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Wildfire – SYML

Bom, semana passada falamos sobre depressão. Então essa semana vamos falar de como lidar com ela? Bem não exatamente… Mas eu achei essa música que a letra é muito boa e retrata sobre como podemos ficar do lado de uma pessoa quando ela está pra baixo.

Querida, por favor, pegue minha mão
Por favor, levante-se, levante-se para ficar de pé
Eu não posso ser o único a cantar sua música

Está vendo alguém? É assim que podemos ajudar. Podemos oferecer nossa mão, podemos demonstrar empatia, entender a dor do outro e ajudar a carregar esse fardo. Você não precisa cantar sua música sozinho, pode pedir ajuda e ajudar alguém.

Porque eu acredito que não é sua culpa
Não tenha medo, você é minha rocha

Às vezes nos quebramos tão lindos
E você sabe que não é o único
Eu te respiro tão doce e poderoso
Como um incêndio queimando dentro dos meus pulmões

Às vezes é sobre isso. Precisamos nos declarar e mostrar o quanto o outro significa para nós.

Em boa hora, você virá a conhecer
Quando você solta, quando você solta
Você pode se encontrar onde você pertence
Você não é uma maldição, você não é demais
Você é necessário aqui, você é o suficiente
E nada vai te segurar por muito tempo

Vou finalizar esse post com essa estrofe magnífica:

Querida por favor, não desista
Abandone seu ódio e cante para o amor
E deixe-me ser aquele que canta junto

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You Don’t Know – Katelyn Tarver

Alguém, hoje vamos falar sobre depressão?

A música da Katelyn Tarver me tocou muito na hora que eu escutei. Tanto é que estou escrevendo isso emocionado com todo o significado que está por trás da letra.

Eu sei que você tem as melhores intenções
Apenas tentando encontrar as palavras certas para dizer
Prometo que já aprendi minha lição
Mas agora, eu quero não estar bem

Na primeira estrofe ela já deixa claro que é uma conversa entre duas pessoas. Alguém que está mal e uma outra pessoa que quer ajudar (seja essa pessoa o pai, a mãe, o namorado, uma amiga, enfim…). O fato é que ela afirma que não quer estar bem. E às vezes é normal não querer ficar bem, às vezes é normal ‘curtir’ a bad. Mas se você conhece a pessoa, e sabe que ela não gosta de ‘curtir’ a bad, então fique atento aos sinais de tristeza profunda (de depressão).

Eu estou tão cansada, sentada aqui esperando
Se eu ouvir mais um: Apenas seja paciente

Esse cansaço contínuo e essa impaciência também são sinais da depressão. Por isso temos que ficar atento, tanto para o que estamos sentindo, quanto para o que os outros ao nosso redor sentem.

Então me deixe desistir
Então me deixe ir
Se isso não é bom para mim
Bem, eu não quero saber

Essa vontade de ir embora, de desistência é algo sério gente. Não podemos ficar inertes quando ouvimos essas falas, precisamos tentar ajudar, se não conseguimos ajudar, ao menos precisamos procurar alguém que entenda e consiga ajudar.

Me deixe parar de tentar
Me deixe parar de lutar
Eu não quero o seu bom conselho
Ou razões pelas quais eu estou bem

Quando alguém insiste em não querer escutar os seus conselhos, não quer a sua ajuda. Faça essa pessoa buscar ajuda de algum profissional da saúde. Essa vontade de parar de tentar não é normal. A todo momento teremos lutas, mas não podemos desistir mediante as derrotas; temos de persistir e continuar sempre lutando, independente das vitórias ou não.

Você não sabe como é
Você não sabe como é

Não olhe para mim desse jeito
Como se você entendesse
Não tente me trazer de volta

Realmente nunca sabemos o que o outro está passando, não podemos minimizar a dor de alguém, muito menos comparar a sua dor com a do outro. Cada um tem uma vivência diferente, têm uma criação diferente. Precisamos respeitar os limites e ter empatia com o próximo.

Estou tão cansada de toda essa má sorte
Ouvindo mais um: Mantenha sua cabeça erguida
Isso nunca vai mudar?

A resposta é SIM. Isso vai mudar, isso pode mudar. Depressão é uma doença, é algo sério. E precisamos estar atento e procurar ajuda se identificarmos os sinais.

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Carta 34

Algum lugar, 13 de abril de 2021

Alguém, quando você se deu conta de que fez café?

Primeiro quero falar que não estou lhe questionando quando aprendeu a fazer café, minha pergunta é se você já fez um café. Hoje estava refletindo sobre como algumas coisas que fazemos acabam por ficar no automático. O café é um bom exemplo disso, de tanto você fazer a mesma medida, com a mesma panela e usar o mesmo pó, você não pensa duas vezes em encher a quantidade certa de água e usar a medida certa de açúcar para que seu café fique do seu agrado.

Acredito eu que esse automatismo está muito relacionado a vida adulta, o que me leva a questionar: Quando foi que você teve essa transição? Quando deixou de ser adolescente e passou a ter atitudes de um adulto? Quando foi a última vez que você saiu para brincar na rua?

Há coisas que não podemos datar, apenas acontecem. O crescimento é inevitável, não há como fugir. Tentamos postergar ao máximo as responsabilidades, mas em algum momento você se verá questionando se o tempo está firme ou precisará de um guarda-chuva, estará se questionando se o queijo acabou, ou se está na hora de cortar o cabelo.

Será responsável pela própria saúde, terá de ir sozinho ao médico e cuidar de si.

Quando penso em tudo isso, sei que nada é simples. Gostaria que minha vida tivesse um manual, em que eu pudesse aprender a lidar com as situações que me são impostas. Mas isso não é possível.

Alguém, eu fiz o café hoje. Mas só me dei conta de que estava fazendo no momento em que despejei o líquido preto na garrafa térmica. Meu pensamento em todo o processo ficou vagando nos afazeres que eu tinha de realizar nessa semana, tentando montar minha agenda diária para que eu não deixasse nada de lado. Por mais que você planeje, escreva, tenha um quadro, sempre há os imprevistos. Sempre faltará o gás, e a partir daí sua agenda já irá mudar.

As ligações de São Paulo, que você tanto bloqueava quando jovem, são prontamente atendidas. Afinal pode ser o banco, pode ser o plano de saúde, pode ser um sorteio que você se inscreveu. A vida adulta não lhe deixa opções para ignorar os chamados. A expectativa de que pode ser algo importante lhe causa um tremor na espinha de tal modo que não há como ignorar mais o ddd 11. Única coisa a se fazer é bloquear o número após saber que não é algo urgente.

Há tantas coisas para falar sobre ser adulto que nem sei descrever tudo. Se algum adolescente estiver lendo, aprecie sua juventude. Se algum adulto estiver lendo, aprecie seu tempo. Aprecie seu café e o faça com carinho. Não pule etapas, evite o automatismo.

M.M.

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Uncover – Zara Larsson

Então vamos lá. Voltamos com algumas indicações de músicas. E neste ano irei começar com Uncover, uma música da Zara, mas que o cover feito pela Goda Čirvinskaitė é maravilhoso.

Ninguém vê, ninguém sabe
Nós somos um segredo, não podemos ser expostos
É como isso é, é como isso será
Longe dos outros, perto um do outro

Nossa, então. Essa primeira estrofe é muito ligada ao conto que eu postei aqui para vocês. Nem sempre as pessoas conseguem expor aquilo que vivem, então precisam manter em segredo. Mas o importante é que mesmo tendo de ficar longe dos outros, quando estão perto um do outro, acabam por se completar.

Junte dois mais dois, e juntos pra sempre nós nunca iremos mudar
Junte dois mais dois, nunca mudaremos

Acho tão lindo essa convicção de permanência. Me encanta ver os apaixonados que insistem em não mudar por conta da opinião dos outros. Se isso ocorresse mais vezes, se nós ficássemos apenas por nossas opiniões, quantos finais felizes existiriam?

É quando nos descobrimos, cobrimos, cobrimos
É quando nos descobrimos, cobrimos, cobrimos

Acho aqui interessante o jogo de palavras. Porque sempre que eles estão juntos, acabam por se descobrir, acabam por se conhecer melhor; ao passo que precisam se cobrir, se esconder para que ninguém os veja, para que ninguém saiba.

Meu refúgio, meu refúgio é em seus braços
Quando o mundo traz fardos pesados
Eu posso suportar umas mil vezes
No seu ombro, no seu ombro
Eu posso alcançar o céu infinito
Sentir como no paraíso

Nem preciso explicar essa estrofe né?!

Nós poderíamos construir um universo aqui
O mundo todo poderia desaparecer
Eu não notaria, eu não me importaria

Essa música me lembra muito um livro que estou lendo. Chama-se: “História é tudo o que me deixou”. É um romance adolescente, e eu acredito que essa música também seja destinada a essa faixa etária. Todavia me pergunto: essa não deveria ser a forma de um adulto se apaixonar?

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02:58

02:58

Não vou relatar o dia, pois não é importante. O que escrevo pode ocorrer tanto hoje como daqui a 3 meses.

A brisa da madrugada me cerca, vagando pelos meus cabelos agitando-os como quem não quer nada, afinal o travesseiro já fez o seu papel de bagunçá-lo todo. A cama me abraça, pois me conhece intimamente e a coberta me protege contra minhas inseguranças. Não, não me cubro da cabeça aos pés; apenas minha barriga precisa desse conforto, as borboletas que lá habitam precisam de um teto para dormir.

Cansado, mas não tão cansado assim. Com sono, mas ainda sem vontade de dormir. Me vejo obrigado a procurar conforto no brilho da tela. Meu olho demora para se adaptar, mas aos poucos a visão firma aquilo que será o meu passatempo. Clima e horário não são importantes. Sigo vagando pelos aplicativos, pois me parecem mais interessantes que o brilho da lua que entra por minha janela.

Houve um tempo em que eu gostava de encarar o céu, que imaginava a lua como uma confidente. As estrelas eram amigas próximas a quem eu podia vagar com a imaginação. Mas isso já não ocorre, já estou velho para essas coisas. Preciso do real, não posso viver em meu imaginário ideal. Por isso, hoje busco minha realidade no virtual.

Deslizo para cá, deslizo para cá, deslizo para lá. A supervalorização do corpo é algo comum neste século. A cada foto, um peitoral definido, com um abdômen em linhas que moldam o músculo reto e oblíquo. A cada deslize uma cintura diferente, com uma exacerbação da crista ilíaca. Há aqueles em que frases ou imagens são impressas sob o serrátil. Pulmões inflados para contar as costelas torácicas. E por vezes um dorso aqui e outro ali mostrando o trapézio tão trabalhado nas academias. Raramente um rosto.

Sendo sincero, nem sei se eu quero ver um rosto, a chuva de corpos acessíveis a um clique satisfaz o que minha mente precisa nesta madrugada: ocupação. Quando há um rosto, um óculos permite que o mistério permaneça. A cada sunga que passa, a cada marcação que vejo, mais eu esqueço do tão sonhado amor.

Quando adolescente eu sonhava em ter um amor para a vida inteira, em compartilhar momentos alegres e tristes, em compartilhar minha cama, meu cobertor. Tudo que eu sonhava era em ter um abraço na noite, em sentir uma respiração junto ao meu ouvido, em sentir um corpo junto ao meu. Que ideia louca né? Para quê ter alguém ocupando o seu espaço na cama, sendo que você pode ter quem quiser com um clique?

Sigo vasculhando a procura de um amor. Uma conversa aqui, outra ali. Todas sem uma profundidade. Me contento com a superficialidade de um “oi” “tudo bem?” “fala de onde” “massa”. Às vezes envolvendo também um “você trabalha com o que?”, mas sempre terminando com um “ah” “legal” “btf”.

Estou cansado. Cansado dessa superfície, cansado de me envolver de modo raso, cansado de não poder admirar a lua com alguém e de compartilhar as minhas indagações da vida. Cansado de me contentar com a tela fria e clara desse telefone. Mas estou em órbita, é o meu ritual para poder dormir. Deitar, olhar o celular, ficar passando o dedo na tela selecionando vários caras que nunca verei pessoalmente, e dormir.

Não sei se um dia encontrarei alguém, não sei se estou me esforçando para encontrar o meu amor da adolescência.

Quero sair disso, mas sigo passando meu dedo na tela.

03:23

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Carta 33

Algum lugar, 09 de fevereiro de 2021

Querido Alguém,

O amor é a verdade do momento

Certa vez vi essa frase em um vídeo. E acredito muito no sentido que ela traz, pois não só o amor, mas todos os sentimentos são uma verdade momentânea.

