29 de abril de 2020

Caro Ódio,

Sinceramente, nem sei o que te questionar. Para mim tu és um sentimento tão bem delimitado, tão explícito, não vejo mistérios em ti. O amor me explicou que você é o responsável por toda a carga destrutiva que eu o culpabilizava. Então vejo apenas negatividade em você. Acredito que as pessoas deveriam lhe ter menos, mostrar menos a tua face para que se preserve a harmonia.

“Me defina”

Olha aí, eu mal terminei de concluir o que lhe ia falar e você já me interrompe. Arrogante e prepotente seriam bons adjetivos, autoritário poderia ser teu sobrenome e infelicidade teu nome do meio. Você é muito carregado, um tanto explosivo e cheio de adrenalina. Quando se manifesta acaba com o psicológico, oprime todos os demais sentimentos para se sobrepor. És vingativo e extremamente difícil de aceitar desculpas ou perdoar. Gosta de causar intrigas e marcar os outros com um hematoma. Não há levezas em teus atos ou palavras. Parece que andas junto com a escuridão, o ambiente muda com tua chegada, contigo traz a tormenta e a agonia. Em ti há tanta impureza, sinto uma constante relação sua com o desejar do mal.

“Sou aquilo que preciso ser. E não estou aqui para discordar de você, de fato eu tenho grande parte das características citadas, mas eu quero te mostrar um lado que você talvez não conheça. Um lado meu que talvez vá te ajudar a lidar comigo sempre que eu aparecer. Então vamos lá

Primeiramente, sou sincero. Em nenhum momento encontrará falsidade ao meu lado, quem estiver comigo eu ajudarei a falar aquilo que pensa, aquilo que está guardado e que o está consumindo por dentro. Eu ajudo a descarregar o peso, a tirar aquilo que estava sufocando alguém. Sim, não consigo me expressar tranquilamente, eu tenho que explodir, tenho que gritar, que brigar; do contrário serei consumido pela hipocrisia, pelo jogo de aparências social. Não, não participarei desse mar de medíocres que não expõe aquilo que pensam, que se afogam dentro da mente. Serei livre, trarei essa liberdade a você que me buscar.

Outro ponto é que sou protetor. Tenho certeza que o amor já lhe disse essa minha qualidade, você talvez não estava disposto a ouvir ou não o interpretou corretamente. Quando alguém tenta lhe fazer mal, pode ter certeza que irei aparecer para lhe defender (o que pode sim acarretar em alguns hematomas). Se alguém tenta lhe arrancar o amor de sua vida, eu irei me manifestar, irei fazer confusão pois não quero lhe ver abatido. Então lutarei por você, lutarei para que tenha o direito de se expressar e não aceitar ser ferido (ao menos não aceitar ser ferido sem revidar).

Não gosto de injustiças e se pensar bem verás isso. Costumo ser justo em minhas ações, lógico que não sou um bom juiz (minhas sentenças são extremas – xingamentos, gritos, tapas, rancor), tampouco tenho a diplomacia de um advogado, mas prezo pela lei e bem estar. Apareço apenas quando há uma perturbação em ti, quando alguém lhe provoca.

Sei que demando muito de ti, pois assim como o amor eu sou intenso também. Quando estou por perto, sou desgastante; preciso de muita energia para ficar, como já sabes sou explosivo. E é justamente por saber disso que venho lhe dizer: me deixe ir.

Sempre que precisar estarei do seu lado, mas não mais e não menos. Não tente me manter por perto pois em vez de lhe fazer bem, passarei a lhe causar danos. Me use só o necessário, me use para descarregar aquilo que sente; contudo, ao acabar sua bateria me peça para ir embora. Não tente me nutrir sendo que nem forças terás mais. Não tente me guardar pois não sou intrínseco e não vim para ficar.

Sou momentâneo. Você não precisa de mim para seguir com a vida, apenas precisará de mim para passar por alguns obstáculos dela.”

M.M.

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Carta 26 – parte 2

“Para fechar o meu primeiro raciocínio, quero ressaltar agora sobre a tua vida adulta. Tu mesmo, que me buscas no outro para construir um futuro ao lado de um companheiro. De fato, você não me encontrará. Não a princípio, não a uma primeira vista. Como eu disse a você, estou e sou reciprocidade. Enquanto habitar em ti, as tuas ações farão com que aos poucos eu me desenvolva no outro, e aí sim você poderá me ver, me sentir e aproveitar do que eu posso lhe dar.

Não me confunda com a paixão, não sou tão superficial assim. Ao contrário da paixão, que tem grandes atitudes e gestos para se manifestar, eu sou tímido, estou nas pequenas ações. Não preciso de uma data comemorativa, eu me manifesto todos os dias, com um olhar, um toque, uma simples mensagem de “se cuida”. É essa minha simplicidade que me fixa em tua alma, possibilitando que aos poucos eu me enraíze e me torne profundo em ti.

E aqui eu quero abordar a sua acusação autor: de que sou destrutivo. Discordo de ti. A questão da destruição não me envolve, não querendo acusar meus colegas, porém quem tem atitudes destrutivas são a raiva e o ódio. Algumas pessoas ao tentarem me arrancar de suas vidas, acabam por liberar esses outros sentimentos que se manifestam de modo abrupto. Não partilho da atitudes deles, mas você tem de entender que eu não posso ser arrancado, sou intrínseco e fico enraizado. Então se você tenta me colocar para fora, meus colegas vão se manifestar para me proteger.

Quero que você entenda, isso é muito comum em términos de relacionamentos (divórcios, etc), pois as pessoas não sabendo lidar com a tristeza (você já falou com ele, certo?!) acabam querendo revidar em mim. A presença da tristeza incomoda tanto algumas pessoas, que elas tentam arrancar o amor delas, arrancar aquilo que sentiam, aquilo que viviam. E como já reiterada vezes falei, não posso ser meramente descartado, essa ação de tentar me tirar de sua vida gera consequências para você. Peço encarecidamente leitor, que você lide com a tristeza e resolva suas pendências sem tentar me atingir.

Sou intenso e não, como argumentas, destrutivo.

Em tua fala, refere que posso acabar com uma pessoa ao sair. Mas está aí o que sempre tento dizer, eu não saio, não vou embora, não deixo ninguém. Minhas raízes em tua alma não permite que eu faça isso. Verás que ao lidar com a tristeza, eu ainda estarei em ti; entenderás que o teu carinho e admiração pela pessoa, com aquele em que tu teve um relacionamento, ainda permanece, ainda existe (se tu o amou de fato, saberás que, de certa forma, sempre o amará – talvez não na mesma intensidade de antes). Verás que ao lidar com o luto e com a dor, eu ainda estarei em ti, estarei em tuas ações, e te lembrarei da pessoa amada junto com a saudade.

Mas me culpo, me culpo por trazer tamanha alegria ao ponto de cegar-te, ao ponto de te tirar a razão. Sou um sentimento, sou uma emoção e, quando intenso, sou capaz de te fazer entregar por completo à pessoa amada. Me culpo por te fazer ter esperanças demais, por ter confiança demais. Sou tão simples que não entendo a maldade, às vezes a ignoro e sei que isso é errado.

Todavia o que mais me culpo, é por não me arrepender de nada disso. Não me arrependo de te trazer alegria, de te render, de te encher de esperança… Não me arrependo de ser intenso contigo, pois sei do meu papel, sei que sou necessário. E sei que sem mim você não pode viver!”

M.M.

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Carta 26 – parte 1

Algum lugar, 22 de abril de 2020

Querido amor,

És um dos sentimentos mais belos que existem, tua grandeza se mostra nas pequenas formas. Não há dúvidas de que aqueles que te sentiram puderam ter bons momentos, digo, grandiosos momentos. Quando chegas, consegue encher o cômodo de tal forma que se sobrepõe e é claramente visto por todos.

Mas bem sei que és traiçoeiro… Tu é capaz de cegar aquele em que habita, faz com que atitudes se tornem irracionais; e o pior, é capaz de acabar com uma pessoa ao sair. Isso mesmo, te conheço e sei da capacidade destrutiva que tens. Por isso às vezes não entendo a busca constante que alguns têm em relação a ti. Há pessoas que procuram sempre você amor, especialmente te buscam no outro.

Certa vez disse que és um sentimento lindo, porém difícil de ser encontrado. Pois considero-te um sentimento que é construído; não consigo te achar por inteiro, apenas por partes. São essas partes pequenas de ti que se unem para o preenchimento do coração. Não é fácil de te obter, porém reconheço que é lindo te ver.

“Não sei falar de mim, acredito que sou um pouco tímido e fico mais no meu canto. Talvez por isso eu seja difícil de encontrar. Agradeço aos elogios e aceito suas críticas, mas não me considero destrutivo, pelo contrário, me considero um construtor de relacionamentos. Mas vamos lá falar um pouco sobre mim.

Primeiro quero me dirigir a você que me procura. PARE! Eu não preciso ser encontrado, eu habito em você, estou dentro de cada um. Mesmo naqueles em que o meu colega ódio predomina, eu ainda assim tenho um espaço. Meio que eu e ódio temos um contrato, andamos juntos e uma linha fina nos separa, contudo não estou aqui para falar dele, e sim de mim. E eu posso afirmar que estou em ti, estou em todos, alguns apenas escolhem por não me ver.

Gostaria muito que você me aceitasse em ti, que me reconhecesse, que me dê um espaço e não me ignore. Não me procure no outro, primeiro me ache em ti. E eu tendo espaço abrirei teus olhos para que me vejas, para que me enxergue no outro. Não adianta me procurar com a raiva, ou tentar me achar estando cheio de angústia, eu sou único, sou invisível, não me verás em uma expressão facial ou em uma mera fala, você me enxergará nas atitudes, mas para isso você deve estar aberto a me ver. Você deve me deixar crescer em ti e construir uma outra visão de mundo, uma visão em que verás minha presença em todos, mesmo naqueles que você julga uma incapacidade de amar.

Como disse, sou intríseco. Desde o nascimento eu começo a ser construído. Enquanto você cresce, eu vou me estabelecendo entre você e seu cuidador (seja este seu pai, sua mãe, avô, avó, tio(a), ou alguém – não necessariamente precisa haver laço sanguíneo). Porque digo isso? Pois sei que nas pequenas atitudes do cuidado, a confiança vai se firmando, depois o carinho toma parte e por fim eu me mostro na minha grandiosidade. Você consegue enxergar esse amor na reciprocidade, algo que ocorreu por anos; e te afirmo, o mesmo amor que você sente por seu cuidador é o que ele sente por ti. Por isso você consegue me ver, pois eu sou o mesmo. Estando em ti, me verás nele pois me reconhecerá devido ao fato de em ti habitar. Entende? “

M.M.

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Carta 25

Algum lugar, 15 de abril de 2020

Estimada tristeza,

Por que existes? Qual a tua finalidade no mundo? Qual o motivo de aparecer em momentos tão inoportunos? O que eu fiz para te ter tão presente em minha vida? Não seria mais fácil viver sem ti?

Aahh, tu sabes bem me incomodar, sabes dos meus defeitos, das minhas falhas e fraquezas. Sinto que toda batalha que luto contra ti é em vão, pois sei que irás ganhar. Não vejo em ti soluções, apenas problemas que insistes em me mostrar. Tu persiste na minha inutilidade neste mundo, gosta de me mostrar o quão ínfimo sou. Faz da noite a tua casa, da madrugada a tua festa e da minha mente teus experimentos. Não que tenhas um horário, afinal já te presenciei pelo dia, já te tive comigo por semanas, meses…

Não te compreendo por completo, só sei que contigo me vem o desgaste e desânimo. Tento imaginar o que me falaria, quais as tuas justificativas para a existência de tal sensação.

“De fato alguém, muitas vezes sou incompreendido, mal interpretado. As pessoas tendem a me evitar, não gostam de me ter por perto. Mas te diria que sou um ‘mal’ necessário, se é de fato que sou mal, pois não me considero o vilão aqui, apenas sei que tenho um papel a desempenhar em sua vida e você precisa reconhecer e aprender a viver comigo.

Antes de me aprofundar, gostaria de retribuir tuas perguntas com outras: Por que eu não deveria existir? Como podes então conhecer alegria sem antes me conhecer?

Na vida, nem tudo é simples, mas te digo um clichê: há sempre dois lados da moeda. Temos o início e o fim, o medo e a coragem, a amizade e o inimigo, o amor e o ódio, a alegria e eu. Então não me torne o vilão se sou apenas um oposto. E se és egoísta o suficiente para querer alegria, tem de estar preparado para me ter também. Se tu hoje, podes afirmar que teve momentos alegres, que conheceu a felicidade, isso é apenas porque eu já lhe mostrei minha face, pois é conhecendo a perda que se tem o ganho, é sabendo o lado ruim para reconhecer o bom.

Sim, eu sei, não sou fácil de lidar. Sou um sentimento complexo e incompreendido. Mas peço que te lembre da alegria quando eu caminhar ao teu lado. Quando estiveres triste, reconheça os momentos de júbilo que teves. Aprecie a alegria e abrace-me, quando eu te chamar, apenas me abrace e faça de meus braços as tuas lágrimas, te permita me sentir, não me negues. Eu sei que não gosta de mim, sei que acha que lhe quero o mal. Mas é o contrário. Estou aqui e me farei presente para que tu conheças do bom, para que fique alegre com o pouco, pois já soube o que é perder muito, o que é perder tudo.

Não tente me expulsar da tua vida. Eu estou ali, e ficarei o tempo que for necessário para que tu aprendas a me ver como um velho amigo. Juntamente com lágrimas e soluços, eu ando ao lado da calma. Permita sentir a tristeza como um todo, e não parcelada. Se entregue a mim e verás que quando eu partir estarás mais leve, deixe que eu carregue os teus fardos.

Compartilhe comigo teus momentos sombrios, tuas perdas, tuas angústias. Me conte tudo e não esconda nada. O quanto antes desabafar com este teu amigo, verás que em um piscar de olhos terei ido, e comigo levarei todos esses pesos. Novamente lhe peço, não me veja como um inimigo. Me sinta e deixe eu percorrer teu corpo. Chore comigo o quanto for necessário, grite até faltar o ar de seus pulmões, sinta o tremor da raiva com o suor da aflição.  Eu reconheço tudo, e estou em tudo.

Não te direi o quanto ficarei em ti, apenas afirmo que fico o necessário, sejam horas ou meses. Eu irei embora quando em ti ver a força necessária para seguir em frente sem mim. Então estou aqui para que você cresça, nunca pense que quero que você diminua diante de mim. Encontre em mim o impulso necessário para seguir em frente. Também não posso te afirmar quantas vezes te visitarei em tua vida, podem ser 10, assim como podem ser 1000. Sempre virei quando achar que lhe sou necessário, assim como um velho amigo, reaparecerei quando você precisar, e não quando lhe for conveniente.”

M.M.

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Carta 24

Algum lugar, 08 de abril de 2020

Querida amizade,

Hoje, escrevo a ti. Sentimento tão profundo e às vezes subestimado. Tu que cresce em nossa infância, desenvolve em nossa adolescência e é entendida quando adulta. Tão essencial quanto o ar, todavia alguns insistem em te deixar de lado, de não apreciar-te e falar que sem ti conseguem viver. Será? És um sentimento opcional?

Creio que não. Mas antes de justificar minha resposta, gostaria que você – amizade – não me abandonasse, não se vá quando mais preciso de ti. A tua volatilidade é assustadora, uma hora estás aqui e na outra já não reside mais. Por que faz isso? Me explique como meu amigo de infância já não é mais lembrado por mim, me diga o porquê da minha amizade de adolescência ter findado quando adulto me tornei…

Penso que se um dia me respondesse, dirias: “Para tudo há o seu tempo, assim como a vida, também há o tempo da morte. Existem momentos em que eu serei essencial, porém passageira. Em tua infância, estou apenas crescendo em ti, aprendendo contigo… Não tenho ainda maturidade para ficar, para me estabelecer, assim como tu também não tens maturidade para dicernir e decidir. Pois bem, em tua infância me verás em todo lugar, se olhares um rosto desconhecido, lá estarei; pois assim como tu, não sei dicernir. Talvez por isso, ao brincar de amarelinha e de pique-pega, verás que estou em todos, tu encontrarás amigos em abundância e jamais estará sozinho.

Em tua adolescência, já estou me desenvolvendo. Eu perco a inocência de criança assim como tu, começo a compreender a maldade que há no mundo. Às vezes uso da maldade para te aproximar de outro, assim como a bondade. Ainda não sou adulta, não tenho todo o conhecimento das coisas. Você me encontrará em teus semelhantes, seja por um estilo musical ou um inimigo em comum. Você está se conhecendo, e eu lhe ajudo nesse processo fazendo com que você encontre outros que te ajudarão a te conhecer e em teu crescimento. Não posso lhe garantir que as amizades nessa fase irão perdurar, ainda não te conheço o bastante para que faças amigos eternos, não sei tudo sobre ti, nem tu mesmos sabe. Então não me peça a eternidade em tua constante mudança. Você está amadurecendo, mas longe ainda de saber aquilo que quer, então porque o outro deve ficar? Porque insiste em algo fixo, sendo que tu és volátil?

Mas um dia fico adulta e me conheço, pois te conheço. Então te apresentarei aqueles que devem ficar, aqueles que também já têm maturidade para enraizar, tu já sabes teus gostos, assim como o outro, então aqui estarei firme. Me peça para ficar, e ficarei. Não me afaste e lhe darei frutos, serei duradoura. Todavia alguém, eu -amizade- tenho diferentes formas, posso amadurecer rápido em alguns desde a infância, de modo que me terás para a vida toda. Mas não questione meus métodos e minhas escolhas, se escolhi para ti, neste momento alguém passageiro, seja feliz por essa amizade passageira. Se na infância te apresentei algo duradouro, se apegue e cultive esse amigo. Seja grato por eu estar ali, e também por eu não estar. Mas saiba que sempre estarei.”

Voltando ao primeiro parágrafo, não. Não acredito que a amizade seja algo opcional. Ela irá apresentar-se em algum momento da vida, sendo passageira ou eterna, em desconhecidos ou familiares, pessoas ou animais. Tu, alguém, conhecerás a amizade assim que ela decidir que é o momento. Não se apegue à solidão, pois todos precisamos de um amigo em algum momento. E se olhares, encontrará a amizade em suas mais diferentes formas e tamanhos.

M.M.

Destaque

Decidi agora no ano de 2020 mudar um pouco sobre como as cartas serão escritas. Mas calma, é só por um tempo. É que eu senti a necessidade de falar um pouco sobre os sentimentos mais a fundo, tentar abordar eles um pouco mais.

Espero que dê tempo de falar sobre tudo, que vocês gostem e que se identifiquem da melhor forma possível.

Um grande abraço.

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Carta 23

01 de abril de 2020

Prezado Alguém,

Nesta carta eu falo no presente, estamos em uma época de pandemia, em que foi necessário o isolamento social e muitos estão reclusos em suas casas. Por isso, quero falar sobre

ESCOLHAS

Tudo aquilo que você faz, ou que eu faço, gera um impacto. É muito difícil realizar uma escolha que afetará unicamente você; mesmo que as vezes sejam ações individuais, aquilo que fazemos afeta o coletivo. Não irei falar muito em metáforas mais, depois desses anos aqui nesse site acredito que posso cada vez mais e mais trazer minha realidade para você, na esperança que se identifique ou que de alguma forma lhe ajude.

Pois bem, este ano para mim foi bem turbulento. Tive que realizar diversas escolhas que determinaram muito minha vida como está agora. E uma escolha em particular eu gostaria de relatar aqui, porque eu preciso desabafar sobre ela e falar sobre isso que me consome a cada dia que passa.

No final do ano passado, eu havia decidido morar em Belo Horizonte com um grupo de amigos. Tudo já estava certo e definido (inclusive minha mudança toda já estava lá em Minas), porém em janeiro desse ano surgiu uma oportunidade de morar em Goiânia. Pesei muito na balança os prós e contras das duas cidades, e das duas situações de oportunidades que estavam sendo dadas a mim.

Indo para BH eu já estava saindo da minha zona de conforto, mas voltar para Goiânia (pois já morei nesta cidade quando mais novo) eu certamente enfrentaria desafios novos. Por fim, depois de muito pensar e com o peso na consciência, decidi escolher por morar em Goiânia (todo um processo de trazer mudança, procurar um ap, etc).

Fiz essa escolha pensando no que seria melhor para mim, e achei que seria algo que apenas impactaria o meu interior, mas não, estava errado. Ao fazer isso possivelmente afastei um amigo. Sim, no ano passado havíamos idelizado nossa nova cidade, imaginamos planos e projetos; e ao decidir sair de BH alguns desses projetos foram por água a baixo. Acredito que este amigo meu me culpa por essa minha escolha, talvez me culpe por eu ter abandonado os ideais que todo o nosso grupo de amigos havia imaginado nesta nova cidade.

Tentei me desculpar, tentei mostrar para ele que minha escolha afetava unicamente a minha vida e não a dele e dos meus outros amigos. De fato, minha mudança não impactava os serviços deles, porém afetou os planos conjuntos de aproveitar e explorar a cidade e regiões. Eu refleti muito e achei que minha escolha apenas me afetaria, mas estava errado. Impactou o meu ciclo social, não apenas com esse meu amigo em particular, afetou outros eventos também.

Atualmente há estranhezas em nossas conversas, antes algo que era fluido está agora impactado pelo distanciamento. Só o tempo dirá se ele irá me perdoar, se nossa amizade de alguma forma irá contornar essa ferida que minha mudança causou.

De qualquer forma, espero o melhor de tudo. Espero que essa minha escolha me traga pontos positivos. Espero que algumas coisas voltem a ser como eram antes, e espero não perder mais do que aquilo que perdi.

M.M.

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Trágico (mas o) fim

Meu amor sempre foi teu

Meu futuro sempre foi teu

Meu presente, meu pensar, meu agir

Tudo era teu.


Eu não imaginava que

Esta dor poderia existir.

E por mais que eu tente

Ela continua a insistir…


Por que fizeste isso?

Naquela tarde de domingo.

Com um estranho,

Um desconhecido!


O beijo de vocês me quebrou,

Meu coração despedaçou

E nosso relacionamento

a c a b o u


O que eu faço com todos esses projetos?

O que será do meu futuro sem o teu afeto?


Se algo tenho certeza é que

contigo não posso mais ficar.

Posso ter me quebrado por dentro,

mas daquele dia em diante

mort para mim você sempre vai estar!

 

M.M.

Destaque

Fiquem em casa

Voltei, como sabem não consigo administrar o blog 100% em vista das minhas ocupações. Se eu pudesse eu viveria da escrita, mas como isso não é possível (ainda) então tenho que me dedicar também fora das telas.

Mas por hora, enquanto estou também em isolamento, volto a escrever algumas coisas. E quero pedir a vocês que se cuidem, mas que também cuidem do próximo. Estamos em época de pânico, lutando contra uma pandemia. Sim, é assustador… Mas o que mais me assusta é o egoísmo que algumas pessoas acabam mostrando ter.

É hora de praticarmos a empatia, de sermos solidários, de ficar em casa para ajudar a si e aos outros. Tomem as medidas cabíveis para evitar a propagação desse vírus. Em vez da disseminação dele, vamos propagar a simpatia e o respeito. Vamos fazer deste um momento de união e mostrar que ainda somos humanos o bastante para nos importarmos com o próximo.

Fique em casa, fique por você, fique pelo outro.

Destaque

Carta 22

Algum lugar, 20 de novembro de 2019

Caro Alguém,

Sinto falta da solidão.

Forte né? Mas necessário.

A solidão não é de tudo algo ruim alguém. Muitas vezes precisamos dela, é na solidão que nos encontramos, que enfrentamos o nosso pior inimigo: o eu. Muitas pessoas evitam a solidão por evitar a própria companhia, por não gostar de refletir consigo mesmo sobre as coisas. Mas como disse acima, é necessário ter momentos em que ninguém esteja perto, é necessário tirar um dia para curtir a si próprio, ou discutir consigo mesmo, ou ficar triste sozinho… São inúmeras as ações e sentimentos que podem ocorrer quando se está isolado.

Mas porque eu pensei nisso? Bom, essas últimas duas semanas eu estive em uma viagem com os amigos, e simplesmente fiquei 24 horas do dia com eles todos os momentos. Não que isso seja ruim, pelo contrário, amei viajar com eles e ter a companhia deles; porém teve dias que eu queria ficar sozinho, pra refletir um pouco. Acho que todo mundo tem dias que precisa se desligar, que precisa curtir um momento de quietude, ou seja, precisa de um pouco de solidão.

Lógico que não gosto de estar sempre sozinho, ninguém consegue viver em isolamento, o contato social e as relações interpessoais são extremamente necessárias em nossa vida, contudo uma vez ou outra uma reclusão é necessária. É bom ter um tempo só pra si, seja para chorar, ver um filme, maratonar uma série, ler um livro, curtir a si próprio com uma boa música, fazer uma autoanálise de suas ações da semana, ficar com raiva de si mesmo (e não descontar nos outros), enfim, há inúmeras coisas que se pode fazer sozinho.