Veja bem, primeiro abordando o amor. Como vocês viram nas minhas cartas destinadas, todas tinham um significado bem marcante para mim; de modo que eu amei, a minha maneira, todos a quem eu me dirigi. No momento em que eu estava com cada um, existiu uma construção de carinho e o desenvolvimento de um sentimento que era muito verdadeiro enquanto estávamos naquela sintonia.

Porém, em determinado momento, a sintonia se desfez e cada um seguiu com seu caminho. E só por hoje não existir o sentimento que uma vez era presente, não significa que o mesmo era falso. Foi verdadeiro enquanto durou.

Da mesma forma a tristeza. Em certos momentos da vida, você pode se deparar com momentos bem tristes, fazendo com que concepções que você tinha de algumas pessoas sejam quebradas e a decepção se mostre. Todavia o tempo vai passando e a mágoa carregada pelas brisas do ponteiro, o que pode fazer com que você volte a ter um relacionamento de alegria com aquele que já lhe causou tristeza.

A volatilidade dos sentimentos é algo difícil de lidar. Temos de entender que certos capítulos da vida vão ser preenchidos por amor por uma pessoa, e que essa mesma pessoa no capítulo seguinte pode representar uma tristeza, ou raiva, ou ódio… E que lá na frente, essa mesma pessoa pode voltar a lhe trazer alegria em uma tarde de primavera.

Aqueles que não entendem esse fluido, podem acabar se frustrando e carregando um peso desnecessário, seja em amizades ou romances. Exemplo: se o seu amigo está com raiva de alguém hoje (e você toma partido e também fica com raiva do mesmo alguém), mas em um futuro próximo ele já não têm mais raiva; você pode acabar se frustrando por não entender o seu amigo e nutrir uma raiva que já não é mais necessária, entende?

Acho que eu conseguiria exemplificar isso melhor em vídeo. A madrugada já não me ajuda a por cores em letras. Sendo assim, vou me retirar para o sono e voltarei depois com mais explicações (menos vagas, mais claras e concisas).

Até breve alguém, mas pense e reflita na frase inicial.

M.M.

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Alguém 4

Algum lugar, 12 de outubro de 2020

Alguém, é para ti essa carta e espero que saiba pois nunca lhe entreguei.

Não posso lhe falar o motivo, talvez não seja algo plausível, apenas não achei que você precisaria das minhas palavras para saber o que somos. E o que somos?

Somos dois corpos que se completam perfeitamente habitando no mesmo espaço, mas com tempos diferentes. Você com toda a sua lógica de pensar, uma rigidez de sentimentos, uma necessidade de profundidade da relação, exigindo um inteiro que eu não tenho. Você já é construído, formado em toda a sua excelência. Sempre usando a praticidade, sempre ignorando as dificuldades, sempre otimista.

Eu… Eu também gosto de uma profundidade, mas ainda estou em construção. Ainda sou cheio de erros e tenho minhas inseguranças. Não consigo ser prático, não consigo ignorar as dificuldades. Lhe escrevo com lágrimas nos olhos pois não aprecio o teu silêncio. Um silêncio talvez provocado por mim, pela minha insegurança, por não entender o teu inteiro, por não entender tuas decisões.

26 horas. Não tenho notícias suas. O silêncio para mim não é uma opção. 197 km. Como aparecer em tua porta com essa distância?

Nesta noite, cansado, exausto fisicamente e emocionalmente me vejo na obrigação de deitar com meu orgulho, para não lhe procurar. Não quero lhe mandar mensagem, quero estar certo. Quero que você entenda o meu lado. Isto é um mero desabafo, amanhã é um novo dia e talvez você terá me procurado, ou eu vou lhe procurar. Mas o silêncio associado a distância não é uma opção.

Na verdade, eu não estou vendo opções. Cego pelos ciúmes, surdo pela raiva, mudo pela tristeza; não consigo pensar direito.

Alguém, te admiro tanto. Admiro o homem que és, a tua inteligência, capacidade rápida de decisões, a facilidade que tens em aprender algo novo, a maleabilidade que tens em lidar com problemas e a maestria em saber agradar a quem lhe convém. Teu jeito doce, tua voz calma. Tua organização, teu círculo de amigos. Tenho tantas dificuldades em enxergar um defeito em ti, algo que justifique esse sentimento que há em mim, algo que justifique eu me afastar.

Apenas sinto atração por ti, quando estamos perto não quero ficar separado, não aguento esperar você terminar de banhar. Cada tempo contigo é precioso, quero estar junto o máximo, pois sei que a distância virá. Você não tem ideia do tanto que a distância me mata por dentro, afinal, somos dois corpos que se completam. Como devo eu ficar longe de ti? Longe do que me completa?

Não quero lhe perder. Você é uma peça fundamental em minha vida. Aprendo muito contigo, e você me faz querer ser melhor, querer dar o melhor de mim.

Não sei como terminar essa carta, quero muito falar com você, mas sinto que não posso incomodar o teu silêncio.

M.M.

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Alguém 3 – parte 3

Agora: Nós. Quem diria que no dia __/__/2018 existiria um nós…

Tanto eu quanto você sabemos das improbabilidades que existiam para que não nos encontrássemos. Foram muitos fatores que poderiam ter feito com que este dia não existisse, literalmente uma decisão, uma rota diferente ou uma opinião, poderiam ter feito com que nós nunca ficássemos juntos.

Isso me faz refletir na possibilidade da existência de destino, ou se foi só ao acaso mesmo. Todavia essa reflexão não é o principal, uma vez que o importante é que estamos juntos, o que importa é a existência de um “nós”.

O sentimento que surgiu dentro de mim e a conexão que sinto possuir contigo é algo tão intenso que me causa medo. Sim, como já te disse, você entrou na minha vida de uma forma que eu não consigo mais imaginar não poder falar com você todos os dias, e é por ter isso e por sentir que eu tenho um medo muito grande de te perder.

Como eu disse alguns parágrafos acima, ambos temos bagagens e eu não espero que fiquemos preocupados em revirar a mala um do outro e tentar ajustar o nosso passado. Eu sei que “quem vive de passado é museu”, então deixemos nosso passado guardado para que juntos possamos construir o nosso futuro, e colocar dentro de nossa nova bagagem nossas histórias.

De fato, nos conhecemos a pouco tempo, temos muito a aprender ainda um sobre o outro, muitas manias a se descobrir, muito ainda a se adaptar. Porém nada é impossível e sei que ao seu lado posso fazer qualquer coisa. Como disse, gosto do presente, gosto também de apreciar momentos; a questão é que quando estamos juntos, eu não espero que estes momentos acabem, de uma forma que o presente se mistura com o futuro numa inconstância de sentimentos.

Estamos no começo de algo, acho que começamos certo e estamos dando os passos de modo firme. Tudo com você é novo, e tudo que fazemos juntos causa ‘impressões sobre mim’. Estar junto de ti é algo tremendamente bom… Minha semana já inicia com meu pensamento na sexta; o que já está se tornando uma rotina, ir para sua casa, poder me encontrar nos teus braços, poder sentir sua respiração e ouvir o seu sorriso de perto é algo que tornou-se tão significante para mim que é quase como beber água, ou seja, não consigo mais viver sem e o fato de todo domingo ter que me despedir de você me causa um aperto.

Por favor, prometa que nunca irá embora, prometa que apesar de tudo e de toda minha complexidade que você irá ficar. Prometa que será meu namorado até que as estrelas caiam do céu!

M.M.

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Alguém 3 – parte 2

Mas chega de falar de mim, irei falar agora sobre você.

Algúem, alguém, alguém… Te descrever não é algo fácil, porque tua complexidade também é notável e intrigante. Sei que contigo também há uma bagagem, e o pouco que te conheço já é o bastante para te admirar.

Você é carinhoso, é inteligente, é objetivo em suas ações, é decisivo, é direto (às vezes), tem facilidade em se expressar, tem um sorriso incrível e uma beleza singular.

És dono do melhor abraço do mundo e demonstra a sua paixão pelas coisas de uma forma indescritível (aqui cabe como exemplo quando você começa a discursar sobre a tua profissão que eu não entendo, todavia, a forma que você fala e descreve é tão intensa que eu fico admirando cada palavra). E aliás, você também tem uma facilidade notável de explicar as coisas, pois diversas vezes após nossas conversas eu compreendo um pouco mais do seu mundo acadêmico.

Admiro em ti tua persistência. Acho muito bom ouvir as suas histórias em que você obteve êxito, e mesmo aquelas histórias em que você não obteve.

Você tem uma ótima memória também (o que é muito bom, já que a minha não é lá essas coisas).

Sei que você também preza por momentos, o que é muito bom já que a vida é feita de momentos. Então ao mesmo tempo em que você gosta de ir em uma boate, você também gosta de ficar em casa vendo filme (infantil).

Acredito muito no seu potencial e te considero muito responsável – em tudo o que faz.

Assim como eu, você é muito detalhista e observador, inclusive observador até demais pelo fato de toda hora analisar as entrelinhas das coisas. Além de que você não gosta de deixar nada com as pontas soltas, tudo tem de ser bem explicado e minuciosamente detalhado e descrito para que nada fique subentendido.

Sou muito intrigado pela profundidade de teus olhos, eles parecem guardar algum segredo ao qual eu preciso desvendar um dia…

Tenho que falar de novo sobre teu sorriso, porque as suas risadas são tão constantes que para mim é impossível imaginar lágrimas caírem de tuas pálpebras. Seja o fato de você ver um vídeo engraçado na internet, ou um filme, ou em uma conversa casual, ou em qualquer outra ocasião, sempre que reparo em ti o seu sorriso está lá. Aliás até mesmo nas mensagens do dia a dia eu consigo perceber e notar a presença dele.

M.M.

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Alguém 3 – parte 1

Algum lugar, 20 de março de 2018

Eu, você, nós.

Acho que como todo ser humano, sou (antes de tudo) complexo. Não fico muito confortável para falar de mim, porém irei descrever algumas coisas que considero pertinente ao seu conhecimento. Assim, retomando a frase inicial, sou complexo e trago comigo uma bagagem (de tudo que já presenciei, vivi, senti…); não quero que você compreenda toda minha complexidade, tampouco que carregue o meu passado, quero aqui apenas elencar coisas que na maioria das vezes não sei expressar, porém espero que as palavras saibam descrever.

Sobre minha complexidade: sou instável, sou inconstante, sou indeciso; porém também sou permanente, sou firme, sou persistente. Ao passo que quero, já não quero mais; se faço de algo um sonho, logo o transformo em meta. Trago o meu imaginário para o real, acredito no impossível, mesmo às vezes não acreditando em mim mesmo.

Ao mesmo tempo em que sonho com o impossível, crio metas e objetivos para alcançá-lo, tento manter os pés no chão, realizar aquilo que posso no presente, não me apegando muito ao futuro. Evito criar expectativas, porém mesmo assim as crio; e quando me apego em algo ou alguém, pode ter certeza que não é algo passageiro, pelo contrário, eu crio um vínculo tão forte em meu emocional que é quase impossível me desprender.

Sou controverso em muitas atitudes e mudo de humor fácil. Geralmente priorizo pequenos gestos, uma vez que os grandes me deixam desconfortável. Não gosto de ser o centro das atenções e nem de que as pessoas fiquem me encarando (e como disse, isso é controverso de minha parte, uma vez que eu gosto de ser representante e de estar à frente de diversas coisas). Apesar de não tentar, sou competitivo e detalhista; tenho dificuldades de me expressar, o que faz com que guarde muitas coisas em meus pensamentos.

Como havia dito, sou complexo, sou humano, sou imperfeito. E como disse, trago comigo uma bagagem de vivências, de medos, de inseguranças, de sonhos… Nesta bagagem já existiram diversos tipos de mim; mudo com o tempo, me adapto, tento aperfeiçoar minhas ações. Não quero que você vasculhe à procura de um ‘M.M.’ antigo, não quero que tente resolver o meu passado, não espero que tente realizar meus sonhos que estão nesta mala. Isto é, não quero que olhe para o que já fui, veja quem eu sou, saiba que não sou simples de entender, não irá me decifrar como se eu fosse um cofre ou um quebra-cabeça, até porque a todo tempo estou mudando (minha forma de ver o mundo, minhas opiniões, meus receios, etc).

Alguém, não espero que me entenda (porque eu também não me entendo); quero apenas que você esteja aqui por mim, que permaneça.

M.M.

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Alguém 2

Algum lugar, 30 de dezembro de 2017

Alguém,

Há tanto para te dizer, mas em minha boca não há palavras. Sinto em nós uma sintonia desarmônica. Meus pensamentos são turvos, minha voz é abafada, em mim há fogo, mas meu fogo é azul, enquanto o teu é vermelho ardente de paixão. Nosso início foi abrupto, lembra?

Um beijo selado em uma tarde de chuva, era domingo, estacionamento vazio. Algo errado que me pareceu certo. Cada gota escorria como lágrima em meu rosto, pois eu já sabia o desfecho. Sabia do fim antes do começo. Me culpo por não lhe trazer luz, por lhe deixar naquela chuva por tanto tempo. Peço perdão por não me expressar direito, por não ser justo contigo.

Todavia eu tentei, tentei lhe retribuir a chama vermelha que em teu peito ardia. Tua inteligência usei como combustível; nossas conversas sempre agradáveis, tua companhia me trazia paz. Algo que eu precisava em meio aos meus pensamentos turbulentos. Meu furacão de ideias era controlado pela tua calmaria de certeza. Novamente, injusto fui em me apoiar na tua vivência, na tua experiência.

Tentei retribuir o que você precisava, mas era você que sempre me ajudava. Nossas noites, acompanhados pela lua e pela televisão. Tua cabeça em meu ombro era como um sonho do qual não queria acordar. A sua ausência de dúvidas me tirava da zona de conforto. Não queria que terminasse, não do jeito que está terminando.

Sei que estás a dois passos de distância, mas você será inacessível. Dois completos estranhos que se amam, que têm um carinho um pelo outro. Meu amor de amizade, o teu querendo algo mais. Perdão por não poder consolidar, por não ser o homem que você precisa. És importante para mim, mas não posso estar na posição que tu me exiges. Desculpa por esse texto, você merece mais, bem mais do que estas palavras.

Eu juro que tentei, mas preciso ser verdadeiro comigo, com o que sinto. Não posso lhe enganar mais, preciso te tirar desta chuva, lhe tirar daquele momento no estacionamento, em que estávamos apoiados sobre o branco do carro, protegidos por uma árvore e por nossa confusão de sentimentos. A cada gota um arrependimento, não pelo beijo, não pelos momentos juntos, mas por uma amizade que estava prestes a acabar. Sim, tentamos transformar essa amizade em algo mais… Eu não consigo, sinto muito.

Espero que um dia possamos voltar ao que éramos antes, que as gotas subam de volta aos céus, que nossa parceria se mantenha. Porque sei que sempre poderá contar comigo, e eu gostaria de contar com você.

Não espero que isso seja um fim, espero que seja um novo começo. Mas vou respeitar o seu tempo, vou respeitar e me retirar até que um dia a porta esteja novamente aberta. Desculpa por não ser o que procura, mas estou aqui e estarei aqui pelo tempo que precisar, seja a dois passos ou um telefonema de distância.

M.M.

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Alguém 1

Algum lugar, 01 de janeiro de 2016.

Alguém,

Vishhh, já se passou um ano… Um ano inteiro de risos e choros, um ano de bênçãos e derrotas, um ano de constantes lutas, um ano que passou voando, um ano que representa 3 anos juntos. É…. já passamos por muita coisa, já vivemos muita coisa, mas se tem uma coisa que eu sei é: eu continuo apaixonado por você.

A cada dia que passa eu ainda estou te conhecendo, ainda estou tentando te desvendar (por isso eu não me canso e acho que jamais poderia ficar com tédio ou chateado perto de você) e tento guardar tudo o que eu aprendo para poder depois mostrar que eu conheço os seus gostos e te deixar feliz… Infelizmente, nós dois sabemos que isso não será sempre possível, porque minha memória é péssima; por isso não fique chateada se eu esquecer a sua cor preferida (quando eu te perguntei, nem você sabia direito kkkkk, mas eu acho que ainda é verde?!) ou se eu esquecer quando o primeiro homem pisou na lua. Saiba que as memórias importantes, e as datas importantes eu terei todo e o maior esforço para lembrar.

Mas estou mudando o foco, hoje não se trata sobre mim, hoje somos nós. Em pleno ano novo estamos juntos!

Nós estamos lutando para isso dar certo, estamos nadando contra a correnteza, contra várias na verdade kkkkk Porque sabemos que a distância, família e amigos muitas vezes podem atrapalhar, mas nossa foça de vontade é maior do que qualquer problema, e sei que juntos podemos passar por muita coisa.

Fico dizendo constantemente sobre o ‘amor’ e como eu acho uma palavra forte, que tem um grande peso para ser dita para ou por qualquer um. Mas hoje, depois desses 3 anos, depois desse 1 ano, sei que nosso sentimento é tão forte quanto o ‘amor’ se é que não seja o próprio ‘amor’ em si… De qualquer forma isso não importa, não preciso que uma palavra defina aquilo que sentimos, pelo contrário, eu acho que não existe algo no dicionário que descreva nosso sentimento.

Digo isso porque além de uma namorada, eu tenho uma amiga! Que sei que posso contar qualquer coisa, sei que posso brincar, sei que posso zoar, que posso apenas abraçar, admirar, ficar do lado. Não precisamos de beijos para mostrar aos outros que estamos juntos ou para ‘manter aceso’ nossa paixão, o simples fato de estar com você já faz tudo isso. Seu abraço é um refúgio que sei que posso usar a qualquer momento, então sei que uma namorada eu não tenho, e sim uma companheira, alguém que me ajudará a explorar algo tão aterrorizante que não posso fazer sozinho: o futuro.

“Só sei que nada sei”, em especial a respeito do tempo que há de vir. Mas com você ao meu lado, sei que eu não preciso ter tanto medo do que poderá acontecer, você me dá ânimo e forças para descobrir o que haverá no dia de amanhã, descobrir qual será a nossa próxima aventura… Se será boa ou ruim, isso eu não sei… Se ganharemos ou não, também não sei dizer… Mas que valerá o esforço? Sim, com toda a certeza.

M.M.

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2021

Mais um ano alguém. Peço perdão pela demora, por desaparecer. Mas na correria do cotidiano me faltam palavras.

O ano de 2020 certamente foi desafiador, então eu decidi iniciar esse com uma retrospectiva. Não sei se isso é o certo, mas acredito que devo deixar gravado aqueles que me gravaram, que me deixaram marcas, que foram importantes em minha vida.

Portanto, as próximas 4 cartas não são para você Alguém (meu caro leitor). Essas cartas já foram enviadas, são nominadas, têm um peso sentimental de uma época da minha vida que eu quero eternizar aqui no site. Se algum dia, algum dos destinatários ler e preferir que eu retire do site, é só me comunicar. Mas eu gostaria que os quatro sintam-se lisonjeados, pois é meu modo de demonstrar que sou grato por participarem da minha história e de me ajudar a ser quem eu sou hoje.

Dito isto, tentarei seguir com as postagens semanais. Espero que gostem. Estou sempre a disposição de críticas para melhorar na escrita e no conteúdo. Um bom 2021 para todxs!

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Julia – Lauv

Julia é uma música extremamente bem escrita e que se encaixa perfeitamente como uma resposta para Bayou (Lembra a música que eu postei anteriormente?). É como se aquela pessoa que partiu o coração de Bayou com o término cantasse agora em Julia.

Quando nos conhecemos, não era eu
Eu fui tão insensível, sim, eu estava tão solitário
Na estrada, eu não estava livre
E você apareceu, mas não podia me salvar

Aqui ele fala do início, que ele estava solitário na estrada, ainda sem saber quem era e sem encontrar o seu eu. Mas acabou encontrando com a Julia e ela aparentemente afirmou que tentaria salvar ele de si mesmo.

Minha hesitação e segurando meu fôlego
Eu te deixei entrar no jardim da minha solidão
Queria que você fosse embora antes que tudo queimasse

Ele então permitiu que ela entrasse em sua vida, no seu jardim – mesmo sabendo que ainda não estava preparado, que ainda estava em meio a uma solidão. E ele já lamenta aqui o fim do relacionamento, desejando que ela fosse embora antes que tudo acabasse.

Oh, Julia
Sinto muito pelo que fiz com você
Eu afastei e pressionei e confundi sua cabeça
E depois fui pra sua cama, porque lá no fundo, eu sou fraco
Oh, Julia
Eu queria nunca ter mentido para você
Nunca quis te machucar assim
E se eu pudesse voltar atrás, eu te deixaria em paz

Aqui ele mostra o arrependimento de ter apenas usado a Julia, por ter aceitado se relacionar com ela mesmo sabendo que não estava pronto. E ele afirma que se pudesse, faria as coisas diferente, que a deixaria em paz para lhe poupar do sofrimento. Ele afirma ter mentido para ela, a questão é, ele mentiu que a amava?

Quando fui embora, não estava certo
Que eu poderia amar, love anymore

Com toda a confusão dos sentimentos internos, ele decide por ir embora (mesmo não estando certo de sua decisão). Mas que essa era a melhor decisão para ele, a questão é que não era a melhor decisão para a Julia.

Eu não vou mais mentir para você
Porque eu sei que fiz isso antes
Espero que você encontre o que esteja procurando

No fim ele se despede, como em todo relacionamento para que ela seja feliz e encontre aquilo que ela procura, aquilo que ele não conseguiu entregar. Que ela encontre o amor.

 

Destaque

Conexão

Alguém, a madrugada me inspira, a insônia me faz escrever aquilo que meus pensamentos não me deixam sonhar. De qualquer modo vamos falar sobre conexão.

Eu realmente não sei como o mundo faz para as pessoas se conhecerem. Mas de alguma forma, seja destino ou um ser superior, As pessoas acabam se encontrando. E é muito estranho por que quando você encontra alguém e você acaba sentindo que aquilo era pra acontecer você vê o tanto que as pessoas podem se complementar de uma forma inimaginável.

Existem pessoas que você sente que a conexão existente entre os dois é muito forte, que se complementam nas qualidades e defeitos. Que de uma forma estranhamente boa você sente confortável perto daquela pessoa que você acabou de conhecer e aí a medida que o tempo vai passando vocês vão se conhecendo e você percebe o tanto que aquele estranho, nunca foi um estranho e sim que vocês se complementam devido ao defeito de um, ser a qualidade de outro.

Enfim acho que a reflexão da madrugada aqui que eu quero deixar é que é bom as vezes você conhecer alguém e sentir essa conexão, espero que isso não ocorra apenas comigo…

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Carta 32

Algum lugar, 23 de julho de 2020

Caro alguém,

As vezes precisamos de uma pausa, de tudo e de todos.

Tá, mas por que eu digo isso? Desde o início dessa pandemia que eu penso bastante em relação as redes sociais. Sobre o papel que elas tomaram parte de nossa vida, o fato delas aproximarem as pessoas de tal forma que se tornaram um grande veículo de informação. Contudo, também estão cada vez mais afastando as pessoas uma das outras.

Eu pensei várias vezes em excluir minhas redes sociais para utilizar melhor meu tempo, pois o tempo que gasto nelas é inimaginável (certa vez comecei a mexer no celular às 23 hrs, quando vi eram 3:30 da madrugada); mas sempre não tomava esta atitude por gostar de saber sobre o que meus amigos andavam fazendo. E é nesse aspecto que eu digo que elas afastam as pessoas.

Eu e meus amigos tínhamos o costume de conversar sobre o dia a dia nos grupos de whatsapp, porém com a chegada dos stories, dos close friends (do instagram), isso foi mudando. Hoje eles postam lá sobre o dia deles e é assim que eu me mantenho informado, quase não usamos o grupo mais ou nos falamos no privado – que dirá por ligação…

Então de certa forma os aplicativos nos aproximaram, pois o que as pessoas consideram relevante elas acabam postando para todos (quem quiser que visualize e comente, do contrário as postagens são um desabafo necessário do usuário), e ao mesmo tempo distanciaram o contato mais próximo e intimista.

Outra coisa que penso muito é o quanto as redes sociais divulgam sua vida pessoal com uma facilidade surpreendente. Coisas que acontecem recentemente você nem imagina o alcance que já estão (sem contar que a curiosidade das pessoas ajuda, nessa rede de compartilhamento de informações). Os famosos que lutem para se blindar todos os dias e ter que passar pano gelado na orelha de 5 em 5 minutos.

É por esse motivo que as vezes precisamos de uma pausa da internet. Para conseguir respirar um pouco da chuva de informações que nos encharca todos os dias. As vezes precisamos fazer uma mochila e ir para o interior, para longe das coisas, para ficar desconectado.

Desculpe alguém, essa carta está mais para desabafo né?! As vezes esqueço que isso é um site e penso que é meu diário – só não falo o que aconteceu comigo nesses últimos 2 meses porque aí já seria muita exposição e um desabafo tremendo daquilo que guardo aqui dentro, e você não recebe para ficar lendo aqui meus dilemas rsrsrsrs…

De qualquer forma, fica aqui registrado esse pensamento.

M.M.