Aliás, você sabia que é possível manter um estado de solidão mesmo ao lado de outra pessoa? “Nossa, que sombrio essa sua frase”… Até que não, claro que é mais difícil, porém não impossível. E eu dirijo esse parágrafo principalmente aos casais (que moram juntos), pois vez ou outra alguém na relação irá sentir a necessidade de estar sozinho e cabe ao outro respeitar essa decisão e dar espaço. Nesses casos de pessoas que moram juntos, ambos podem curtir uma solidão juntos, um momento de leitura silenciosa em que cada um está em uma poltrona com seu próprio livro (porém dentro da mesma sala); ou assistir a um filme totalmente em silêncio, sem fazer comentários, para que cada um consiga concentrar nas cenas ou sofrer uma imersão dentro de sua própria mente; ou até mesmo escutarem uma música juntos, cada um com sua reação perante a sonoridade do ambiente.

De qualquer forma, o que eu quero dizer é que precisamos de um tempo às vezes, não somos obrigados a sempre manter e estar inserido socialmente. Em muitos momentos o individual se faz necessário, e a reclusão para a reflexão pode ser a chave para uma paz em meio a guerra de sentimentos e experiências que temos no decorrer do dia.

M.M.

Ps: Alguém, tente em algum momento de sua semana retirar uma hora ou um dia para ficar sozinho, e curta esse momento consigo mesmo. Aprenda a se conhecer mais, saber daquilo que gosta ou não, conhecer o que te faz bem e poder desabafar; se necessário, deixe as lágrimas sair, ou dance alguma música que te faz feliz, beba um vinho (ou um suco/refrigerante), aprecie um prato que você ama (seja ele doce ou salgado). Seja feliz consigo mesmo, seja feliz sozinho, aprecie uma boa solidão.

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Carta 21

Algum lugar, 13 de novembro de 2019

Caro Alguém,

As pessoas vão seguir com suas vidas sem você. E está tudo bem.

Vamos lá ao motivo de eu dizer isto. Primeiro, precisarei contar algo a vocês sobre minha vida, para que juntos possamos entender a frase sem criar um caos emocional.

Meu ensino médio foi bem instável, pois foram 3 anos em 3 colégios diferentes. Mas em um dos colégios, eu acabei me aproximando de 4 meninas, não que eu não falasse com outras pessoas, mas é que eu realmente me identifiquei com elas e ficamos muito próximos, tão próximos que tínhamos um grupo no face e depois esse grupo passou para o Whats (assim que o WhatsApp surgiu e viralizou… Na época, inclusive, ele era um aplicativo pago). Enfim, o importante era que éramos nós 5. Todos os trabalhos fazíamos juntos e todos os planejamentos também incluíamos uns aos outros.

Eu lembro que sempre almoçávamos juntos (porque o colégio era integral). Sempre íamos no mesmo restaurante para que aproveitássemos ao máximo as conversas. Era muito bom essa conexão, porque elas me ajudaram em uma fase difícil da minha vida a me adaptar em um colégio novo e em uma cidade nova… Pois bem, mas aí eu tive que transferir do colégio, e como eu não fazia mais parte do dia a dia delas, aos poucos fomos perdendo o contato… Elas pararam de falar no nosso grupo (provavelmente porque criaram outro grupo sem mim) e, por fim, paramos de fato de nos falar. Eventualmente apenas comentávamos uma foto ou outra no perfil nosso, mas as conversas, segredos e confidências de fato haviam acabado (para mim).

Mas antes de eu me mudar, havíamos combinado de sempre chamar um ao outro em datas importantes. E no ano passado uma delas se casou, e a uma semana atrás outra se casou, e ano que vem provavelmente a 3 irá se casar. E eu não fui a nenhum casamento…

E como eu falei lá em cima, está tudo bem. Nós nunca seremos chamados para tudo e nunca iremos participar de tudo na vida, devemos saber que cada um tem a sua própria trajetória e que seremos sempre incluídos nos capítulos mais importantes das histórias com os personagens principais da nossa história.

Uma vez vi uma charge que dizia assim: algumas pessoas são o caminho, mas não o destino. E de fato isso é uma verdade, pois muitas pessoas estão na nossa vida apenas de passagem, e devemos aproveitar o momento com elas como se fossem únicos, assim como devemos aceitar a partida dessas pessoas também.

E isso se aplica a minha história, eu sou eternamente grato pelas 4 meninas que me acolheram e me ajudaram na minha adaptação de uma nova cidade, me deram ótimas lições de vida e me ajudaram a construir um pouco da personalidade e caráter que eu tenho hoje. Mas foi um momento da minha vida, elas apenas participaram de um capítulo do meu livro. Eu mudei a minha trajetória e elas continuaram a amizade que já tinham (e que espero que perdure por muito mais anos). Fico feliz em acompanhar a vida delas e ver o quanto cresceram e o quanto estão felizes. Da mesma forma que eu também sou feliz com as escolhas que fiz e os caminhos que estou trilhando.

Então é isso alguém. Não fique se martirizando toda vez que não for chamado para algo, pois isso é normal e é bom. Cada um tem o seu próprio livro, alguns capítulos podem ser escritos juntos, mas o final é individual e único.

M.M.

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Tragédias

Alguém, não sei nem como começar direito a falar desse assunto .. Já escrevi e apaguei inúmeras vezes esse início, e preciso falar para colocar algumas ideias nas palavras, pois meu pensamento está um furacão.

Bom, contextualizando um pouco sobre: uma pessoa muito querida minha acaba de perder a mãe… Eu não consigo nem imaginar como a cabeça dela está agora… O Luto não é algo fácil, queria muito estar do lado dela neste momento, dizer o quanto eu sinto (mas por vários motivos, eu me afastei… Acabei me ausentando da família dela…, e quanto mais eu me afastava, mais eu queria voltar a falar com ela… Mais eu queria dizer o quanto sentia muito por aquela situação, mais eu queria me reaproximar e voltar a estar do lado dela…. Porém, quanto mais eu queria isso, menos eu fazia e mais a distância aumentava, e quanto mais tempo ficávamos afastados, menos jeito eu ficava em me reaproximar, cada vez menos eu achava uma possibilidade em reatar nossos laços… Por fim, acabei me acostumando com a distância e passei a acompanhá-la de longe… Por vezes fiquei feliz com as vitórias e conquistas que essa pessoa conseguia, e acompanhei algumas derrotas também, mas tudo eu fazia de longe – esse parênteses tá longo demais)

Mas hoje, fiquei sabendo desta perda e não consigo saber como ajudá-la… Mandei uma mensagem tentando confortá-la, mas sei que não é fácil… Sei que ainda não está sendo fácil… A questão deste pensamento é: não deixe que uma tragédia aconteça para que você volte a se relacionar com alguém… Amizades são muito importantes, e devemos tentar sustentá-las ao máximo.

Eu fui infeliz em minha escolha, eu poderia ter me aproximado inúmeras vezes antes, poderia ter estado mais ao lado dela em momentos difíceis… Mas acabei aceitando a distância e ficando em uma “zona de conforto”… Eu espero que ela consiga passar por esse capítulo da vida dela, na verdade, eu sei que essa pessoa irá passar por isso. Ela é forte, muito forte, por isso tenho convicção que irá sobreviver, não será fácil, mas acredito que há um propósito nisso e que ela estará bem mais evoluída para encarar tudo o que a vida nos propõe, ou melhor, nos impõe.

A essa pessoa, receba meu abraço e carinho mesmo de longe… Estarei sempre ao seu lado.

E a você alguém, repense nas distâncias. Mantenha perto de si aqueles que são importantes, não perca o contato de quem você ama. Não espere que tragédias aconteçam para reatar laços, faça isso enquanto ainda há tempo, enquanto ainda há possibilidades, ainda enquanto vida.

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Expectativas

Confesso que eu sou daqueles que cria expectativa… Não consigo me conter quanto a isso, o que eu não consegui definir ainda se é uma característica boa ou ruim; só sei que eu tenho isso em mim e tenho que lidar sempre.

E não há nada de errado em se criar expectativas, desde que você seja verdadeiro consigo e sincero. Ainda mais no quesito relacionamento, pois a partir do momento que você cria expectativas, você se torna uma pessoa mais otimista e se esforça mais; ao passo que se você prefere não criar expectativas, vc pode acabar sendo sempre um pouco frio demais.

Exemplo: Estou saindo com alguém, estamos saindo há 1 semana… Se eu sou daqueles que cria expectativas eu já vou pensar no próximo encontro, em como será, o que eu vou vestir, se vai rolar alguma coisa, se existe uma possibilidade de pedido de namoro, etc… Essa expectativa faz com que ocorra uma dedicação do meu tempo ao pensar nesse alguém, ou seja, eu estou me empenhando e vou acabar dando o melhor de mim para que aquilo dê certo… (o problema é quando não dá certo, aí vem a decepção – que falaremos sobre isso mais tarde).

Já se eu sou daqueles que não cria expectativas, ao sair com alguém por 1 semana, eu vou pensar apenas: “hhmm, legal”. Tipo: oi???? Cadê o sentimento? Onde está a entrega? Onde está a empolgação?
Isso faz com que a pessoa acabe (querendo ou não) dando o mínimo de si naquele relacionamento, pois assim ela não irá planejar o próximo encontro (afinal, ela não está esperando que ocorra um próximo encontro)… E se ocorrer um próximo encontro, essa pessoa não ficaria com borboletas na barriga, pois ela não cria expectativas de que aquilo irá levar a um possível namoro… Então acaba ficando um pouco fria e seca… concordam?

Por isso que eu não defini ainda se o fato de eu criar expectativas é algo bom ou ruim… Pois um fator positivo foi esse que eu acabei de exemplificar, agora o fator negativo é a decepção quando as expectativas não são atendidas, e isso é algo bem (bem) complexo.

Ps: prometo qualquer dia desses falar a fundo sobre a decepção em expectativas…

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Há (muito) tempo atrás

Em uma madrugada fria, há muito (muito) tempo atrás, eu escrevi esses pensamentos que sondavam minha mente… Poderia até escrever mais hoje em dia, quem sabe uma carta; mas não farei isso, o que eu escrevi já está escrito e por hora irei apenas reescrever aqui. Segue abaixo.


Você me tirou aquilo que eu mais apreciava: a paz e tranquilidade da noite. Fez dos meus pensamentos tormentos. Tento conversar com a claridade da lua para não me perder em mim mesmo, mas tudo em vão! Pois quanto mais escura é a noite, mais profundo eu me afogo.

O medo me cerca nessa incerteza de tudo.

O fim chegou, mas não houve o final…

É difícil ver o seu pensamento, tão explícito e transparente, …, tão irreconhecível e impiedoso. Tento pensar que esse não é você, espero que seja apenas uma versão criada e fictícia…

Mas e se for você? E se esse é o seu pensar? Se isto tudo é real, o passado foi ilusão? Como pode o agir e o pensar mudar tão rapidamente… As dúvidas me cercam nesta madrugada fria e a ausência de respostas impedem meus olhos de fechar.

Conhecia, mas já não reconheço mais.

Procuro abrigo na escuridão, no silêncio, entre os maiores monstros da minha mente. Tenho medo de que ache lá o meu lar. Medo de que não possa voltar. Medo de me encontrar naquilo que sempre temi e evitei… Tenho medo de te perder e ter que buscar em mim aquilo que havia você.

Olhando para __/__/____ percebo que a vida não é um jogo. Não se trata de ganhar ou perder, pois não há um prêmio final.

A disputa, ao meu ver, é desnecessária. O apoio é essencial. Mas confesso que perdi… Pois preso estou, dentro de um labirinto, sem saber como sair.

Te largar foi uma das coisas mais difíceis para mim. Mas foi necessário, a conexão estava perdida…

Hoje, eu estou perdido! Sempre procuro a certeza naquilo que não há, tento refazer meus passos em vão. Já não vou te achar como deixei, já não és o mesmo, nem eu sou.

Em mim a insegurança de ser, a dualidade do pensar, a incerteza ao agir. Em ti a principio as mesmas coisas, porém agora o oposto. Vejo em ti a certeza das palavras e sinto cada uma como uma flecha em minha direção. Cada ponto e vírgula é como uma pedra jogada no meu coração.

Dor, a todo momento e segundo eu sinto. Mas não há como voltar, escolhas são feitas a todo momento nesse mundo e eu viverei com as minhas.

Nem que as noites sejam mais longas, ou que eu não saiba mais o que é sonhar. Terei de ficar em meus pensamentos, e saber lidar.

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Carta 20

Algum lugar, 25 de abril de 2019.