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Bayou – Mountains of the Moon

Essa música me deixa extasiado. A melodia é excepcional e a letra é tão profunda, tão carregada de sentimento que eu sinto como se tivesse vivido o amor retratado, a voz carrega e sabe transmitir esse peso de um término. Vamos analisar alguns trechos:

Um tiro nas veias
Prove a agitação
Eu estava perdido em uma fuga em busca do amor
Inacessível

A letra já traz um impacto de um tiro, o que eu interpreto como um momento trágico e intenso, que causou uma adrenalina, uma agitação (rush). Reparem o peso dessa frase: “Eu estava perdido… em busca de um amor inacessível”, olha a dificuldade que é a falta de reciprocidade em um relacionamento; o fato de você ser o único tentando na relação te deixa perdido, pois não há sintonia, um não procura o outro, acaba por ser um labirinto sem saída, um mapa sem direção, uma via sem sinalização, algo insustentável, inacessível.

Não é o mesmo
Não é o suficiente
Você e eu éramos como um sonho vívido
Por que você me acordou?

Nesse verso ele contesta o agora, o fato de que as coisas não estão iguais e que isso não é o suficiente para ele. Há o relato também de um relacionamento aparentemente perfeito, como um sonho, mas que agora chegou ao fim porque ele foi acordado.

Você era meu alívio
E minha terra firme
Primordial

Olhem as expectativas que o autor havia criado, mais do que isso, acredito que aqui entra um pouco da vulnerabilidade dentro de um relacionamento, em que você deposita a sua confiança no outro e permite que o outro seja algo essencial no seu cotidiano, a sua rocha firme. Além de que aqui podemos abordar também o tópico de responsabilidade afetiva (ou a falta dela, no caso do ‘outro(a)’ que terminou o relacionamento).

Gritos distantes
A maior das mentiras
O que somos nós se nunca nos entrelaçarmos?
Para sempre indefinidos

A primeira frase diz ao fato dos conflitos internos que o autor está tendo; mas quando ele diz: The biggest lie, ele está se referindo ao amor ofertado pela outra pessoa do relacionamento. Não há nada mais triste do que um amor falso, viver uma mentira é algo horrendo. A pergunta que ele faz na música, ‘o que somos nós se NUNCA’, evidencia a decepção que ele está sentindo.

As noites são mais longas agora
E eu estou, eu estou mais forte
Sem você
Without you

Mas ele é realista, aceita o sofrimento e não nega que as noites estão mais longas, assim como ele também admite que cresceu com o término, e que está melhor e mais forte agora sem você. Isso nos traz a realidade, nós nunca somos totalmente dependente do outro, podemos até achar que somos, mas o fato é que somos sozinhos no mundo, somos fortes, o outro vêm apenas para somar algo que já está completo.

Eu cheguei perto
A vida é um oceano, somos apenas viajantes
No curso do rio
Do qual nós nos libertamos

 

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I’m back

Estive um tempo fora devido a uns encaixes que eram necessários para resolver neste quebra-cabeça que chamamos de vida. Agora de volta tenho que falar duas coisas com vocês:

1º – mudarei o dia das postagens para quinta-feira (pois este é o meu mês, e a primeira quinta foi dia 2). As postagens serão por volta de meio dia. Tentarei postar mais regularmente, como estava fazendo, mas não prometo nada.

2º – Por hora não escreverei mais como se estivesse falando com algum sentimento. Voltarei a escrever coisas cotidianas destinadas a você (meu leitor, meu alguém). Caso tenha sentido falta de algum sentimento e gostou dessa forma de escrita (isto é, de como se os sentimentos respondessem uma entrevista), me avise que irei trabalhar para postar depois sobre ele.

O mais, quero agradecer a todos que me acompanham e me seguem. Uma boa leitura a todos.

Abraços

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Carta 31

30 de junho de 2020

Olá medo,

Meu caro amigo é um prazer recebê-lo de novo aqui no site. Eu já tinha lhe dedicado uma carta inteira (a 20ª), mas agora lhe tenho aqui para uma conversa e serei direto contigo. O que você traz de positivo na vida de alguém?

Bem sabemos que você traz consigo uma carga emocional muito forte, um sentimento que não fica confinado apenas na mente. Você insiste em caminhar pelas linhas do corpo, aos poucos vai descendo e percorrendo nossa anatomia. Agita o olhar para que não tenhamos um foco, resseca nosso paladar para que ao engolir apenas encontremos o ar seco proveniente da atmosfera. Atinge nossas extremidades, provocando tremores incansáveis em nossos membros. Paralisa nosso diafragma nos deixando sem ar. Por fim, adentra nosso coração, aumentando os batimentos, fazendo com que a pulsação ganhe um grave em nossos ouvidos.

Por que faz isso? Qual a tua finalidade?

“Caro autor, existo para te proteger. Te protejo tanto no físico quanto em teu sentimental, daí a minha necessidade de sair de tua mente. Pode não concordar com minhas palavras, pode até achar que sou um inimigo teu por te deixar impotente às vezes em situações que você gostaria de reagir – mas faço isso para o teu bem.

No campo físico. Por vezes você é ‘encurralado’ em situações extremas (por exemplo, um assalto). A minha aparição que faz com que você fique paralisado é apenas pelo fato de que prezo por tua vida, pois se tu tivesses uma reação, poderia acabar em um leito hospitalar.

No campo emocional. Confesso que às vezes sou ainda mais irracional. Sei que não sou necessário, mas não quero te ver ferido ou machucado. Feridas no coração são difíceis de curar.

Se lhe falta coragem para tomar uma atitude para se declarar para alguém, é porque em teu inconsciente você sabe que ainda não é a hora certa. Ainda não tens todas as ferramentas necessárias para lidar com as consequências. O desfecho de tua ação poderia ser um romance ou uma decepção, você está preparado para ambos? Ou apenas idealizou um e esqueceu da possibilidade do outro?

Se lhe falta coragem para revelar um segredo, é porque ainda não está confortável com o mesmo. Ainda se preocupa muito com a opinião social. É necessário amadurecer para conseguir lidar com todos os desfechos que aquilo que tu guardas pode causar.

Chegamos em um ponto que eu queria: amadurecimento. A medida que você cresce, eu (medo) vou saindo de tua vida. Lembra quando achava que não conseguia ficar longe da tua mãe? Que chorava quando era deixado na escola sozinho? Pois bem, você cresceu, amadureceu; e com o tempo isso deixou de lhe ser um problema, você perdeu o medo de andar sozinho. Lembra quando tinha medo de morar sozinho? De ter que matar uma barata? Novamente você venceu essa fase, conseguiu um emprego ou foi para a faculdade, teve que lidar com contas, com pagamentos, com boletos, com gás acabando, com torneira pingando… Aos poucos você perdeu o medo de ser independente.

Tudo é gradual. Estou aqui para que você pense em seus atos, para que não faça as coisas de forma rápida e imprudente. Mas com o tempo eu vou embora, quando vejo que você é capaz.

Então não tenha pressa em me expulsar, não te aflijas quando eu aparecer. Saiba que com o tempo irei embora e ficarei feliz com tuas conquistas em minha ausência.”

M.M.

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Rosa

Em uma madrugada de domingo,
Você em minha cabeça ficou.
Me fez perder o sono,
Me fez esquecer quem sou.


Na cama fiquei por horas,
Até desistir de buscar sonhos.
Fui então atrás de minha realidade,
Resolvi percorrer às ruas da cidade.


Só me dei conta que eram 2 da manhã
Quando na sua porta me encontrei;
Encarando a fechadura e o portão
Olhando o vazio da garagem, fiquei.


Você já não estava mais lá.
Você já não me pertencia mais.
Seguiu pelo seu caminho,
Enquanto eu fiquei aqui sozinho.


Uma rosa em sua porta deixei,
A prova de que mesmo longe
Estaria ao seu lado,
Te observando em cada passo.


Sei que não está passando por algo fácil,
Nem eu estou.
A vida é uma incerteza de momentos
E quero que saiba que ainda está em meus pensamentos.


Espero que encontre a felicidade,
Que contorne as dificuldades.
Que encontre amor,
Que sejas luz aonde for.

M.M.

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Carta 29

13 de maio de 2020

Querido ciúmes,

Não sei como estás na vida dos outros, mas ao menos eu te tenho como um amigo bem próximo do tanto que te faz presente em mim. Já estamos a tanto tempo juntos que eu não acredito que seja capaz de discernir se tu és tóxico ou não. Tento às vezes me colocar no lugar do outro, sendo assim, creio que algumas pessoas podem te achar um sentimento negativo em vista das tuas irracionalidades.

Veja bem, em alguns casos a tua manifestação é sob circunstâncias não sólidas. Assim como a esperança, não trabalhas com algo real; tua imaginação é fértil, tua visão é turva e teu olfato não é muito apurado. Não bastas atuar sozinho, tens que trazer contigo a paranoia para juntos tirarem o sono daqueles que tiveram um longo dia de insegurança.

Você pode aparecer na solidão, forçando-nos a diálogos intermináveis na frente de um reflexo, o que compromete totalmente a sanidade. Como posso ter ciúmes daquilo que não é meu?

Também pode bagunçar relacionamentos, provocando embates históricos por causa de um mero bater de asas de uma borboleta. Como pode causar discussões e infelicidade em meio ao amor?

“Concordo quando você fala que eu não trabalho com coisas sólidas, sou um pouco irracional, mas sou fundamentado. Eu não apareço apenas por aparecer, eu tenho minhas justificativas de estar ali naquele momento, sob aquela situação. A questão é que muitas pessoas não sabem lidar comigo, simplesmente ficam incomodadas de tal forma que precisam expressar a minha presença; todavia existem aqueles em que eu habito em silêncio, que não precisam me expor e são taxados pela sociedade como ‘não ciumentos’.

E existem aqueles também que negam a minha existência e afirmam ‘eu não sinto ciúmes’. Mas isso é um mecanismo de defesa porque também não sabem trabalhar com minha presença e querem por tudo me ignorar.

Eu gostaria que as pessoas fossem mais como o segundo grupo que citei, aqueles que me compreendem e me têm como um amigo em silêncio.

O fato é que apareço apenas quando há muito em jogo e tens muito a perder. Se tu tens ciúmes do teu amigo, do teu namorado, de seu pai, de tua avó, do teu celular, de um livro, de uma bolsa, de uma carta, …, é porque isso são coisas valiosas demais para ti e tu tens medo de que elas desapareçam da sua vida. Por isso, toda vez que eu aparecer, simplesmente não me ignore, fique contente que você acaba de descobrir algo valioso e que não viveria sem.

Sou fundamentado nas preciosidades da tua vida, naquilo que tu designas valor inestimável, contudo sou irracional pois você também é. Para alguns pode parecer tolice sentir ciúmes de um lápis, mas para ti aquele pode ter sido o último presente da sua mãe; pode parecer loucura sentir ciúmes daquilo que não é seu, por exemplo, você pode sentir ciúmes de uma árvore localizada em uma praça que está prestes a ser derrubada, a árvore não é sua, mas isso não significa que ela não possa ter valor, uma vez que pode ter sido a árvore em que você deu o seu primeiro beijo, leu o seu primeiro livro, chorou em meio a um dia em que a tristeza te acompanhava e ela te protegeu com sua majestosa sombra, te trazendo conforto.

Então se for para eu me analisar, eu me considero um sentimento positivo por evidenciar as coisas que são importantes para ti, mas acabo sendo negativo por fazer você criar certa obsessão, de tal modo que fico martelando sua cabeça por horas. Mas faço isso só se você permitir, viu? Eu não preciso lhe tirar o sono, não sou como a tristeza que precisa ser sentida. Você pode simplesmente saber que eu existo, mas não precisa ficar me remoendo em teus pensamentos.

Por favor, aprenda a lidar comigo, me tenha como um amigo que lhe mostra aquilo que é valioso e não como um inimigo que precisa ser o centro de intrigas. Gostaria de poder me exemplificar mais, porém meu espaço é curto e já me excedi, talvez poderemos conversar novamente em outra oportunidade.”

M.M.

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Carta 28

06 de maio de 2020

Estimada Esperança,

Muitos a consideram como um sentimento positivo, mas quero hoje questionar (e até mesmo evidenciar, caso você ainda não tenha reparado) a tua outra face, aquela que tu sabidamente escondes, aliás, faz isso com maestria devo admitir.

Bom, atrás de toda essa positividade existe apenas ilusão. Tu não és algo palpável ou concreto, quando apareces é carregada de expectativas e quando se vai deixa uma estrada de decepções. Esperança, você tem ideia do tanto que é difícil tampar um buraco feito pela decepção? Há crateras em mim que nunca foram resolvidas, verdadeiros cânions que outrora foram pontes elaboradas por ti. Isso mesmo, tu nos faze trilhar caminhos incertos, rumo às coisas de nossa imaginação, idealizadas em nosso momento de fraqueza perante ti.

Um adjetivo que descreve esta face que muitos ignoram é falsidade. Falsas expectativas que raramente se cumprem. Há aqueles que remetem a você como “um brilho de esperança”, mas esquecem as profundezas da escuridão de quando você não está lá. Sua ausência nos leva a uma caverna abarrotada de trevas, a uma sepultura de medo. Medo de não saber o que fazer em seguida, qual caminho trilhar.

De que adianta você nos iludir com um caminho, criar uma ponte de expectativas, mas sem a base sólida da realidade? Por acaso espera que essa ponte se sustente apenas com a idealização? Pode dar certo? Sim, pode. Mas, quando nesta corda bamba de tentativas damos um passo errado, a queda nas profundezas da frustração é alta e acabamos por nos afogar no mar do descontentamento. Por favor me diz: Se não és certa que trarás a felicidade, por que insiste em aparecer em nossa mente? Como pode ser positiva se logo após a tua partida pode se fundamentar tanto a alegria quanto a tristeza?

“É fato que sou incerta. Mas a minha partida dependerá de ti, se tu irás se despedir com alegria ou tristeza também cabe a ti. Querido, sou um sentimento positivo sim e trago comigo o conforto que tu buscas em meio às tuas profundezas. É do teu abismo do desespero que eu te puxo, te trago para a superfície em que podes trabalhar.

Concordo contigo de que não lhe ofereço bases sólidas, apenas lhe demonstro o objetivo… O que farás depois disso cabe a ti. Se queres ir remando em meio ao mar de incertezas ou se irá criar pilares para atravessar firme em tua ponte, são decisões inteiramente suas. Mas deves admitir que quando eu chego, lhe tiro da inércia, crio uma movimentação em ti para que não se veja perdido em meio ao furacão da descrença.

Quando te encontrares com uma doença terminal, estarei no médico lhe dando os planos terapêuticos; quando te encontrares em meio a dívidas, estarei no banco possibilitando renegociação e empréstimos; quando sentir que reprovou em algum trabalho ou matéria, estarei em teu amigo para te incentivar a tentar novamente em um momento posterior. E cabe a você lutar pela sua vida, ou aceitar a renegociação, ou decidir dedicar-se de novo para aquele trabalho ou matéria.

Não tente recair a culpa sobre mim, a responsabilidade é tua. Eu venho para que tua angústia se vá, para que teu desespero seja amenizado e para que não fique unicamente perdido. Venho de diversas formas, seja pelo outro ou dentro de ti, mas venho para te proporcionar uma direção.

Sim, trago comigo expectativas, mas reconheça que todas elas são criadas por ti e que dependerá de tuas ações a realização das mesmas. Confesso que em algumas circunstâncias não temos como lutar contra o destino, mas o fato de você ter tentado batalhar e navegar contra a correnteza, lhe proporcionará certo alívio na dor final.

Saiba que sempre lhe quero o bem, me entristece vê-lo(a) sem rumo, perdido em meio aos pensamentos turbulentos de situações que (em sua maioria das vezes) são contornáveis. Pense em mim como um mentor, um professor. Me sinto responsável por ti e te desejo nada mais nada menos do que o sucesso.”

M.M.

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WAIT – M83

Certa vez, alguém me perguntou qual seria a música que serviria como trilha sonora da minha vida… Achei esse questionamento tão amplo, pois são inúmeras as músicas que me identifico, sem contar que meu humor é inconstante e gosto de escutar diferentes estilos musicais a depender do modo em que estou passando meu dia/semana/mês.

Mas depois de muito pensar decidi que esta música seria a minha escolha como trilha sonora. Tanto pelo seu ritmo quanto pela sua letra (apesar de ser mínima). Vamos analisar a letra e refletir um pouco então.

Envie seus sonhos
Para onde ninguém se esconde

Aqui eu interpreto como a necessidade de um porto seguro, seja isso um objeto (exemplo: diário) ou uma pessoa. Todos precisamos de algo ou alguém em que podemos desabafar, em que podemos depositar nossos sonhos sem sermos julgados, ou seja, precisamos de um local de confiança – que não se tenha aparências (onde ninguém se esconde).

Dê suas lágrimas
Para a maré

Aqui tenho comigo duas coisas, primeiro que não precisamos (com nós mesmos) aparentar ser inabaláveis, ou seja, se a tristeza vier e trouxer consigo o choro, devemos aproveitar as lágrimas e sentir orgulho de poder experimentar a queda de cada uma delas. Chorar não é sinônimo de fraqueza, é um aprendizado e um aprimoramento.

A segunda coisa é que não podemos ficar em uma lamentação eterna. Sim, devemos chorar mas depois precisamos nos desapegar, precisamos deixar que a maré leve embora para que continuamos seguindo em frente. A vida pode te proporcionar inúmeras lágrimas, aprenda com cada uma delas e depois entregue essas situações ao vento, queime todo rancor, enterre toda mágoa, deixe que o luto navegue para longe de ti, pois

Não há tempo

Essa frase é repetida inúmeras vezes durante a música. E não há mais verdade e sinceridade possível do que nos alertar de que não há tempo. Nunca haverá tempo o suficiente, nós lutamos contra o relógio, não gozamos de uma eternidade. Temos a certeza da existência de um fim, logo precisamos viver muito o presente.

Faça sempre aquilo que mais desejar, não se prenda a estigmas ou obrigações desnecessárias, não há tempo para lamentar pelo que passou, não há tempo para ficar com raiva, com ódio, não há tempo para ficar distante, não há tempo a perder. Então utilize seu tempo, crie sonhos e conquiste eles, não tenha medo de errar (e se errar, está tudo bem, é só começar de novo).

Não há fim
Não há adeus

Como disse acima, existe um fim, existe um último suspiro. Mas não há fim para as situações que vivemos. Se eu não consegui determinado emprego, isso não será o fim, eu posso buscar outro; se eu falhei ao fazer um projeto, isso não será o fim, eu posso recomeçar; se eu quebrei algo, eu posso concertar.

Da mesma forma em que não há adeus, se alguém partiu da minha vida, eu posso tentar fazer com que ocorra um reingresso; se eu terminei algum relacionamento, isso não denota um afastamento total, posso tentar conciliar uma amizade. Não há um adeus definitivo, sempre poderá haver o perdão.

Desaparecer
Com a noite

Aqui interpreto de duas formas também. A primeira é que algumas vezes precisamos de um momento só nosso, desaparecer do mundo para ficarmos sozinhos e aproveitar um pouco da solidão e da própria companhia. A segunda é que precisamos deixar o negativismo desaparecer com a noite, e que quando virar o dia a luz do sol traga apenas energia e sentimentos bons para que o dia/semana/mês/ano prossiga.

No time.

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Carta 27

29 de abril de 2020

Caro Ódio,

Sinceramente, nem sei o que te questionar. Para mim tu és um sentimento tão bem delimitado, tão explícito, não vejo mistérios em ti. O amor me explicou que você é o responsável por toda a carga destrutiva que eu o culpabilizava. Então vejo apenas negatividade em você. Acredito que as pessoas deveriam lhe ter menos, mostrar menos a tua face para que se preserve a harmonia.

“Me defina”

Olha aí, eu mal terminei de concluir o que lhe ia falar e você já me interrompe. Arrogante e prepotente seriam bons adjetivos, autoritário poderia ser teu sobrenome e infelicidade teu nome do meio. Você é muito carregado, um tanto explosivo e cheio de adrenalina. Quando se manifesta acaba com o psicológico, oprime todos os demais sentimentos para se sobrepor. És vingativo e extremamente difícil de aceitar desculpas ou perdoar. Gosta de causar intrigas e marcar os outros com um hematoma. Não há levezas em teus atos ou palavras. Parece que andas junto com a escuridão, o ambiente muda com tua chegada, contigo traz a tormenta e a agonia. Em ti há tanta impureza, sinto uma constante relação sua com o desejar do mal.

“Sou aquilo que preciso ser. E não estou aqui para discordar de você, de fato eu tenho grande parte das características citadas, mas eu quero te mostrar um lado que você talvez não conheça. Um lado meu que talvez vá te ajudar a lidar comigo sempre que eu aparecer. Então vamos lá

Primeiramente, sou sincero. Em nenhum momento encontrará falsidade ao meu lado, quem estiver comigo eu ajudarei a falar aquilo que pensa, aquilo que está guardado e que o está consumindo por dentro. Eu ajudo a descarregar o peso, a tirar aquilo que estava sufocando alguém. Sim, não consigo me expressar tranquilamente, eu tenho que explodir, tenho que gritar, que brigar; do contrário serei consumido pela hipocrisia, pelo jogo de aparências social. Não, não participarei desse mar de medíocres que não expõe aquilo que pensam, que se afogam dentro da mente. Serei livre, trarei essa liberdade a você que me buscar.

Outro ponto é que sou protetor. Tenho certeza que o amor já lhe disse essa minha qualidade, você talvez não estava disposto a ouvir ou não o interpretou corretamente. Quando alguém tenta lhe fazer mal, pode ter certeza que irei aparecer para lhe defender (o que pode sim acarretar em alguns hematomas). Se alguém tenta lhe arrancar o amor de sua vida, eu irei me manifestar, irei fazer confusão pois não quero lhe ver abatido. Então lutarei por você, lutarei para que tenha o direito de se expressar e não aceitar ser ferido (ao menos não aceitar ser ferido sem revidar).

Não gosto de injustiças e se pensar bem verás isso. Costumo ser justo em minhas ações, lógico que não sou um bom juiz (minhas sentenças são extremas – xingamentos, gritos, tapas, rancor), tampouco tenho a diplomacia de um advogado, mas prezo pela lei e bem estar. Apareço apenas quando há uma perturbação em ti, quando alguém lhe provoca.

Sei que demando muito de ti, pois assim como o amor eu sou intenso também. Quando estou por perto, sou desgastante; preciso de muita energia para ficar, como já sabes sou explosivo. E é justamente por saber disso que venho lhe dizer: me deixe ir.

Sempre que precisar estarei do seu lado, mas não mais e não menos. Não tente me manter por perto pois em vez de lhe fazer bem, passarei a lhe causar danos. Me use só o necessário, me use para descarregar aquilo que sente; contudo, ao acabar sua bateria me peça para ir embora. Não tente me nutrir sendo que nem forças terás mais. Não tente me guardar pois não sou intrínseco e não vim para ficar.

Sou momentâneo. Você não precisa de mim para seguir com a vida, apenas precisará de mim para passar por alguns obstáculos dela.”

M.M.

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Carta 26 – parte 2

“Para fechar o meu primeiro raciocínio, quero ressaltar agora sobre a tua vida adulta. Tu mesmo, que me buscas no outro para construir um futuro ao lado de um companheiro. De fato, você não me encontrará. Não a princípio, não a uma primeira vista. Como eu disse a você, estou e sou reciprocidade. Enquanto habitar em ti, as tuas ações farão com que aos poucos eu me desenvolva no outro, e aí sim você poderá me ver, me sentir e aproveitar do que eu posso lhe dar.

Não me confunda com a paixão, não sou tão superficial assim. Ao contrário da paixão, que tem grandes atitudes e gestos para se manifestar, eu sou tímido, estou nas pequenas ações. Não preciso de uma data comemorativa, eu me manifesto todos os dias, com um olhar, um toque, uma simples mensagem de “se cuida”. É essa minha simplicidade que me fixa em tua alma, possibilitando que aos poucos eu me enraíze e me torne profundo em ti.

E aqui eu quero abordar a sua acusação autor: de que sou destrutivo. Discordo de ti. A questão da destruição não me envolve, não querendo acusar meus colegas, porém quem tem atitudes destrutivas são a raiva e o ódio. Algumas pessoas ao tentarem me arrancar de suas vidas, acabam por liberar esses outros sentimentos que se manifestam de modo abrupto. Não partilho da atitudes deles, mas você tem de entender que eu não posso ser arrancado, sou intrínseco e fico enraizado. Então se você tenta me colocar para fora, meus colegas vão se manifestar para me proteger.

Quero que você entenda, isso é muito comum em términos de relacionamentos (divórcios, etc), pois as pessoas não sabendo lidar com a tristeza (você já falou com ele, certo?!) acabam querendo revidar em mim. A presença da tristeza incomoda tanto algumas pessoas, que elas tentam arrancar o amor delas, arrancar aquilo que sentiam, aquilo que viviam. E como já reiterada vezes falei, não posso ser meramente descartado, essa ação de tentar me tirar de sua vida gera consequências para você. Peço encarecidamente leitor, que você lide com a tristeza e resolva suas pendências sem tentar me atingir.