 

Alguém, preciso falar sobre medos. E este desabafo pode ser um pouco diferente das outras cartas, pois não respeitarei uma divisão de parágrafos. Afinal, medos é algo contínuo que é quase impossível de ‘dar uma pausa’ ou pular para o próximo parágrafo, é um sentimento presente e que precisa ser sentido em cada linha da sua vida. Sim, infelizmente é algo que não temos como escapar, e eu estou escrevendo sobre isso porque nos últimos dois dias este têm sido o único sentimento que estou experimentando. Mas qual o meu medo? Qual o seu medo? Existe algum medo supremo? … Infelizmente não tenho a resposta para todas essas perguntas, afinal, ninguém sabe de tudo. Mas o meu medo atual baseia-se em segredos. Todos temos segredos, todos não nos orgulhamos de algo que fizemos ou deixamos de fazer, ou às vezes até nos orgulhamos tanto de ter feito algo que temos medo de revelar isto e sermos julgados pelos outros, ou seja, meu medo é o de: REPROVAÇÃO. “Nossa, mas esse é um medo tão resolutivo?” Eu respondo esta pergunta com um: o que seria resolução pra você? Porque se de fato pararmos para pensar, todo medo tem uma solução, se eu tenho medo de banhar em banheiras, eu posso começar a trabalhar isso na minha mente entrando em uma banheira vazia, até ir introduzido a água aos poucos. Da mesma forma que o medo da NÃO aprovação social é algo que deve ser trabalhado continuamente e aos poucos, não podendo pular etapas e tendo que vivenciar cada momento (por isso que não estou pulando parágrafos aqui, pois temos de ter um raciocínio contínuo em relação a este sentimento). Pois bem, voltando ao meu medo, se pararmos para pensar, é um medo bem comum… Tipo, todos temos medo de não ser aprovado pelo chefe, ou de seus amigos não aprovarem o seu modo de vestir, ou de criticarem alguma escrita sua ou texto seu… O fato é que todos esses medos podem e devem ser superados, mas até conseguirmos essa superação devemos senti-lo, devemos experimentar o turbilhamento de ideias na mente cada madrugada, precisamos aceitar a insônia, devemos ouvir cada insegurança dentro da cabeça para depois, por fim, conseguir seguir em frente e enfrentar este medo. Sim, estou experimentando todas essas sensações no momento, estou com um medo terrível, um medo que pode mudar minha vida drasticamente. Um segredo relativamente tão simples, mas que pode mudar tudo, e infelizmente eu tenho que aprender a conviver com este medo até enfrentá-lo. “Ah, mas porque você não o enfrenta de uma vez?” Simplesmente porque não posso pular etapas, e eu preciso (mesmo sem querer) viver com isso até que este medo esteja pronto a ser superado, até o momento em que eu tenha já trabalhado tanto na minha cabeça que ele não será mais um problema, ou seja, até que eu tenha a solução… Agora meu amigo(a), quando esta solução virá que eu não sei… Pode vir amanhã, mês que vem, daqui 5 anos… Só o tempo dirá quando estarei pronto para enfrentar este meu medo, por mim, eu já estaria com esse medo resolvido e fora da minha cabeça, mas como já disse, não posso pular etapas… E nesse meio tempo medos poderão vir e ir, e aos poucos eu vou resolvendo cada um que aparece na minha vida. Medos grandes ou pequenos, cada um tem o seu, cada um resolve no seu tempo… Um medo grande para mim pode ser um medo pequeno para você, e vice-versa. Ninguém possui uma máquina de resolver problemas e medos, apenas devemos aceitar a existência deles, e não deixar que nossa ansiedade de resolução tome conta de nossa mente… Precisamos ter calma na hora de pensar para conseguir resolver, precisamos de paciência em nossas ações para não atropelarmos algo e amplificar um problema que no início era pequeno, precisamos ter fé de que um futuro melhor está por vir, e que estes medos do presente se transformarão apenas lembranças do passado.

M.M.

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Antes de tudo acabar

Antes de tudo acabar é um livro. Como o intuito deste blog não é realizar críticas de livro (ao menos, não ainda) segue apenas um trecho que eu achei muito marcante:

“Era triste imaginar uma rotina toda baseada no fingimento, todos agindo como se estivesse tudo okay e normal. Todas aquelas máscaras de Coringa, cheias de sorrisos, quando por dentro não aceitavam a forma como as coisas eram.

Mas então me dei conta de que era assim, o tempo todo, com todo mundo que eu conhecia. A Anne se fazia de forte quando na verdade vivia precisando esconder os hematomas das surras que levava do pai – e eu sabia melhor do que ninguém que as feridas não eram apenas físicas. As pessoas me chamavam de depressivo, mas pelo menos eu era um autêntico perdedor, não ficava me escondendo atrás de uma falsa aparência. Ou era o que eu pensava”

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Carta 19

Algum lugar, 02 de julho de 2019

Caro alguém,

“It gets better”

Acabei de assistir um filme que tem como tema e mensagem a frase acima. E se pensarmos bem, realmente é uma verdade em que temos que acreditar… Vai ficar melhor ou fica melhor ou melhorará, é algo que temos que pensar a todo momento e fase de nossa vida, pois se não estamos sempre progredindo e buscando um futuro melhor, de que adianta a nossa caminhada, certo?

O filme que vi traz justamente essa temática de que na vida temos fardos aparentemente pesados demais e demônios pessoais que temos de enfrentar. E eu concordo que cada um tem uma dificuldade a ser resolvida. A vida de ninguém é perfeita e ausente de problemas, por mais que existe o ditado de que ‘a grama do vizinho é mais verde’, nós nunca sabemos ao certo a tonalidade do verde que se passa na vida de quem está ao nosso redor.

Então, diante de problemas e dificuldades temos de pensar que vai ficar melhor, de que o futuro poderemos nos orgulhar de ter transpassado as barreiras do passado, de que apesar de todas as pedras em nosso caminho, conseguimos trilhá-lo e construir não apenas um muro de pedras, e sim todo um castelo.

Não podemos deixar nos abater por tudo o que acontece na nossa vida, sejam problemas emocionais ou materiais, devemos sempre olhar por uma perspectiva maior… Olhar o futuro com melhorias e livre dos problemas do presente. Precisamos ter em mente um futuro em que poderemos ser nós mesmos, em que poderemos ser a nossa melhor versão, uma versão em que não apenas os outros irão aplaudir, mas que NÓS mesmos nos orgulharemos (inclusive falo um pouco disso na carta 17, a necessidade de sempre importar mais com a própria opinião).

O pensamento negativo da lei de Murphy deve estar totalmente ausente em nossos planos e metas, pois se hoje está ruim, tenha a certeza de que amanhã vai melhorar. Toda dificuldade é uma fase que nos ajuda a crescer e sermos mais resolutivos, todo grande problema traz consigo ao final algum aprendizado. Então que tal em vez de sofrermos dentro de uma perspectiva pequena, olharmos de cima a situação e crescer com ela?

Em nossas imperfeições, sejamos resilientes!

M.M.

Obs: inclusive acho válido também (re)lerem a carta 11… Pois temos de saber crescer no meio de nossos problemas e imperfeições, não podemos permitir uma estagnação de nossas ações, afinal o mundo gira e nós temos que estar nos movimentando e agindo a cada dia que passa. – Curiosidade: O filme que assisti hoje tem como protagonista o mesmo ator protagonista do filme que citei na carta 11.

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Carta 18

Algum lugar, 07 de maio de 2019

Caro Alguém,

Hoje preciso falar com vocês sobre família.

Uma constante relação de amor e ódio, a família pode se assemelhar a uma montanha russa. Você não escolhe, mas estão todos dentro do carrinho para enfrentar, gritar, rir, brigar, passar medo, momentos felizes, tristezas, desespero… Enfim, são muitas as sensações que podemos ter nesse brinquedo: cada curva, subida, descida a reação pode mudar; sendo constante a inconstâncias das sensações vividas.

Dito isto, irei explicar agora (como de costume) o porquê do tema. Bem, no dia de hoje em específico eu tive um momento ruim com meus pais… É algo complicado a transição de independência, pois os pais sempre te verão como crianças, querendo te proteger, mas eles não percebem o quanto essa proteção pode ser sufocante – ainda mais se você já for adulto.

Mas o que aconteceu? Eu estava passando um fim de semana com meus pais, mas aí eu combinei de sair com meus amigos e simplesmente eles não me deixaram sair – e por ser obediente acabei ficando dentro da casa deles. Entendo o lado deles de querer me proteger e ficar mais tempo comigo, todavia a medida que você cresce (ainda mais se você mora sozinho – que no meu caso já tem 6 anos que não moro com meus pais…) as suas manias e seu estilo de vida vão se fundamentando, isto é, você cria a sua própria rotina e seu próprio modo de viver, e seus pais não enxergam isso.

Eu deveria ter colocado no início que ia falar sobre ‘pais’ em vez de ‘família’ rsrsrs, porém já expliquei a situação então voltemos ao tema de forma mais ampla. Estar dentro de uma família pode ser ótimo, ao passo que também é cansativo. Porquê você não escolhe aonde nasce, não se pode escolher parentes, você apenas aprende a conviver com eles de modo harmonioso ou não.

A questão é que quando você cresce, fica adulto, você cria seu próprio estilo, seu próprio jeito de ser e pensar que, na grande maioria das vezes, pode ser divergente do modo dos seus parentes, o que pode causar atritos, brigas, confusões, etc. Por isso é bom você sempre delimitar os seus limites, para que sua família respeite quem você é e entenda que você tem o seu espaço assim como eles.

É fundamental isso para que todos possam viver em harmonia, pois se há esta invasão de espaço aí começa o distanciamento. Pensa comigo, uma tia sua que toda hora fica se intrometendo no seu modo de vestir, ou com suas amizades/relacionamentos, chega a ficar chato e inconveniente conversar com ela, concorda? De modo que a tendência é você se afastar para evitar essa invasão de privacidade que essa (suposta) tia faz.

Colocar todos os pensamentos que tenho sobre família em apenas uma folha A4 é impossível, então outro dia eu volto no tema. Mas quero deixar claro que amo família, em especial a minha. Família é apoio, companheirismo, amor, felicidade, fundamentação e base de tudo aquilo que sou e que você é. Porém também tem seus lados negativos e para evitarmos estes momentos (brigas, discussões, infelicidades) precisamos sempre nos comunicar melhor e delimitar o nosso próprio espaço, para que mesmo quando juntos cada um compreenda os limites do outro e todos possam conviver em harmonia e felicidade.

M.M.

 

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Secrets – Jacob Lee

Uma das músicas mais “own” que já escutei!!! Sério, se você nunca ouviu essa música, pare tudo o que está fazendo e coloque-a para tocar e sinta essa melodia maravilhosa. E não há muito o que pensar ou falar dessa música não gente, ela é bem linda e conta exatamente aquele cenário romântico de todo filme… Seguem alguns trechos abaixo:

Eu sei que nós não estamos
Onde nós dissemos que nós estaríamos
Quando nós tínhamos 17 anos
Mas eu me sinto seguro aqui
Deite-se comigo
As estrelas nos observam esta noite

Aquela cena clássica já vem na cabeça, né?! Amantes desde a adolescência, fazem promessas na época, mas por alguma eventualidade eles se separam e o tempo os une posteriormente, criando todo um clima de nostalgia fazendo que eles fiquem juntos novamente e sejam observados pelas estrelas no céu. SIM, pelas estrelas, pois o amor entre os dois é algo tão celestial que o céu para para observá-los.

Diga-me todos os seus segredos
Até o sol nascer
Sei que vou mantê-los
Até que nós tenhamos idade suficiente

O refrão traz aquele clima bem de confidência… Um conta ao outro aos cochichos os segredos enquanto a noite durar, assim como prometem guardar para si tudo o que ocorreu e foi falado naquela noite até que eles por fim possam estar juntos e com todos os planos realizados… Pois é aquilo né?! Apenas quem tem que saber seus desejos mais profundos é o seu companheiro(a), em que pode confiar e juntos realizar estas vontades e planos.

Claramente esta música tem ótimos trechos e frases, mas vou finalizar com esta:

Mostre-me todas as suas fotos
De como nós nos apaixonamos
Assim, podemos voltar para o início

Preciso nem falar nada, não é mesmo? Uma das maiores vantagens das fotografias realmente é poder relembrar o passado, trazer na memória aquela saudade de tudo o que já vivemos, bem como abrir nossa mente para tudo que ainda iremos viver.

Se você nunca escutou Jacob Lee, por favor dá uma olhada nas músicas dele… São ótimas!!! Segue outras 3 músicas dele em que a melodia é outro mundo: Demons, With You, Ghost.

M.M.

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hoje

Estou de volta, perdão pela minha ausência, é que muitas coisas aconteceram e ficou quase impossível de conciliar tudo… Mas estou tentando me organizar mais, o que é algo bom… Enfim, hoje volto especificamente com um rascunho que achei em meu bloco de notas:

Hoje eu disse para mim mesmo que não iria fazer uma coisa, e acabei fazendo.

Então, não lembro exatamente o contexto em que escrevi isso, mas vamos refletir em cima disso pois é algo comum…

Eu acho bem incomum a forma que nossa mente e corpo trabalham, pois por um lado existe a lógica – algo que sabemos e temos toda uma fundamentação para ter aquilo como uma certeza, é ela que nos faz ter passos firmes em nossa vida incerta – , mas, em contrapartida, temos a emoção – aquilo que não temos em nada certeza, mas que é bem intuitivo e pode dar muito certo.

Um pouco confuso, né? Também achei, então deixe tentar exemplificar: A lógica me diz que é errado comprar algo ‘desnecessário’, mas aí a emoção e o calor do momento fala que aquilo será essencial em sua vida… O que em um futuro você pode (ou não) realmente acabar precisando daquilo, então qual voz irei escutar?

Essa questão realmente cabe a você responder, o fato é que apesar de (às vezes) aceitarmos a ideia da lógica a princípio, isso não será uma verdade absoluta, o que permite que algumas decisões sejam mudadas a partir de nossas emoções.

(Confesso que talvez este texto esteja bem confuso, mas estou levemente enferrujado e organizando as ideias, assim como a minha vida… Quem sabe os próximos textos tragam uma clareza que você procura hehehe)

(Da mesma forma que este texto pode ter feito todo o sentido na sua vida, e se isso ocorreu, fico feliz em ter lhe proporcionado esta leitura)

M.M.

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Amizade

É difícil de se:

estabelecer uma fundação,

criar um vínculo,

abrir o coração.


Dentre 1 milhão:

São poucos os que permanecerão;

São poucos que irão estender a mão.


Nas diferenças existe semelhança;

Gostos, hábitos, … , uma canção.

Mas amizade é isso:

Em um mundo cheio de ilusão,

Amigos ficam, choram, brigam,

apoiam e te dão aquele “sorrisão”.


Mais forte que relacionamentos (amorosos)

Eles não vem e vão!

São um ponto de apoio,

E quando tudo desmorona

Eles juntam os cacos

Ajudam a construir o chão.


É evidente as diferenças de personalidade

Mas o bom está na diversidade.

São aqueles que muitas vezes transformam seu mundo…

São amigos.

São poucos,

Mas são tudo!

M.M.

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Carta 17

Algum lugar, 19 de fevereiro de 2019

Caro Alguém,

“O que você fala sobre mim não muda quem eu sou. Mas muda o que eu penso sobre você.”

Em uma noite, aproximadamente por volta das 23 hrs, eu vi essa frase e anotei ela para depois vir aqui falar com vocês pois acho ela muito relevante. Eu nunca tinha parado para pensar, porém eu realmente já fazia isso e se você não faz isso ainda, por favor comece a fazer desde já.

Vamos lá. Analisando a primeira frase, temos aí uma verdade: sempre falarão de você. Inclusive um grande amigo meu (fomos criados juntos e eu considero ele um irmão) já me dizia: ‘Falem bem ou falem mal, MAS falem de mim’. Acho esse modo de pensar um tanto radical, pois a princípio eu achava que ele queria ser o centro das atenções, mas hoje já entendo um pouco da filosofia dele que se encaixa com a frase que vi na internet.

O que ele queria dizer afirmando isso era que ele não se importava com o que falassem dele, a vida dele continuava com comentários bem ou mal, o importante é que ele tinha a consciência tranquila e que tudo o que queria fazer fez – independentemente se isso fosse desagradar os outros, o importante é que era a vontade dele fazer aquilo e pronto. E é assim que devemos agir, ou seja, precisamos realizar as coisas pensando em nós, no que nos fará bem e não se isso irá agradar a sociedade. Alguns poderão falar bem, outros mal, mas independente dos comentários o importante é você não mudar quem é.

Agora vamos para a segunda frase. Bom, é a partir daquilo que falam que você consegue discernir o caráter das pessoas, de modo que poderá então decidir se você irá se aproximar ou afastar delas. Alguém que não fala coisas construtivas visando principalmente provocar a discórdia, é um tanto lógico você optar por se afastar; ainda mais se esta pessoa está falando (geralmente, “por suas costas”) mal de você. Enquanto as pessoas que te querem o teu bem, além de sempre tentarem te levantar com palavras de ânimo e apoio, vão sempre te alertar daqueles que fazem o mau.

Sendo assim você deve mudar o pensamento em relação a alguém assim que descobre aquilo que esta pessoa fala de você, sejam palavras boas (de modo que você pode começar a considerar mais essas pessoas) ou ruins (devendo se afastar destas).

As pessoas podem se mascarar facilmente, fingir aquilo que não são para te agradar e na esquina seguinte te destruir para a sociedade. Saiba sempre quem você mantém por perto, escolha suas amizades e seu círculo social, procure sempre o ambiente que te deixa bem. Mas dentre todas as coisas ditas, lembre-se: SEJA SEMPRE VOCÊ! Não mude pelos outros e seja convicto de suas atitudes. É impossível agradar todo mundo, então em vez de tentar agradar a todos e se preocupar com aquilo que pensam, faça as coisas para te agradar. Faça o que tem vontade de fazer. Tenho certeza que se você procurar em primeiro lugar a autorrealização, nada mais será necessário.

A única opinião para você que mais deve ter peso em suas decisões é a sua.

M.M.

Ps: Seja simplesmente você.

Destaque

I’ll Be Good – Jaymes Young

Essa é uma daquelas músicas que escutamos mais a melodia do que a letra, as vezes prestando no máximo atenção no refrão dela (que é o próprio título). Mas, quando paramos para ouvir e prestar atenção na letra, vemos que é algo relativamente chocante. Jaymes aqui retrata violência dentro de um relacionamento, fazendo – ao meu ver – uma crítica a falsas promessas de que o agressor se tornará uma pessoa boa. Vejamos:

Eu acho que vi o demônio essa manhã

Olhando no espelho

gota de rum na minha língua

Com o aviso

para me ajudar a me ver mais claramente

Aqui se formos imaginar a cena, acho que seria algo próximo ao clipe do Eminem com Rihanna (love the way you lie).  Um cara com a garrafa de rum vazia olhando a própria imagem no espelho vendo dentro dos olhos e na profundidade do seu ser o “demônio” que fez tudo.

Eu nunca quis começar um incêndio

Eu nunca quis fazer você sangrar

Minha reação: COMO ASSIM? Além de fazê-la sangrar ele ainda incendiou a casa/carro/cozinha/jardim/alguma coisa. Realmente aqui vemos um dos grandes problemas de vícios, provavelmente por conta do álcool (associado a personalidade do indivíduo) o faz fazer essas coisas que acreditamos ser algo impraticável.

Eu serei um homem melhor hoje

Eu serei bom, eu serei bom

E eu amarei o mundo, como eu deveria

Acho que aqui Jaymes coloca a ironia, uma vez que ele utiliza a palavra “hoje” e depois fica afirmando a frase várias vezes: “eu serei bom” – como se o agressor estivesse tentando convencer a si mesmo de que a partir de hoje ele será bom e não irá fazer mais isso.

Eu fui frio e fui impiedoso

Mas o sangue em minhas mãos me assusta até a morte

Talvez eu esteja acordando hoje

Aqui o agressor tem um momento de lucidez e sobriedade, visto que ele reconhece que foi frio e impiedoso, mas que agora (após ter batido) o sangue o assusta – ao menos isso remete um lado humano. Mas Jaymes coloca mais uma crítica com o TALVEZ, deixando uma lacuna aí para duvidarmos se isso realmente vai acontecer (e ele se tornará uma pessoa boa) ou se o agressor está falando isso apenas da boca pra fora.

Por todas as luzes que eu apaguei

Imagina o medo da noite que a pessoa tinha, uma vez que todas as vezes que o agressor apagava as luzes era pra bater e maltratar… Sem condições viver em um ambiente desses (mas aqui ele canta em um tom de arrependimento – como se estivesse pedindo perdão).

Por todas as coisas inocentes

de que eu duvidei

Por todos os hematomas que eu tornei em lágrimas

Por todas as coisas que eu tenho feito

todos esses anos

Nesse trecho todo ele tenta pedir perdão. Mas será se devemos acreditar na palavra dele? uma vez que isso tem ocorrido por ANOS!!! Depois a música segue com ele tentando afirmar para si mesmo “I’ll be good”, tá e mesmo que ele fique bem, como é que fica(rá) a pessoa agredida?

É muito triste saber que isso não é uma raridade, que o agressor pode ser um homem ou mulher, um pai ou uma mãe, um irmão ou tia, enfim… O fato é que viver anos se sentindo inseguro dentro da própria casa, derramando sangue onde eram apenas para se derramar felicidade e aconchego, é um sofrimento inexplicável.

Não fique inerte em uma situação dessas. Denuncie, violência é coisa séria. Ser HUMANO é ter empatia, é saber se colocar no lugar do outro, é tentar ajudar.

Destaque

2016

Caro Alguém, eu havia escrito isso no segundo semestre de 2016 – sim, há muito tempo atrás… Porém como não havia postado, como encontrei isso ao acaso em um arquivo salvo e como ainda acho um pensamento válido, segue abaixo:

 

O mundo realmente precisa mudar em alguns aspectos. Sério, há muitas coisas que eu não entendo e vou me explicar, na verdade vou relatar um exemplo desses aspectos e defender meu ponto de vista.

Bom, estava eu de boa e tranquilo quando recebo uma mensagem de uma menina. Tipo, totalmente inesperado, tanto é que nem tinha o número dela (e nem sei como ela conseguiu o meu). O fato é que nos conhecemos, mas não somos próximos. Aí eu respondi o “oi” que ela tinha mandado e ela ficou me mandando mensagem, e eu respondendo – uma conversa casual.

Até aí tudo bem, mas aí ela digita: “estou morrendo de vergonha de puxar assunto com você”. Depois que ela falou isso, eu fiquei pensando: e qual a vergonha em falar com alguém?

Sério, meninas tem o mesmo direito de chegar em meninos, não há uma regra para tal coisa. Não tem motivo de se envergonhar, principalmente se você está em busca de algo. Na verdade, eu acho muito positivo mulheres com atitude própria.

Puxar assunto com um rapaz não deveria ser difícil para garotas, até porque há muitos caras (como eu) que são tímidos e não conseguem expressar os seus sentimentos na frente de quem gosta. Tipo, e agora falo por experiência própria, eu acho que não teria namorado ainda se não fosse por uma mensagem dela dizendo: “gosto de você e de mais ninguém”. Foi só após isso que eu tive coragem de falar que também gostava dela e depois que consegui formalizar a coisa.

Então uma das coisas que acho que deve mudar é isso, não se sintam intimidadas em puxar conversa com um homem. Não esperem ele perceber seus sentimentos porque você pode acabar perdendo ele…

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Carta 16

Algum lugar, 29 de janeiro de 2019

Caro Alguém,

Faça exercício.

Att,

M.M.

Ps: Acho que está bem claro meu ponto de vista, porém irei explicar o porquê de realizar este pedido a vocês.

Como sabem, ano novo, vida nova, postagens novas… Estou tentando escrever mais e mais, sendo assim irei compartilhar cada vez mais coisas de meu cotidiano. Porque vai que você também está passando por isso (e se estiver, sinta-se à vontade para entrar em contato comigo).

Enfim, vamos lá. Eu comecei recentemente a fazer exercícios diários de 1 hora (comecei tem apenas 4 dias kkkkkk – mas tenho esperanças de conseguir continuar, para quem sabe um dia contar meu progresso para vocês), longe de uma vida fitness eu pretendo ser apenas saudável. Fiquem tranquilos que não me verão postando aqui tipos de verduras e qual fruta comer cada dia, até porque eu amo um chocolate e frituras (claro que estou me policiando para cada vez mais ser algo balanceado).

Mas senti a necessidade de começar a diminuir meu sedentarismo depois do tapa na cara que meu cardiologista me deu. Eu procuro todo ano fazer um check-up – cuidar da saúde é essencial! – e semana passada foi a vez de ir no meu cardio e ele me deu milhões de sermões.

Eu sempre fui um cara acima do peso, sempre tive uma barriguinha proeminente, mas agora na última consulta o médico me falou que minha barriga está longe de discreta e que eu tenho gordura em tudo que é veia, artéria e órgãos (posso estar exagerando levemente, mas ele realmente me assustou com o tanto de coisas que eu tenho). Aí ele me falou para fazer exercícios urgentemente.

Então comecei, estou com o corpo bem dolorido, com vontade de desistir. Mas sempre que penso em desistir a imagem dele brigando comigo me motiva a continuar, pois sei que será o melhor para mim e sei que exercícios fazem bem – tanto pro corpo quanto para a mente.