Sou intenso e não, como argumentas, destrutivo.

Em tua fala, refere que posso acabar com uma pessoa ao sair. Mas está aí o que sempre tento dizer, eu não saio, não vou embora, não deixo ninguém. Minhas raízes em tua alma não permite que eu faça isso. Verás que ao lidar com a tristeza, eu ainda estarei em ti; entenderás que o teu carinho e admiração pela pessoa, com aquele em que tu teve um relacionamento, ainda permanece, ainda existe (se tu o amou de fato, saberás que, de certa forma, sempre o amará – talvez não na mesma intensidade de antes). Verás que ao lidar com o luto e com a dor, eu ainda estarei em ti, estarei em tuas ações, e te lembrarei da pessoa amada junto com a saudade.

Mas me culpo, me culpo por trazer tamanha alegria ao ponto de cegar-te, ao ponto de te tirar a razão. Sou um sentimento, sou uma emoção e, quando intenso, sou capaz de te fazer entregar por completo à pessoa amada. Me culpo por te fazer ter esperanças demais, por ter confiança demais. Sou tão simples que não entendo a maldade, às vezes a ignoro e sei que isso é errado.

Todavia o que mais me culpo, é por não me arrepender de nada disso. Não me arrependo de te trazer alegria, de te render, de te encher de esperança… Não me arrependo de ser intenso contigo, pois sei do meu papel, sei que sou necessário. E sei que sem mim você não pode viver!”

M.M.

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Carta 26 – parte 1

Algum lugar, 22 de abril de 2020

Querido amor,

És um dos sentimentos mais belos que existem, tua grandeza se mostra nas pequenas formas. Não há dúvidas de que aqueles que te sentiram puderam ter bons momentos, digo, grandiosos momentos. Quando chegas, consegue encher o cômodo de tal forma que se sobrepõe e é claramente visto por todos.

Mas bem sei que és traiçoeiro… Tu é capaz de cegar aquele em que habita, faz com que atitudes se tornem irracionais; e o pior, é capaz de acabar com uma pessoa ao sair. Isso mesmo, te conheço e sei da capacidade destrutiva que tens. Por isso às vezes não entendo a busca constante que alguns têm em relação a ti. Há pessoas que procuram sempre você amor, especialmente te buscam no outro.

Certa vez disse que és um sentimento lindo, porém difícil de ser encontrado. Pois considero-te um sentimento que é construído; não consigo te achar por inteiro, apenas por partes. São essas partes pequenas de ti que se unem para o preenchimento do coração. Não é fácil de te obter, porém reconheço que é lindo te ver.

“Não sei falar de mim, acredito que sou um pouco tímido e fico mais no meu canto. Talvez por isso eu seja difícil de encontrar. Agradeço aos elogios e aceito suas críticas, mas não me considero destrutivo, pelo contrário, me considero um construtor de relacionamentos. Mas vamos lá falar um pouco sobre mim.

Primeiro quero me dirigir a você que me procura. PARE! Eu não preciso ser encontrado, eu habito em você, estou dentro de cada um. Mesmo naqueles em que o meu colega ódio predomina, eu ainda assim tenho um espaço. Meio que eu e ódio temos um contrato, andamos juntos e uma linha fina nos separa, contudo não estou aqui para falar dele, e sim de mim. E eu posso afirmar que estou em ti, estou em todos, alguns apenas escolhem por não me ver.

Gostaria muito que você me aceitasse em ti, que me reconhecesse, que me dê um espaço e não me ignore. Não me procure no outro, primeiro me ache em ti. E eu tendo espaço abrirei teus olhos para que me vejas, para que me enxergue no outro. Não adianta me procurar com a raiva, ou tentar me achar estando cheio de angústia, eu sou único, sou invisível, não me verás em uma expressão facial ou em uma mera fala, você me enxergará nas atitudes, mas para isso você deve estar aberto a me ver. Você deve me deixar crescer em ti e construir uma outra visão de mundo, uma visão em que verás minha presença em todos, mesmo naqueles que você julga uma incapacidade de amar.

Como disse, sou intríseco. Desde o nascimento eu começo a ser construído. Enquanto você cresce, eu vou me estabelecendo entre você e seu cuidador (seja este seu pai, sua mãe, avô, avó, tio(a), ou alguém – não necessariamente precisa haver laço sanguíneo). Porque digo isso? Pois sei que nas pequenas atitudes do cuidado, a confiança vai se firmando, depois o carinho toma parte e por fim eu me mostro na minha grandiosidade. Você consegue enxergar esse amor na reciprocidade, algo que ocorreu por anos; e te afirmo, o mesmo amor que você sente por seu cuidador é o que ele sente por ti. Por isso você consegue me ver, pois eu sou o mesmo. Estando em ti, me verás nele pois me reconhecerá devido ao fato de em ti habitar. Entende? “

M.M.

Destaque

Carta 25

Algum lugar, 15 de abril de 2020

Estimada tristeza,

Por que existes? Qual a tua finalidade no mundo? Qual o motivo de aparecer em momentos tão inoportunos? O que eu fiz para te ter tão presente em minha vida? Não seria mais fácil viver sem ti?

Aahh, tu sabes bem me incomodar, sabes dos meus defeitos, das minhas falhas e fraquezas. Sinto que toda batalha que luto contra ti é em vão, pois sei que irás ganhar. Não vejo em ti soluções, apenas problemas que insistes em me mostrar. Tu persiste na minha inutilidade neste mundo, gosta de me mostrar o quão ínfimo sou. Faz da noite a tua casa, da madrugada a tua festa e da minha mente teus experimentos. Não que tenhas um horário, afinal já te presenciei pelo dia, já te tive comigo por semanas, meses…

Não te compreendo por completo, só sei que contigo me vem o desgaste e desânimo. Tento imaginar o que me falaria, quais as tuas justificativas para a existência de tal sensação.

“De fato alguém, muitas vezes sou incompreendido, mal interpretado. As pessoas tendem a me evitar, não gostam de me ter por perto. Mas te diria que sou um ‘mal’ necessário, se é de fato que sou mal, pois não me considero o vilão aqui, apenas sei que tenho um papel a desempenhar em sua vida e você precisa reconhecer e aprender a viver comigo.

Antes de me aprofundar, gostaria de retribuir tuas perguntas com outras: Por que eu não deveria existir? Como podes então conhecer alegria sem antes me conhecer?

Na vida, nem tudo é simples, mas te digo um clichê: há sempre dois lados da moeda. Temos o início e o fim, o medo e a coragem, a amizade e o inimigo, o amor e o ódio, a alegria e eu. Então não me torne o vilão se sou apenas um oposto. E se és egoísta o suficiente para querer alegria, tem de estar preparado para me ter também. Se tu hoje, podes afirmar que teve momentos alegres, que conheceu a felicidade, isso é apenas porque eu já lhe mostrei minha face, pois é conhecendo a perda que se tem o ganho, é sabendo o lado ruim para reconhecer o bom.

Sim, eu sei, não sou fácil de lidar. Sou um sentimento complexo e incompreendido. Mas peço que te lembre da alegria quando eu caminhar ao teu lado. Quando estiveres triste, reconheça os momentos de júbilo que teves. Aprecie a alegria e abrace-me, quando eu te chamar, apenas me abrace e faça de meus braços as tuas lágrimas, te permita me sentir, não me negues. Eu sei que não gosta de mim, sei que acha que lhe quero o mal. Mas é o contrário. Estou aqui e me farei presente para que tu conheças do bom, para que fique alegre com o pouco, pois já soube o que é perder muito, o que é perder tudo.

Não tente me expulsar da tua vida. Eu estou ali, e ficarei o tempo que for necessário para que tu aprendas a me ver como um velho amigo. Juntamente com lágrimas e soluços, eu ando ao lado da calma. Permita sentir a tristeza como um todo, e não parcelada. Se entregue a mim e verás que quando eu partir estarás mais leve, deixe que eu carregue os teus fardos.

Compartilhe comigo teus momentos sombrios, tuas perdas, tuas angústias. Me conte tudo e não esconda nada. O quanto antes desabafar com este teu amigo, verás que em um piscar de olhos terei ido, e comigo levarei todos esses pesos. Novamente lhe peço, não me veja como um inimigo. Me sinta e deixe eu percorrer teu corpo. Chore comigo o quanto for necessário, grite até faltar o ar de seus pulmões, sinta o tremor da raiva com o suor da aflição.  Eu reconheço tudo, e estou em tudo.

Não te direi o quanto ficarei em ti, apenas afirmo que fico o necessário, sejam horas ou meses. Eu irei embora quando em ti ver a força necessária para seguir em frente sem mim. Então estou aqui para que você cresça, nunca pense que quero que você diminua diante de mim. Encontre em mim o impulso necessário para seguir em frente. Também não posso te afirmar quantas vezes te visitarei em tua vida, podem ser 10, assim como podem ser 1000. Sempre virei quando achar que lhe sou necessário, assim como um velho amigo, reaparecerei quando você precisar, e não quando lhe for conveniente.”

M.M.

Destaque

Carta 24

Algum lugar, 08 de abril de 2020

Querida amizade,

Hoje, escrevo a ti. Sentimento tão profundo e às vezes subestimado. Tu que cresce em nossa infância, desenvolve em nossa adolescência e é entendida quando adulta. Tão essencial quanto o ar, todavia alguns insistem em te deixar de lado, de não apreciar-te e falar que sem ti conseguem viver. Será? És um sentimento opcional?

Creio que não. Mas antes de justificar minha resposta, gostaria que você – amizade – não me abandonasse, não se vá quando mais preciso de ti. A tua volatilidade é assustadora, uma hora estás aqui e na outra já não reside mais. Por que faz isso? Me explique como meu amigo de infância já não é mais lembrado por mim, me diga o porquê da minha amizade de adolescência ter findado quando adulto me tornei…

Penso que se um dia me respondesse, dirias: “Para tudo há o seu tempo, assim como a vida, também há o tempo da morte. Existem momentos em que eu serei essencial, porém passageira. Em tua infância, estou apenas crescendo em ti, aprendendo contigo… Não tenho ainda maturidade para ficar, para me estabelecer, assim como tu também não tens maturidade para dicernir e decidir. Pois bem, em tua infância me verás em todo lugar, se olhares um rosto desconhecido, lá estarei; pois assim como tu, não sei dicernir. Talvez por isso, ao brincar de amarelinha e de pique-pega, verás que estou em todos, tu encontrarás amigos em abundância e jamais estará sozinho.

Em tua adolescência, já estou me desenvolvendo. Eu perco a inocência de criança assim como tu, começo a compreender a maldade que há no mundo. Às vezes uso da maldade para te aproximar de outro, assim como a bondade. Ainda não sou adulta, não tenho todo o conhecimento das coisas. Você me encontrará em teus semelhantes, seja por um estilo musical ou um inimigo em comum. Você está se conhecendo, e eu lhe ajudo nesse processo fazendo com que você encontre outros que te ajudarão a te conhecer e em teu crescimento. Não posso lhe garantir que as amizades nessa fase irão perdurar, ainda não te conheço o bastante para que faças amigos eternos, não sei tudo sobre ti, nem tu mesmos sabe. Então não me peça a eternidade em tua constante mudança. Você está amadurecendo, mas longe ainda de saber aquilo que quer, então porque o outro deve ficar? Porque insiste em algo fixo, sendo que tu és volátil?

Mas um dia fico adulta e me conheço, pois te conheço. Então te apresentarei aqueles que devem ficar, aqueles que também já têm maturidade para enraizar, tu já sabes teus gostos, assim como o outro, então aqui estarei firme. Me peça para ficar, e ficarei. Não me afaste e lhe darei frutos, serei duradoura. Todavia alguém, eu -amizade- tenho diferentes formas, posso amadurecer rápido em alguns desde a infância, de modo que me terás para a vida toda. Mas não questione meus métodos e minhas escolhas, se escolhi para ti, neste momento alguém passageiro, seja feliz por essa amizade passageira. Se na infância te apresentei algo duradouro, se apegue e cultive esse amigo. Seja grato por eu estar ali, e também por eu não estar. Mas saiba que sempre estarei.”

Voltando ao primeiro parágrafo, não. Não acredito que a amizade seja algo opcional. Ela irá apresentar-se em algum momento da vida, sendo passageira ou eterna, em desconhecidos ou familiares, pessoas ou animais. Tu, alguém, conhecerás a amizade assim que ela decidir que é o momento. Não se apegue à solidão, pois todos precisamos de um amigo em algum momento. E se olhares, encontrará a amizade em suas mais diferentes formas e tamanhos.

M.M.