Apesar das dores até que me sinto mais animado em seguir o dia, lógico que fico mais animado de seguir o dia resolvendo minhas coisas sentado, mas mesmo assim eu acho até que o dia está rendendo um pouco mais… Já até montei uma playlist no Spotify pra escutar enquanto me exercito… Quem sabe um dia eu consigo perder a melancia que está em meu abdômen, né?! Nada é impossível hahahaha

Destaque

Distância

De cabeça cheia

E mil coisas para fazer;

Mas não importa o que faça

Meu pensamento volta em você.


Talvez isso seja um feitiço;

Uma magia ou algo do tipo!

Só sei que ao seu lado quero estar

E queria para sempre poder te amar.


Mas na vida nada é fácil

E a distância não está ao meu lado,

São 1360 Km que nos separam

Além do meu arqui-inimigo:

Seu namorado.


Me mata e me consome

O teu pensamento ser só dele.

Mas nada posso fazer,

O que me resta é sofrer.


O jeito é aprender a viver

A conviver, com a dor

E a distância que me separa de você!

M.M.

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Fire On Fire – Sam Smith

Estou simplesmente viciado nessa música (por isso vamos iniciar com ela a nova categoria aqui do blog), o Sam Smith sabe exatamente como intercalar as palavras dentro da melodia. Sem mais prolongamentos, vamos analisar alguns trechos da letra:

Minha mãe diz que sou muito romântico

Ela disse: “Você está dançando nos filmes”

Comecei a acreditar nela

Então, eu te vi e soube

Temos aqui um típico adolescente romântico que fica sonhando a todo momento, que fica imaginando momentos perfeitos e tudo mais. Mas aí ele encontra uma pessoa que desperta nele algo novo, que o tira desse mundo perfeito e o traz para a realidade.

Talvez, seja porque fiquei um pouco mais velho

Talvez, seja tudo que já passei

Gostaria de pensar que é como você se apoia em meu ombro

E como eu vejo a mim mesmo com você

Ele aqui admite que o tempo já tinha mudado ele um pouco, tirando-o do romantismo, porém ele prefere acreditar que as mudanças ocorreram a partir do encontro entre os dois e como ele se vê no futuro com a pessoa.

Eu não digo uma palavra

Mas ainda assim você me tira ar e rouba as coisas que eu sei

Aí vai você

Me salvando do frio

Típico casal com conexão forte que não precisam estabelecer uma comunicação verbal para se entenderem, apenas olhares já dizem tudo. Sem contar que o Sam reafirma aqui o amor intenso, daqueles que tira o ar e salva do frio (sendo o frio a vida monótona e sem graça).

Fogo no fogo

Normalmente nos mataria

Mas esse desejo intenso

Juntos, somos vencedores

Ambos são intensos (são fogo) e normalmente isso não daria certo, visto que são os opostos que se atraem e não os semelhantes, todavia a conexão é tão forte que “Together we’re winners”.

Eles dizem que estamos fora de controle

E alguns dizem que somos pecadores

Hmm… Temos aqui aquele leve amor proibido hahahaha

Mas não deixe que arruínem

Nosso lindo ritmo

Porque você me desdobra

E diz que me ama

E olha nos meus olhos

Você é perfeição

Minha única direção

É fogo no fogo

It’s fire on fire

Preciso nem falar mais nada, o próprio Sam já disse tudo.

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Carta 15

Algum lugar, 8 de janeiro de 2019

Caro Alguém,

“Se no futuro, eu não puder ser o seu presente, lembre-se que fui um pedacinho do seu passado.”

Por favor reflita no peso que essa frase traz. Quando eu a li na internet gastei horas em cada palavra e, com toda certeza, perdi o dia com ela na mente.

Já que você teve o seu tempo para refletir agora siga o meu raciocínio. O futuro de todos nós é incerto; o passado é fixo; e o presente é o agora, é instante, é momentâneo, é passageiro e é aquilo que podemos mudar. Sendo o presente aquilo que está ao nosso alcance, temos de saber o que fazer com ele, inclusive com as pessoas que estão nele. Sabendo disso, vamos agora analisar um pouco o contexto da frase e depois voltamos nesta pequena reflexão.

A frase em questão traz um término. Independente se for um término de namoro, noivado, casamento, ou, até mesmo, de amizade, temos aqui um término. Sendo mais específico temos aqui uma conversa entre duas pessoas, e aquele(a) que diz a frase está prestes a partir.

É notável também um saudosismo e sentimentalismo profundo por parte daquele que está indo embora, já que há uma súplica: “lembre-se que fui” – e aqui temos mais uma vez a comprovação do fim, uma vez que ele(a) já não é mais. ‘Mas M. peraí, aí não tem nada de fim não, a pessoa tá só pensando em como será o futuro…’ (você pode estar se questionando). Eu rebato tua indagação com o fato de que a necessidade de colocar na mesa o futuro já demonstra que o presente não está certo, ou seja, a pessoa que disse isso uma vez jamais teria dito se as coisas estivessem bem no presente, pois se tudo estivesse ‘ok’ não haveria essa necessidade de se indagar sobre como será o futuro, entende?

Sim, sei que é confuso, mas ninguém pensa no futuro se o presente for algo concreto. Nós sempre questionamos o futuro mediante a incerteza do presente (ex.: eu penso na fatura do cartão se eu não conseguir comprar a vista, penso (às 8 da manhã) no almoço se eu não tiver tomado café da manhã, etc). Neste caso está em jogo a incerteza de um relacionamento, em que uma das partes questiona a futura convivência dos dois.

E agora vamos entrar na melhor parte: quem disse a frase com toda certeza é quem tentou de tudo já para o relacionamento dar certo. Como e por que eu afirmo isso? Pela palavra ‘puder’, pois o emprego dela possibilita imaginarmos que a pessoa ainda quer estar presente, mas se a outra não quiser então aí já não haverá futuro e a história dos dois será apenas o passado. Além disso, aquele que diz está tão convicto de que realmente tentou e que se doou por completo naquele relacionamento que pede para que o outro se lembre dele(a): “fui um pedacinho do seu passado”, afinal caso ele(a) não tivesse provocado boas memórias não teria sentido pedir para ser lembrado, pois ninguém quer ser uma lembrança ruim na mente do outro.

Dito isso, e voltando agora com a reflexão do 2º parágrafo, é importante sempre tentarmos ser nossa melhor versão e fazer de tudo no presente para tentar cativar as pessoas, pois é assim que poderemos sempre falar, caso não der certo, para que se lembrem de nós como uma (boa) parte do passado.

M.M.

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2019

Primeiramente, Feliz Ano Novo!!!

Ano novo, novas expectativas, novas experiências, novo recomeço.

E sabendo disso decidi repaginar o Blog, espero que gostem hahaha

Então, novidades: poemas e músicas… E quando forem ler os posts relacionados com músicas, peço que coloquem ela para tocar antes, a fim de ficar mais dinâmico e profundo a leitura…

De qualquer modo, como este ano se iniciou na terça, prometo tentar toda terça trazer alguma novidade aqui para você.

Aproveite muito este ano Alguém, aproveite cada momento! E saiba que fico feliz em toda vez te recebê-lo aqui.

Abraços,

M.M.

Destaque

Carta 14 – parte 2

Algum lugar, 23 de dezembro de 2018

Caro Alguém,

Você vai?

Você vai deixar que suas relações pessoais sejam menos importantes que as suas virtuais? Acha que pode confiar em alguém que nunca viu, porém, considerar que seu maior inimigo jamais poderia ser seu amigo? Vai permitir que o virtual se sobressaia ao real? Vai deixar que a palavra seja uma verdade duvidável enquanto aquilo que está na rede pode ser tomado como uma verdade absoluta?

É assustador se pararmos para pensar em todos esses questionamentos. A internet tomou conta do cotidiano de todos nós de tal forma que viver sem ela é um desafio, além de que é algo tão comum e utilizado que realmente as pessoas tomam tudo que nela vê como uma verdade.

A credibilidade das informações postadas é fundamental, inclusive fico contente que recentemente as pessoas estão tomando mais cuidado com tudo aquilo que veem, as tão chamadas ‘fake news’ fizeram agora as pessoas a terem mais cuidado com as informações que recebem e compartilham.

Mas todo cuidado é pouco e, ao eu ver, uma palavra ainda deveria valer mais que uma postagem virtual. Conversar e interagir com alguém é bem mais válido que apenas curtir fotos e momentos compartilhados, inclusive ao invés de curtimos é melhor vivermos os momentos.

Creio que já prologuei demais nesta parte 2, inclusive era para ser apenas os questionamentos do 1º parágrafo, porém optei por discorrer um pouco mais.

Não se deixe levar por aquilo que vê na tela, permita-se a viver fora dos ‘likes’.

M.M.

Destaque

Você é

Quem somos?!

É muito comum ouvir o ditado “você é aquilo que você come”, bem como outros: “você é aquilo que ama” ou “você é do tamanho dos seus sonhos”…

Acho que no mundo atual cabe outras questões, já que a internet (juntamente com as redes sociais) é algo agora global e presente na vida da maioria das pessoas. Portanto o fato de falar: “você é aquilo que você posta” pode vir a ser um ditado?!

É muito complexo fazer essas comparações de você é isso, você é aquilo. Portanto não gosto desse tipo de coisa… Se vc parar para pensar, o fato de você postar algo pode ser muito irrelevante, uma pessoa pode simplesmente postar uma foto na praia tomando água de coco sendo que é uma foto antiga (ou uma montagem) e essa mesma pessoa pode estar sentada no sofá de casa no momento em que realizou a postagem… Ou seja, eu posso criar uma imagem minha fictícia na internet – de quem eu não sou.

Na internet se quiser posso postar fotos de viagens a todo momento (sendo que eu nem faço muitas viagens)… Ou eu posso compartilhar apenas momentos alegres (mesmo eu enfrentando uma depressão). Posso postar que estou na academia e que minha dieta é fitness (porém a pizza do jantar não é algo que eu irei postar). Posso postar meu sucesso (sem evidenciar meu fracasso). Posso compartilhar coisas que outros compartilham (mesmo que eu não concorde com aquilo que é compartilhado). Posso ter vários amigos e seguidores (que nunca foram na minha casa e não me conhecem por aquilo que sou, apenas por aquilo que aparento ser na mídia)…. Enfim…

O que eu quero dizer é que você é aquilo que é… Não deixe que as opiniões alheias interfiram em todas as suas atitudes. Não fique esperando “likes” para ser reconhecido. Não espere apenas interações virtuais e aprovações de quem você nunca viu. Faça aquilo que quiser, viva do jeito que quer viver e evite comparações de “você é….” Apenas saiba que você é, eu sou, nós somos uma infinidade de possibilidades.

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Carta 14 – parte 1

Algum lugar, 26 de janeiro de 2018

Caro Alguém,

Um dos problemas da atualidade está no fato das pessoas não acreditarem na sua verdade.

Recentemente fiquei intrigado com algo que aconteceu comigo. Resolvi fazer um “teste” e me surpreendi com o resultado que tive. Mas o que eu fiz? Simplesmente comecei a postar umas fotos com uma amiga minha e decidi mudar meu status do facebook para ‘relacionamento sério’. Muitas pessoas no meu feed de notícias me deram os parabéns supondo que eu realmente estava namorando aquela minha amiga.

Pois bem, o que me intrigou não foi receber muitos elogios por estar ‘namorando’, e sim a atitude de alguns amigos… No momento em que viram meu status novo de relacionamento foram correndo me mandar mensagem perguntando o porquê de não ter dito a eles que eu estava em um relacionamento e eles terem que descobrir isso pela internet (e não pessoalmente através de mim). Acontece que eu expliquei para eles que eu não estava em um relacionamento e que o fato de ter mudado o meu status no facebook não era significativo, ou seja, estava fazendo o ‘teste’.

Novamente venho reafirmar que os motivos que me levaram a fazer tal coisa não são importantes, assim como também não incentivo os que estão lendo essa carta a fazer o que eu fiz (porquê esse meu ato teve consequências e eu quase perdi uma amizade).

Enfim, a maioria das pessoas em minha rede social acreditaram fielmente que estou namorando; alguns amigos meus (que me perguntaram no chat/pessoalmente e eu expliquei) acharam que eu tinha algum problema por fazer aquilo, porém aceitaram minha ação, já outros que vieram até mim para saber mais sobre não acreditaram em minha palavra, ou seja, afirmaram que eu estava mentindo e que eu estava sim em um relacionamento sério.

Eu não consegui entender isso, uma vez que, por me conhecerem, deveriam acreditar naquilo que eu digo e não no que o meu ‘eu virtual’ posta. Para eles uma postagem tem mais valor que minha palavra?

Foi então que percebi que nossa atualidade acredita muito naquilo que vê em uma tela, ao invés de confiar na própria palavra da pessoa em carne e osso. Nos entregamos tanto às redes sociais que elas acabam se tornando a nossa vida, fazendo com que o mundo real seja um segundo plano, isto é, priorizamos o virtual e desvalorizamos o material. Acreditamos naquilo que vemos na tela, mas não no que presenciamos.

Isto me assusta um pouco, porque pode causa uma porta de aparências sustentadas por um portal de faces. Eu posso postar apenas fotos felizes e todos acharão que estou contente, quando na verdade estou em ruínas. Posso postar que estou passando por dificuldades, apenas para receber um consolo virtual (já que o contato humano é inexistente). Posso criar um amigo no Japão, sem nem conhecer o meu próprio vizinho. Posso seguir pessoas que nunca vi e bloquear aquelas que eu conheço. Eu posso…

Mas eu vou?

M.M.

Destaque

SOZINHO

Quando acordo

você não está lá,

cama vazia!

Mil coisas a se pensar


O dia segue

eu vagando sozinho,

teu rosto não sai da minha mente

e me pego pensando em teu carinho.


Falta, toda hora e minuto eu sinto.

Tento te esquecer

mas ao te lembrar

me escapa um sorriso!


Mas quando acordo

você não esta lá,

cama fica vazia / imensa

uma coisa a pensar


Toda hora eles vêm me falar,

tentam me fazer esquecer

como é gostar de você!

Contudo eu não consigo e não quero aceitar,

pois eu sei que sem você ao meu lado não dá.


Mesmo com 1000 amigos

me falta você.

Meu pensamento matinal,

meu bem querer.

 

M.M.

 

 

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Carta 13

Algum lugar, 16 de julho de 2017

Caro Alguém,

“Confiança é a base de tudo”

Certamente você já deve ter ouvido esta frase. De fato, é através da confiança que um relacionamento (seja familiar, de amizade ou de amor) é construído. É através deste sentimento que a proximidade das pessoas aumenta, ou seja, ao se deparar com pessoas rindo e conversando, provavelmente elas possuem este sentimento, uma vez que dificilmente você encontrará duas pessoas que não confiam uma na outra no mesmo ambiente.

Pois bem, ultimamente andei pensando muito no que este sentimento retrata e pensei: uma vez quebrada, é possível ter confiança em alguém de novo? Resolvi então pesquisar no google esta palavra para ver o que a internet tem a dizer.

A princípio as imagens que aparecem são de pessoas se jogando nos braços de outras pessoas, ou seja, confiança está relacionado em acreditar no outro e na capacidade que o mesmo possui em cuidar do seu bem-estar. Algumas definições que eu também encontrei: “Sentimento de quem confia, de quem acredita na sinceridade de algo ou de alguém” “Confiança é o ato de confiar na análise se um fato é ou não verdadeiro” (como esta última não está muito relacionada com o que quero abordar, voltemos ao significado das imagens e a primeira definição).

A partir do momento em que se acredita em alguém você acaba criando expectativas, ou seja, se você confia em alguém é de se esperar que 1º esta pessoa também confie em você e 2º que ela não faça nada que o (a) prejudique ou o relacionamento entre vocês. Afinal, a confiança é a base, certo?!

Então o que fazer quando esta base é quebrada? Não entraremos aqui no assunto de como ela pode ser quebrada, porque isto pode ser de diversas formas – desde a falta de sinceridade em um relacionamento até uma traição. A questão é o próximo passo, ela pode ser remendada ou refeita? É possível voltar a confiar em alguém?

Aí entra outra frase que eu vi na internet: “Confiança é como papel. Uma vez amassado nunca volta a ser como antes”. Por mais que você tente nunca será a mesma coisa, por isso temos que evitar quebrar a base dos relacionamentos porque ela já é sensível e instável. Não estou dizendo que uma vez partida o relacionamento acaba, é possível reconstruir esta base, ela apenas não será construída da mesma forma, com as mesmas lembranças e não terá as mesmas impressões.

Então: sim, é possível confiar em alguém de novo. Afinal estamos a todo momento mudando e certamente começar a construir uma base com alguma pessoa hoje não seria a mesma coisa que construir uma base com a mesma pessoa daqui alguns anos, isto é, dependendo da fase de nossa vida podemos usar diferentes materiais e ferramentas no momento de construir um relacionamento – a começar pela confiança.

M.M.

Ps: Já vou alertando que o último parágrafo pode estar um pouco confuso. Mas é muito difícil colocar todas ideias que penso de um mesmo assunto em apenas uma página rsrs.

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Trechos de Músicas

Vou colocar alguns trechos de algumas músicas que eu gosto muito e comentar um pouco sobre algumas letras…

“I just wanna look good for you, good for you, uh-huh/Let me show you how proud I am to be yours” (Selena Gomez) – Sim, de fato as vezes pode ser bom se arrumar e ficar bonito(a) para alguém, apenas como forma de impressionar e deixar a outra pessoa de boca aberta. Mas ainda acho que primeiro você precisa ficar ‘good for yourself’. Além disso a letra fala sobre mostrar que tem orgulho de ser do outro, isso não é um pensamento bom em um relacionamento (principalmente em namoro); afinal, ninguém é objeto de ninguém para se ter um orgulho de possuir. Quando se trata de um casamento aí já é discutível, uma vez que agora sim foi firmado um acordo (seja judicial ou religioso) de que ambos são um só e para que isso ocorra, logicamente, um pertence ao outro em uma igualdade (até porque já escrevi que o amor de forma unidirecional não se sustenta).

“Don’t see a point in blaming you/If I were you, I’d do me too” (Selena Gomez) – Música mais recente dela em que eu concordo com esta frase. Primeiro temos de gostar de nosso jeito (qualidades e defeitos) ao ponto de nos desejarmos, deste modo fica até mais fácil não culpar os outros por também compartilhar deste desejo.

“Whatever it takes/Cause I love the adrenaline in my veins” (Imagine Dragons) – A emoção e adrenalina ajudam nesta busca por aquilo que queremos. Por isso não tenha medo de correr atrás daquilo que você almeja e faça de tudo para conseguir. A vida é curta demais para viver acomodado em uma zona de conforto.

“We walk/We laugh and spend our time” (Shawn Mendes) – Melhor forma de gastar o tempo é andar e rir, principalmente perto de alguém que você gosta. Então que tal chamar alguém para fazer isso?!

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Carta 12

Algum lugar, 21 de maio de 2017

Caro alguém,

“Alguns dias são piores, outros são melhores. Mas eles são apenas dias; e existem mais de onde eles vieram”

Depois desta frase não preciso falar mais nada, né?! Quando eu escutei essa frase eu sabia que precisava compartilhá-la, pois isso se aplica a tudo, … tá bem, a quase tudo. Mas deixa eu contextualizar vocês aonde eu escutei e o porquê desta frase ter me chamado tanto a atenção.

Era um domingo ensolarado, fazia uns 32ºC e eu estava a caminho de uma palestra relacionado a temática psicologia (fui simplesmente devido ao fato de amar praticamente tudo relacionado a esta área, mas não faço este curso (o que não vem ao caso)). De qualquer forma, chegou um momento do evento que a palestrante começou a falar sobre a ‘ansiedade’, e ela colocou um vídeo para introduzir este tema, e foi neste vídeo que eu escutei essa frase. (Infelizmente ainda não achei este vídeo, mas assim que achar compartilho aqui também porque é muito bom)

Agora que você já sabe um pouco o contexto, vou falar agora a necessidade desta frase. Primeiramente, eu acho que ela se relaciona totalmente com o que eu falei na Carta 02; apesar dela ter uma leitura melancólica, o seu plano de fundo também é otimista. Veja bem, o fato de você sempre estar no presente possibilita que você viva um dia de cada vez e resolva aquilo que está ao seu alcance naquele dia, ou seja, os problemas (quando eles surgem) eles aparecem durante aquele dia que você está vivendo, isso faz com que você solucione ele naquele mesmo dia também.

Ficou confuso? Deixe eu explicar de uma outra forma. Quando você está em ‘um dia pior’/cheio de obstáculos, você tem todo um dia para resolvê-lo(s) e a partir do momento em que você organiza sua vida e coloca ela nos eixos novamente, o dia passa a ser bom. E aí você me pergunta: “Mas e se eu não conseguir resolver tudo naquele dia?” Simplesmente continue em frente e finalize o dia, uma vez que (e agora entra a segunda parte da frase) ‘existem mais (dias) de onde eles vieram’.

Por isso nunca intitule um dia que você está vivendo como o ‘pior dia do mundo’, porque ‘eles são apenas dias’ e o que o impede de vivenciar os melhores dias é escolha sua; apenas depende da sua opção de ver o mundo e de resolver os empecilhos que vão aparecendo em sua caminhada, para transformar aquilo que era uma dificuldade em uma vitória.

M.M.

Ps: Viva um dia de cada vez, viva com calma e sem pressa em sempre conseguir o melhor dia porque os dias sempre virão, alguns podem ser difíceis, mas certamente os dias bons também chegam.

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Carta 11

Algum lugar, 29 de março de 2017

Caro alguém,

“Ninguém é perfeito”

Certamente vocês já devem ter ouvido essa frase milhões de vezes, mas eu não podia deixar de falar sobre o assunto. Primeiro eu gostaria de iniciar com um convite a todos vocês: assistam o filme ‘High Strung’ do ano de 2016. Se você já assistiu, ótimo! Se nunca ouviu falar, joga lá no google e (se você se interessar) veja o filme.

Mas o porquê desse filme? Foi a partir dele que eu comecei a ver o quanto essa frase é verdadeira e o lado positivo e otimista dela. Especificamente, o filme traz um trecho em que a personagem principal está insatisfeita com o seu trabalho/progresso e fala que quer alcançar a perfeição, sabiamente o professor dela diz: “E quando você alcançar a perfeição, qual será o próximo passo? ”

Isso, para mim, foi igual colidir contra a parede a 200 km/h, foi o mesmo que jogar um piano sobre minha cabeça, pois nesse momento em que o professor fala isso eu tive uma epifania de Clarice Lispector.

Se você reparar bem, a maioria das pessoas está sempre em busca da perfeição, e eu também não sou diferente; tudo aquilo que faço ou planejo, tento fazer com que saia o mais perfeito possível, ou seja, sempre tento pensar nos mínimos detalhes para evitar qualquer tipo de falha. E não há nada de errado nisso, o erro está no sentimento que vem após esse seu planejamento.

É muito comum a frustração/tristeza impregnar em uma pessoa após ela não alcançar o grau de perfeição que tinha planejado. Todavia isso não deveria acontecer, porque em primeiro lugar você fez o seu melhor e em segundo lugar, ‘ninguém é perfeito’ e isso é bom. Ou seja, a imperfeição sempre existirá, o que faz com que nossa busca por corrigir os erros continue incansavelmente, alcançando cada vez um grau maior de produção e de sucesso.

Imagine se um dia alguém alcançasse a perfeição, essa pessoa não teria mais um estímulo ou um objetivo de correr atrás para corrigir seus erros e tentar se aperfeiçoar; de forma que ela ficaria parada no tempo, nem iria produzir ou buscar ideias inovadoras para seus novos projetos, assim como ficaria acomodada com o seu trabalho. Enquanto isso, aqueles que não acreditam na perfeição acabam por ultrapassar aquele indivíduo acomodado em seu próprio grau de perfeição.

Em síntese: é a imperfeição que nos faz ir além. Seja em trabalhos acadêmicos ou profissionais, os erros mínimos (mas sempre existentes) faz com que nossa busca por melhorar seja uma constante. Então não fique triste/chateado por não ser perfeito, uma vez que é isso o grande responsável pelo movimento das engrenagens da inovação, do refinamento e do aperfeiçoamento da vida de cada um.

M.M.

Ps: Procure suas imperfeições a todo momento, tentando corrigi-las e aprimorando a sua identidade para o seu máximo, para o seu ‘quase perfeito’.

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Carta 10

Algum lugar, 04 de novembro de 2016.

Caro Alguém,

Quero lhe dizer que de vez em quando desistimos de alguns sonhos para construirmos outros mais na frente.

Não sei você, mas eu considero isso tão real quanto o oxigênio ser um elemento químico essencial para a manutenção da vida. Quantas vezes você já mudou de planos? Quantos foram os momentos frustrantes em sua vida? Quantas vezes você acabou por pensar que nada na sua vida dá certo? Certamente eu já pensei isso inúmeras vezes…

Mas e… Quantas vezes você se surpreendeu? Quantas vezes você alcançou coisas que nem imaginava que poderia? Quantas vezes você conseguiu superar os seus limites e expectativas? Novamente aqui afirmo que eu já presenciei muito disso na minha vida. O que faz da frase “a vida é uma caixinha de surpresa” uma verdadeira afirmação; não podemos esperar uma linearidade dos acontecimentos, mesmo planejando e calculando os imprevistos sempre ocorrerão – seja em pequenos eventos ou grandes projetos.