Destaque

Decidi agora no ano de 2020 mudar um pouco sobre como as cartas serão escritas. Mas calma, é só por um tempo. É que eu senti a necessidade de falar um pouco sobre os sentimentos mais a fundo, tentar abordar eles um pouco mais.

Espero que dê tempo de falar sobre tudo, que vocês gostem e que se identifiquem da melhor forma possível.

Um grande abraço.

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Carta 23

01 de abril de 2020

Prezado Alguém,

Nesta carta eu falo no presente, estamos em uma época de pandemia, em que foi necessário o isolamento social e muitos estão reclusos em suas casas. Por isso, quero falar sobre

ESCOLHAS

Tudo aquilo que você faz, ou que eu faço, gera um impacto. É muito difícil realizar uma escolha que afetará unicamente você; mesmo que as vezes sejam ações individuais, aquilo que fazemos afeta o coletivo. Não irei falar muito em metáforas mais, depois desses anos aqui nesse site acredito que posso cada vez mais e mais trazer minha realidade para você, na esperança que se identifique ou que de alguma forma lhe ajude.

Pois bem, este ano para mim foi bem turbulento. Tive que realizar diversas escolhas que determinaram muito minha vida como está agora. E uma escolha em particular eu gostaria de relatar aqui, porque eu preciso desabafar sobre ela e falar sobre isso que me consome a cada dia que passa.

No final do ano passado, eu havia decidido morar em Belo Horizonte com um grupo de amigos. Tudo já estava certo e definido (inclusive minha mudança toda já estava lá em Minas), porém em janeiro desse ano surgiu uma oportunidade de morar em Goiânia. Pesei muito na balança os prós e contras das duas cidades, e das duas situações de oportunidades que estavam sendo dadas a mim.

Indo para BH eu já estava saindo da minha zona de conforto, mas voltar para Goiânia (pois já morei nesta cidade quando mais novo) eu certamente enfrentaria desafios novos. Por fim, depois de muito pensar e com o peso na consciência, decidi escolher por morar em Goiânia (todo um processo de trazer mudança, procurar um ap, etc).

Fiz essa escolha pensando no que seria melhor para mim, e achei que seria algo que apenas impactaria o meu interior, mas não, estava errado. Ao fazer isso possivelmente afastei um amigo. Sim, no ano passado havíamos idelizado nossa nova cidade, imaginamos planos e projetos; e ao decidir sair de BH alguns desses projetos foram por água a baixo. Acredito que este amigo meu me culpa por essa minha escolha, talvez me culpe por eu ter abandonado os ideais que todo o nosso grupo de amigos havia imaginado nesta nova cidade.

Tentei me desculpar, tentei mostrar para ele que minha escolha afetava unicamente a minha vida e não a dele e dos meus outros amigos. De fato, minha mudança não impactava os serviços deles, porém afetou os planos conjuntos de aproveitar e explorar a cidade e regiões. Eu refleti muito e achei que minha escolha apenas me afetaria, mas estava errado. Impactou o meu ciclo social, não apenas com esse meu amigo em particular, afetou outros eventos também.

Atualmente há estranhezas em nossas conversas, antes algo que era fluido está agora impactado pelo distanciamento. Só o tempo dirá se ele irá me perdoar, se nossa amizade de alguma forma irá contornar essa ferida que minha mudança causou.

De qualquer forma, espero o melhor de tudo. Espero que essa minha escolha me traga pontos positivos. Espero que algumas coisas voltem a ser como eram antes, e espero não perder mais do que aquilo que perdi.

M.M.

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Trágico (mas o) fim

Meu amor sempre foi teu

Meu futuro sempre foi teu

Meu presente, meu pensar, meu agir

Tudo era teu.


Eu não imaginava que

Esta dor poderia existir.

E por mais que eu tente

Ela continua a insistir…


Por que fizeste isso?

Naquela tarde de domingo.

Com um estranho,

Um desconhecido!


O beijo de vocês me quebrou,

Meu coração despedaçou

E nosso relacionamento

a c a b o u


O que eu faço com todos esses projetos?

O que será do meu futuro sem o teu afeto?


Se algo tenho certeza é que

contigo não posso mais ficar.

Posso ter me quebrado por dentro,

mas daquele dia em diante

mort para mim você sempre vai estar!

 

M.M.

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Fiquem em casa

Voltei, como sabem não consigo administrar o blog 100% em vista das minhas ocupações. Se eu pudesse eu viveria da escrita, mas como isso não é possível (ainda) então tenho que me dedicar também fora das telas.

Mas por hora, enquanto estou também em isolamento, volto a escrever algumas coisas. E quero pedir a vocês que se cuidem, mas que também cuidem do próximo. Estamos em época de pânico, lutando contra uma pandemia. Sim, é assustador… Mas o que mais me assusta é o egoísmo que algumas pessoas acabam mostrando ter.

É hora de praticarmos a empatia, de sermos solidários, de ficar em casa para ajudar a si e aos outros. Tomem as medidas cabíveis para evitar a propagação desse vírus. Em vez da disseminação dele, vamos propagar a simpatia e o respeito. Vamos fazer deste um momento de união e mostrar que ainda somos humanos o bastante para nos importarmos com o próximo.

Fique em casa, fique por você, fique pelo outro.

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Carta 22

Algum lugar, 20 de novembro de 2019

Caro Alguém,

Sinto falta da solidão.

Forte né? Mas necessário.

A solidão não é de tudo algo ruim alguém. Muitas vezes precisamos dela, é na solidão que nos encontramos, que enfrentamos o nosso pior inimigo: o eu. Muitas pessoas evitam a solidão por evitar a própria companhia, por não gostar de refletir consigo mesmo sobre as coisas. Mas como disse acima, é necessário ter momentos em que ninguém esteja perto, é necessário tirar um dia para curtir a si próprio, ou discutir consigo mesmo, ou ficar triste sozinho… São inúmeras as ações e sentimentos que podem ocorrer quando se está isolado.

Mas porque eu pensei nisso? Bom, essas últimas duas semanas eu estive em uma viagem com os amigos, e simplesmente fiquei 24 horas do dia com eles todos os momentos. Não que isso seja ruim, pelo contrário, amei viajar com eles e ter a companhia deles; porém teve dias que eu queria ficar sozinho, pra refletir um pouco. Acho que todo mundo tem dias que precisa se desligar, que precisa curtir um momento de quietude, ou seja, precisa de um pouco de solidão.

Lógico que não gosto de estar sempre sozinho, ninguém consegue viver em isolamento, o contato social e as relações interpessoais são extremamente necessárias em nossa vida, contudo uma vez ou outra uma reclusão é necessária. É bom ter um tempo só pra si, seja para chorar, ver um filme, maratonar uma série, ler um livro, curtir a si próprio com uma boa música, fazer uma autoanálise de suas ações da semana, ficar com raiva de si mesmo (e não descontar nos outros), enfim, há inúmeras coisas que se pode fazer sozinho.

Aliás, você sabia que é possível manter um estado de solidão mesmo ao lado de outra pessoa? “Nossa, que sombrio essa sua frase”… Até que não, claro que é mais difícil, porém não impossível. E eu dirijo esse parágrafo principalmente aos casais (que moram juntos), pois vez ou outra alguém na relação irá sentir a necessidade de estar sozinho e cabe ao outro respeitar essa decisão e dar espaço. Nesses casos de pessoas que moram juntos, ambos podem curtir uma solidão juntos, um momento de leitura silenciosa em que cada um está em uma poltrona com seu próprio livro (porém dentro da mesma sala); ou assistir a um filme totalmente em silêncio, sem fazer comentários, para que cada um consiga concentrar nas cenas ou sofrer uma imersão dentro de sua própria mente; ou até mesmo escutarem uma música juntos, cada um com sua reação perante a sonoridade do ambiente.

De qualquer forma, o que eu quero dizer é que precisamos de um tempo às vezes, não somos obrigados a sempre manter e estar inserido socialmente. Em muitos momentos o individual se faz necessário, e a reclusão para a reflexão pode ser a chave para uma paz em meio a guerra de sentimentos e experiências que temos no decorrer do dia.

M.M.

Ps: Alguém, tente em algum momento de sua semana retirar uma hora ou um dia para ficar sozinho, e curta esse momento consigo mesmo. Aprenda a se conhecer mais, saber daquilo que gosta ou não, conhecer o que te faz bem e poder desabafar; se necessário, deixe as lágrimas sair, ou dance alguma música que te faz feliz, beba um vinho (ou um suco/refrigerante), aprecie um prato que você ama (seja ele doce ou salgado). Seja feliz consigo mesmo, seja feliz sozinho, aprecie uma boa solidão.

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Carta 21

Algum lugar, 13 de novembro de 2019

Caro Alguém,

As pessoas vão seguir com suas vidas sem você. E está tudo bem.

Vamos lá ao motivo de eu dizer isto. Primeiro, precisarei contar algo a vocês sobre minha vida, para que juntos possamos entender a frase sem criar um caos emocional.

Meu ensino médio foi bem instável, pois foram 3 anos em 3 colégios diferentes. Mas em um dos colégios, eu acabei me aproximando de 4 meninas, não que eu não falasse com outras pessoas, mas é que eu realmente me identifiquei com elas e ficamos muito próximos, tão próximos que tínhamos um grupo no face e depois esse grupo passou para o Whats (assim que o WhatsApp surgiu e viralizou… Na época, inclusive, ele era um aplicativo pago). Enfim, o importante era que éramos nós 5. Todos os trabalhos fazíamos juntos e todos os planejamentos também incluíamos uns aos outros.

Eu lembro que sempre almoçávamos juntos (porque o colégio era integral). Sempre íamos no mesmo restaurante para que aproveitássemos ao máximo as conversas. Era muito bom essa conexão, porque elas me ajudaram em uma fase difícil da minha vida a me adaptar em um colégio novo e em uma cidade nova… Pois bem, mas aí eu tive que transferir do colégio, e como eu não fazia mais parte do dia a dia delas, aos poucos fomos perdendo o contato… Elas pararam de falar no nosso grupo (provavelmente porque criaram outro grupo sem mim) e, por fim, paramos de fato de nos falar. Eventualmente apenas comentávamos uma foto ou outra no perfil nosso, mas as conversas, segredos e confidências de fato haviam acabado (para mim).

Mas antes de eu me mudar, havíamos combinado de sempre chamar um ao outro em datas importantes. E no ano passado uma delas se casou, e a uma semana atrás outra se casou, e ano que vem provavelmente a 3 irá se casar. E eu não fui a nenhum casamento…

E como eu falei lá em cima, está tudo bem. Nós nunca seremos chamados para tudo e nunca iremos participar de tudo na vida, devemos saber que cada um tem a sua própria trajetória e que seremos sempre incluídos nos capítulos mais importantes das histórias com os personagens principais da nossa história.

Uma vez vi uma charge que dizia assim: algumas pessoas são o caminho, mas não o destino. E de fato isso é uma verdade, pois muitas pessoas estão na nossa vida apenas de passagem, e devemos aproveitar o momento com elas como se fossem únicos, assim como devemos aceitar a partida dessas pessoas também.

E isso se aplica a minha história, eu sou eternamente grato pelas 4 meninas que me acolheram e me ajudaram na minha adaptação de uma nova cidade, me deram ótimas lições de vida e me ajudaram a construir um pouco da personalidade e caráter que eu tenho hoje. Mas foi um momento da minha vida, elas apenas participaram de um capítulo do meu livro. Eu mudei a minha trajetória e elas continuaram a amizade que já tinham (e que espero que perdure por muito mais anos). Fico feliz em acompanhar a vida delas e ver o quanto cresceram e o quanto estão felizes. Da mesma forma que eu também sou feliz com as escolhas que fiz e os caminhos que estou trilhando.

Então é isso alguém. Não fique se martirizando toda vez que não for chamado para algo, pois isso é normal e é bom. Cada um tem o seu próprio livro, alguns capítulos podem ser escritos juntos, mas o final é individual e único.

M.M.

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Tragédias

Alguém, não sei nem como começar direito a falar desse assunto .. Já escrevi e apaguei inúmeras vezes esse início, e preciso falar para colocar algumas ideias nas palavras, pois meu pensamento está um furacão.