Não é porque você teve uma barreira que isso irá parar totalmente a sua vida, não é porque você desiste de algo que isso será o fim do mundo. A desistência em si não é algo de tudo negativo e não carrega apenas o pessimismo e frustrações, até porque a desistência não marca um fim, e sim um novo começo.

Antes sempre que algo dava errado na minha vida eu entrava em um poço de lamentações, eu costumava realizar muitos projetos e sempre sonhava alto. Bom, não existe nada de errado nisso! Contudo eu aprendi a olhar sempre o grande cenário, tento sempre observar as coisas por cima, como se eu estivesse analisando um mapa.

Nesse mapa eu coloco todos os meus sonhos que eu pretendo construir e analiso as possíveis rotas que eu posso tomar para chegar a cada um deles. De fato, a vida irá fechar e obstruir algumas rotas, mas o segredo é não se deixar ficar chateado porque você pode pegar uma nova trilha que irá te levar para um sonho maior e que você pensava que iria conseguir só em um futuro distante.

Vou usar um próprio exemplo para meu pensamento ficar mais claro. Uma vez eu estava planejando uma grande viagem com meus amigos, estava tudo preparado e eu tinha a certeza de que seria a melhor experiência na minha vida. Mas acabou que aconteceram coisas na minha vida que fez com que eu não fosse (eu fiquei com o ânimo lá embaixo, porque todos os meus amigos que foram disseram que a viagem realmente foi boa). E algum tempo depois eu passei no vestibular, para um curso que eu nem imaginava que faria (e isso marcou o início de um novo sonho); certamente eu fiquei muito feliz com essa conquista e hoje eu já tenho outros grandes projetos para quando eu começar a trabalhar.

Então olhando para trás eu percebo hoje que ter perdido aquela viagem não foi de tudo algo ruim, sendo por isso que agora sempre tento olhar as opções no meu mapa, isto é, olhar o grande cenário da vida.

Sempre evite ficar triste com sonhos que não deram certo, encare isso como a possibilidade de formar novos sonhos e de conquistar grandes projetos.

M.M.

Ps: Supere-se.

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Carta 8

Algum lugar, 14 de outubro de 2016

Prezado alguém,

Para tudo há alguma relevância.

Como cheguei nessa conclusão? Simples: instituição educacional (escola, faculdade, …). Estava eu dentro de meu círculo social quando as pessoas decidem analisar os professores e aquilo que estão estudando, até aí tudo bem, todavia elas começaram a bombardear uma matéria com negatividade, dizendo que aquilo não tinha importância para o futuro e que era uma perda de tempo.

Eu fiquei sem reação, porque sou o tipo de cara que não tem problema em estudar nenhuma matéria, obviamente que existem aquelas que eu tenho dificuldades e outras que considero desinteressantes. Contudo isso não é motivo para desprezar todo um conhecimento acadêmico e bloquear ele de sua vida.

Trazendo para uma situação simples e comum, poucos são os que gostam de matemática, mas estudam ela mesmo assim e aprendem muitas coisas (e isso é o modo que eu penso das matérias que eu não tenho muita afinidade). Entretanto são muitos os que não gostam de filosofia e sociologia, e por isso criam todo um bloqueio contra tudo aquilo envolvido com essas palavras. E isso para mim é errado, uma vez que “só sei que nada sei” possui uma profundidade muito maior do que apenas a fama e marketing gerado em torno dessa frase, assim como o estudo de Durkheim sobre a sociedade foi algo imprescindível para o pensamento humano e sob como o meio afeta nossas ações – o que é bastante discutido em seus livros, em especial, O suicídio.

O que eu quero dizer é que pode não ter um impacto muito grande na sua vida e na sua (atual/futura) profissão, mas tudo aquilo que se ensina e aprende tem alguma relevância, possui um histórico que deve ser respeitado, uma vez que alguém teve o trabalho de pesquisar e analisar determinado tema e publicar suas ideias, da mesma forma que alguém atualmente tenta repassar essas ideias e ideais para você. Então não fique com indiferença diante do conhecimento que lhe é apresentado, tente captar daquilo algo que te ajudará a crescer, seja emocionalmente, socialmente, pessoalmente, etc.

Por isso aqui eu peço para que você não deixe que um bloqueio seja criado. Se o professor for chato, tente achar um novo método de aprender. Se o assunto é chato, procure uma nova visão ou uma nova abordagem sobre aquele determinado tema. Mas sempre tente ao máximo olhar para aquilo que você tem dificuldades alguma coisa positiva, algo que você possa usar em sua jornada.

A vida é feita de momentos, o planeta é feito de vida, logo, para estar no planeta, é preciso vivenciar e aprender ao máximo com os momentos que passamos. E isso inclui momentos de aprendizagem de matérias e assuntos “chatos”.

Atenciosamente,

M.M.

Ps: Além de momentos, a vida é feita de escolhas. Escolha aproveitar os momentos!

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Notas

Você já reparou na aleatoriedade que é um bloco de notas?!
Se não… Abra seu bloco de notas agora é leia o que tem nele, certamente se são coisas antigas você não terá a menor ideia daquilo que foi escrito… Pelo menos esse foi o meu caso.
Hoje abri o bloco de notas e reparei que não sei porque que eu escrevi algumas coisas… Por exemplo: tem um número salvo como “5324”; tem escrito “em todas as próximas fotos, esta foca estará presente”; “uma porta é mais que uma janela”; “o verde pode ser o vermelho que outra pessoa vê”; e por aí vai…
Certamente essas coisas deveriam ter algum sentido quando escrevi elas… Mas hoje não lembro o motivo, o importante é que elas demonstram um pouco do como seu pensamento pode fluir de tal forma que você nem lembra mais o contexto daquilo… Ou seja, seu pensamento sempre está mudando, assim como suas atitudes e você como um todo.

 

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Carta 7

Algum lugar, 11 de agosto de 2016.

Querido(a) Alguém,

Ontem eu estava conversando com uma amiga – que mora em outro estado – por mensagem. E dentre os diversos assuntos que falamos, um deles tomou minha atenção de tal forma que decidi escrever-lhe esta carta. Falávamos sobre a saudade.

Bom, ao meu ver, esse sentimento é muito forte ao se manifestar; e ele pode mudar o seu humor facilmente (o que não é algo muito agradável em toda e qualquer situação, sem contar que a principal alteração é para um estágio de melancolia). Por isso devemos ter muito cuidado ao permitir o aparecimento do mesmo. Sim, eu sei que ás vezes nós não conseguimos controlar os nossos sentimentos e eles acabam por surgir todos de uma vez; todavia há algo que podemos fazer: ver as coisas sempre sobre uma nova perspectiva.

É claro que não sou hipócrita, já que sei o peso e a dificuldade de carregar esse sentimento. Mas também não posso afirmar que a saudade é de tudo algo ruim, porque tudo nessa vida há algo de bom, sempre existirá alguma coisa em que se pode tirar proveito, alguma lição construtiva. Sendo assim, vejamos os benefícios que a saudade traz:

1º- Ela nos ajuda a apreciar todos os momentos pelo qual passamos (até os que consideramos mais insignificantes, como uma conversa, risadas, caminhada, um cumprimento…);

2º- Mostra-nos aquelas pessoas em que podemos confiar e carregar para toda a vida, uma vez que esse sentimento só traz lembranças boas, ou seja, faz com que a gente relembre os bons momentos vividos com determinadas pessoas, sendo que (na maioria dos casos) são estas que nos querem e fazem bem;

3º- Nos ajuda a fazer planos. Falo isso porque no momento em que você sente falta de um acampamento com os amigos (por exemplo), você tentará recriar esse momento só que de uma forma melhor, assim como você tentará aproveitar ao máximo esse novo momento – e isso é exatamente planejar, tanto sua vida social quanto acadêmica/profissional;

4º- E não menos importante, ela nos permite sonhar. Tanto com os bons acontecimentos passados quanto os que estão por vir.

Portanto, antes de reclamar ao ser atingido por uma saudade, seja grato por poder ter essa sensação e tenha em mente o fato de que você já passou por várias coisas boas (e ruins) ao qual pode recordar, assim como também haverá novas lembranças em sua vida a se formar.

Atenciosamente,

M.M.

Ps: – .

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O sol lamenta…

Uma vez eu parei para pensar sobre o comportamento social quando desconhecidos estão prestes a se conhecer… E cheguei à conclusão que todos iniciam conversas sobre o tempo… Mas depois comecei a reparar que até pessoas que já tem certo grau de afinidade e aqueles que já são amigos de infância também começam a falar sobre o tempo (em sua maioria como o clima esquentou) quando o assunto entre eles acabam e o silêncio começa a se instaurar… Você já reparou nisso?!
Se não, comece… A maioria das pessoas não conseguem se conformar com o silêncio, e isso faz com que elas procurem algum assunto para abordar. E parece que é unânime quando a escolha é o Clima, sobre como o sol está cada vez mais perto da Terra, já q é a única explicação para o aumento da temperatura do planeta…
Ao meu ver, a escolha desse tema está no fato de ser algo comum, todos sentem que o calor está grande (especialmente aqueles que moram próximos à linha do equador)… Não me oponho em momento algum com a escolha desse tópico para conversar, mas é só que às vezes fica repetitivo quando se conversa com várias pessoas em um período curto de tempo e todas insistem em falar do quanto o sol está queimando as esperanças de se ter um clima ameno.
Por isso, aqui faço uma sugestão… Se arrisquem mais e saiam da zona de conforto do tempo, procurem outros assuntos… Tragam um assunto de uma revista ou jornal quando forem conversar, ou até mesmo algum assunto histórico ou algum conto de fadas… Por exemplo, no momento que o silêncio começar a chegar, pergunte: “Então, qual a sua opinião sobre o homem ter pisado na lua?” ou “Você considera que para existir paz na terra é necessário a guerra?” ou “você gosta de milho?”
Existem diversas possibilidades, diversos assuntos… Não culpe apenas o sol pelo seu silêncio!

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Carta 6

Algum lugar, 17 de julho de 2016.

Alguém,

Você já construiu um muro à sua volta?! Mas tipo, não literalmente.

Bom, eu sempre tive pais super protetores que evitavam ao máximo que eu entrasse em contato com o mundo exterior; eles meio que sempre quiseram preservar minha infância para manter a minha ingenuidade infantil: “o mundo é um lugar perfeito e seguro”. Por isso, eu sempre achei que cresci dentro de uma bolha, onde o mundo estava totalmente fora do meu alcance (posso estar exagerando um pouco, mas parecia na época). De qualquer forma, isso me ajudou bastante, porque me possibilitou focar mais nos meus estudos para que eu criasse minha própria mentalidade, me preparando para absorver as informações que o mundo lança.

Confesso que a partir do momento em que comecei a ‘andar pelo mundo’ fiquei horrorizado com as atrocidades que eram divulgadas nos jornais todos os dias. Estamos constantemente cercados por mortes e atos violentos, isso já ficou tão natural que nem é mais uma novidade impactante. As pessoas estão acostumadas com isso no dia a dia. Mas eu não estava.

Então eu decidi fazer o que muitos fazem, eu construí um muro ao meu redor para não ser atingido por tudo. E quando eu digo tudo não me refiro apenas às violências, uma vez que palavras fora do tempo também podem nos atingir e mudar o nosso humor. Além disso, o meu problema é maior porque eu também sou muito sentimental. Então os meus próprios pensamentos também me atingem, o que me fez construir um muro maior e mais reforçado…

De qualquer forma, tenho de informar que ter um muro é essencial hoje em dia. Você não pode sair de casa e se deixar atingir por tudo o que vê e/ou pensa. É necessário que saibamos filtrar para que apenas as coisas boas nos afetem. É claro que haverá um momento em que as coisas ruins nos afetarão, mas o importante é não deixar que os outros vejam isso para que não achem que há fraqueza em nossas ações.

Mas isso não seria viver de aparências? Em partes sim. Mas esse tipo de aparência é importante no mundo de hoje. Você tem de saber o momento e com quem pode se abrir para que depois não se decepcione mais ainda.

Por isso, mesmo quando estivermos destruídos por dentro, temos de estar sorrindo por fora. Não só para tentar animar o nosso próprio humor, como também para melhorar o dia de alguém ao seu redor. É nesse sentido que o muro se encaixa, ele deve ser um reforço para você e um espelho para o outro.

 

M.M.

 

Ps: O seu muro não pode jamais ser parecido com minha bolha(da infância), porque o mesmo não pode te alienar dos acontecimentos que ocorrem à sua volta. Uma vez feito isso, o individualismo será uma característica de suas ações, o que é um erro! Como parte de uma sociedade, também devemos pensar no outro a fim de conseguir um bem comum e um convívio harmônico.

Ps²: Você pode pensar que algumas coisas nessa carta podem não ter sentido, e eu concordo.