Bom, contextualizando um pouco sobre: uma pessoa muito querida minha acaba de perder a mãe… Eu não consigo nem imaginar como a cabeça dela está agora… O Luto não é algo fácil, queria muito estar do lado dela neste momento, dizer o quanto eu sinto (mas por vários motivos, eu me afastei… Acabei me ausentando da família dela…, e quanto mais eu me afastava, mais eu queria voltar a falar com ela… Mais eu queria dizer o quanto sentia muito por aquela situação, mais eu queria me reaproximar e voltar a estar do lado dela…. Porém, quanto mais eu queria isso, menos eu fazia e mais a distância aumentava, e quanto mais tempo ficávamos afastados, menos jeito eu ficava em me reaproximar, cada vez menos eu achava uma possibilidade em reatar nossos laços… Por fim, acabei me acostumando com a distância e passei a acompanhá-la de longe… Por vezes fiquei feliz com as vitórias e conquistas que essa pessoa conseguia, e acompanhei algumas derrotas também, mas tudo eu fazia de longe – esse parênteses tá longo demais)

Mas hoje, fiquei sabendo desta perda e não consigo saber como ajudá-la… Mandei uma mensagem tentando confortá-la, mas sei que não é fácil… Sei que ainda não está sendo fácil… A questão deste pensamento é: não deixe que uma tragédia aconteça para que você volte a se relacionar com alguém… Amizades são muito importantes, e devemos tentar sustentá-las ao máximo.

Eu fui infeliz em minha escolha, eu poderia ter me aproximado inúmeras vezes antes, poderia ter estado mais ao lado dela em momentos difíceis… Mas acabei aceitando a distância e ficando em uma “zona de conforto”… Eu espero que ela consiga passar por esse capítulo da vida dela, na verdade, eu sei que essa pessoa irá passar por isso. Ela é forte, muito forte, por isso tenho convicção que irá sobreviver, não será fácil, mas acredito que há um propósito nisso e que ela estará bem mais evoluída para encarar tudo o que a vida nos propõe, ou melhor, nos impõe.

A essa pessoa, receba meu abraço e carinho mesmo de longe… Estarei sempre ao seu lado.

E a você alguém, repense nas distâncias. Mantenha perto de si aqueles que são importantes, não perca o contato de quem você ama. Não espere que tragédias aconteçam para reatar laços, faça isso enquanto ainda há tempo, enquanto ainda há possibilidades, ainda enquanto vida.

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Expectativas

Confesso que eu sou daqueles que cria expectativa… Não consigo me conter quanto a isso, o que eu não consegui definir ainda se é uma característica boa ou ruim; só sei que eu tenho isso em mim e tenho que lidar sempre.

E não há nada de errado em se criar expectativas, desde que você seja verdadeiro consigo e sincero. Ainda mais no quesito relacionamento, pois a partir do momento que você cria expectativas, você se torna uma pessoa mais otimista e se esforça mais; ao passo que se você prefere não criar expectativas, vc pode acabar sendo sempre um pouco frio demais.

Exemplo: Estou saindo com alguém, estamos saindo há 1 semana… Se eu sou daqueles que cria expectativas eu já vou pensar no próximo encontro, em como será, o que eu vou vestir, se vai rolar alguma coisa, se existe uma possibilidade de pedido de namoro, etc… Essa expectativa faz com que ocorra uma dedicação do meu tempo ao pensar nesse alguém, ou seja, eu estou me empenhando e vou acabar dando o melhor de mim para que aquilo dê certo… (o problema é quando não dá certo, aí vem a decepção – que falaremos sobre isso mais tarde).

Já se eu sou daqueles que não cria expectativas, ao sair com alguém por 1 semana, eu vou pensar apenas: “hhmm, legal”. Tipo: oi???? Cadê o sentimento? Onde está a entrega? Onde está a empolgação?
Isso faz com que a pessoa acabe (querendo ou não) dando o mínimo de si naquele relacionamento, pois assim ela não irá planejar o próximo encontro (afinal, ela não está esperando que ocorra um próximo encontro)… E se ocorrer um próximo encontro, essa pessoa não ficaria com borboletas na barriga, pois ela não cria expectativas de que aquilo irá levar a um possível namoro… Então acaba ficando um pouco fria e seca… concordam?

Por isso que eu não defini ainda se o fato de eu criar expectativas é algo bom ou ruim… Pois um fator positivo foi esse que eu acabei de exemplificar, agora o fator negativo é a decepção quando as expectativas não são atendidas, e isso é algo bem (bem) complexo.

Ps: prometo qualquer dia desses falar a fundo sobre a decepção em expectativas…

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Há (muito) tempo atrás

Em uma madrugada fria, há muito (muito) tempo atrás, eu escrevi esses pensamentos que sondavam minha mente… Poderia até escrever mais hoje em dia, quem sabe uma carta; mas não farei isso, o que eu escrevi já está escrito e por hora irei apenas reescrever aqui. Segue abaixo.


Você me tirou aquilo que eu mais apreciava: a paz e tranquilidade da noite. Fez dos meus pensamentos tormentos. Tento conversar com a claridade da lua para não me perder em mim mesmo, mas tudo em vão! Pois quanto mais escura é a noite, mais profundo eu me afogo.

O medo me cerca nessa incerteza de tudo.

O fim chegou, mas não houve o final…

É difícil ver o seu pensamento, tão explícito e transparente, …, tão irreconhecível e impiedoso. Tento pensar que esse não é você, espero que seja apenas uma versão criada e fictícia…

Mas e se for você? E se esse é o seu pensar? Se isto tudo é real, o passado foi ilusão? Como pode o agir e o pensar mudar tão rapidamente… As dúvidas me cercam nesta madrugada fria e a ausência de respostas impedem meus olhos de fechar.

Conhecia, mas já não reconheço mais.

Procuro abrigo na escuridão, no silêncio, entre os maiores monstros da minha mente. Tenho medo de que ache lá o meu lar. Medo de que não possa voltar. Medo de me encontrar naquilo que sempre temi e evitei… Tenho medo de te perder e ter que buscar em mim aquilo que havia você.

Olhando para __/__/____ percebo que a vida não é um jogo. Não se trata de ganhar ou perder, pois não há um prêmio final.

A disputa, ao meu ver, é desnecessária. O apoio é essencial. Mas confesso que perdi… Pois preso estou, dentro de um labirinto, sem saber como sair.

Te largar foi uma das coisas mais difíceis para mim. Mas foi necessário, a conexão estava perdida…

Hoje, eu estou perdido! Sempre procuro a certeza naquilo que não há, tento refazer meus passos em vão. Já não vou te achar como deixei, já não és o mesmo, nem eu sou.

Em mim a insegurança de ser, a dualidade do pensar, a incerteza ao agir. Em ti a principio as mesmas coisas, porém agora o oposto. Vejo em ti a certeza das palavras e sinto cada uma como uma flecha em minha direção. Cada ponto e vírgula é como uma pedra jogada no meu coração.

Dor, a todo momento e segundo eu sinto. Mas não há como voltar, escolhas são feitas a todo momento nesse mundo e eu viverei com as minhas.

Nem que as noites sejam mais longas, ou que eu não saiba mais o que é sonhar. Terei de ficar em meus pensamentos, e saber lidar.

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Carta 20

Algum lugar, 25 de abril de 2019.

 

Alguém, preciso falar sobre medos. E este desabafo pode ser um pouco diferente das outras cartas, pois não respeitarei uma divisão de parágrafos. Afinal, medos é algo contínuo que é quase impossível de ‘dar uma pausa’ ou pular para o próximo parágrafo, é um sentimento presente e que precisa ser sentido em cada linha da sua vida. Sim, infelizmente é algo que não temos como escapar, e eu estou escrevendo sobre isso porque nos últimos dois dias este têm sido o único sentimento que estou experimentando. Mas qual o meu medo? Qual o seu medo? Existe algum medo supremo? … Infelizmente não tenho a resposta para todas essas perguntas, afinal, ninguém sabe de tudo. Mas o meu medo atual baseia-se em segredos. Todos temos segredos, todos não nos orgulhamos de algo que fizemos ou deixamos de fazer, ou às vezes até nos orgulhamos tanto de ter feito algo que temos medo de revelar isto e sermos julgados pelos outros, ou seja, meu medo é o de: REPROVAÇÃO. “Nossa, mas esse é um medo tão resolutivo?” Eu respondo esta pergunta com um: o que seria resolução pra você? Porque se de fato pararmos para pensar, todo medo tem uma solução, se eu tenho medo de banhar em banheiras, eu posso começar a trabalhar isso na minha mente entrando em uma banheira vazia, até ir introduzido a água aos poucos. Da mesma forma que o medo da NÃO aprovação social é algo que deve ser trabalhado continuamente e aos poucos, não podendo pular etapas e tendo que vivenciar cada momento (por isso que não estou pulando parágrafos aqui, pois temos de ter um raciocínio contínuo em relação a este sentimento). Pois bem, voltando ao meu medo, se pararmos para pensar, é um medo bem comum… Tipo, todos temos medo de não ser aprovado pelo chefe, ou de seus amigos não aprovarem o seu modo de vestir, ou de criticarem alguma escrita sua ou texto seu… O fato é que todos esses medos podem e devem ser superados, mas até conseguirmos essa superação devemos senti-lo, devemos experimentar o turbilhamento de ideias na mente cada madrugada, precisamos aceitar a insônia, devemos ouvir cada insegurança dentro da cabeça para depois, por fim, conseguir seguir em frente e enfrentar este medo. Sim, estou experimentando todas essas sensações no momento, estou com um medo terrível, um medo que pode mudar minha vida drasticamente. Um segredo relativamente tão simples, mas que pode mudar tudo, e infelizmente eu tenho que aprender a conviver com este medo até enfrentá-lo. “Ah, mas porque você não o enfrenta de uma vez?” Simplesmente porque não posso pular etapas, e eu preciso (mesmo sem querer) viver com isso até que este medo esteja pronto a ser superado, até o momento em que eu tenha já trabalhado tanto na minha cabeça que ele não será mais um problema, ou seja, até que eu tenha a solução… Agora meu amigo(a), quando esta solução virá que eu não sei… Pode vir amanhã, mês que vem, daqui 5 anos… Só o tempo dirá quando estarei pronto para enfrentar este meu medo, por mim, eu já estaria com esse medo resolvido e fora da minha cabeça, mas como já disse, não posso pular etapas… E nesse meio tempo medos poderão vir e ir, e aos poucos eu vou resolvendo cada um que aparece na minha vida. Medos grandes ou pequenos, cada um tem o seu, cada um resolve no seu tempo… Um medo grande para mim pode ser um medo pequeno para você, e vice-versa. Ninguém possui uma máquina de resolver problemas e medos, apenas devemos aceitar a existência deles, e não deixar que nossa ansiedade de resolução tome conta de nossa mente… Precisamos ter calma na hora de pensar para conseguir resolver, precisamos de paciência em nossas ações para não atropelarmos algo e amplificar um problema que no início era pequeno, precisamos ter fé de que um futuro melhor está por vir, e que estes medos do presente se transformarão apenas lembranças do passado.

M.M.

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Antes de tudo acabar

Antes de tudo acabar é um livro. Como o intuito deste blog não é realizar críticas de livro (ao menos, não ainda) segue apenas um trecho que eu achei muito marcante:

“Era triste imaginar uma rotina toda baseada no fingimento, todos agindo como se estivesse tudo okay e normal. Todas aquelas máscaras de Coringa, cheias de sorrisos, quando por dentro não aceitavam a forma como as coisas eram.

Mas então me dei conta de que era assim, o tempo todo, com todo mundo que eu conhecia. A Anne se fazia de forte quando na verdade vivia precisando esconder os hematomas das surras que levava do pai – e eu sabia melhor do que ninguém que as feridas não eram apenas físicas. As pessoas me chamavam de depressivo, mas pelo menos eu era um autêntico perdedor, não ficava me escondendo atrás de uma falsa aparência. Ou era o que eu pensava”

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Carta 19

Algum lugar, 02 de julho de 2019

Caro alguém,

“It gets better”

Acabei de assistir um filme que tem como tema e mensagem a frase acima. E se pensarmos bem, realmente é uma verdade em que temos que acreditar… Vai ficar melhor ou fica melhor ou melhorará, é algo que temos que pensar a todo momento e fase de nossa vida, pois se não estamos sempre progredindo e buscando um futuro melhor, de que adianta a nossa caminhada, certo?

O filme que vi traz justamente essa temática de que na vida temos fardos aparentemente pesados demais e demônios pessoais que temos de enfrentar. E eu concordo que cada um tem uma dificuldade a ser resolvida. A vida de ninguém é perfeita e ausente de problemas, por mais que existe o ditado de que ‘a grama do vizinho é mais verde’, nós nunca sabemos ao certo a tonalidade do verde que se passa na vida de quem está ao nosso redor.

Então, diante de problemas e dificuldades temos de pensar que vai ficar melhor, de que o futuro poderemos nos orgulhar de ter transpassado as barreiras do passado, de que apesar de todas as pedras em nosso caminho, conseguimos trilhá-lo e construir não apenas um muro de pedras, e sim todo um castelo.

Não podemos deixar nos abater por tudo o que acontece na nossa vida, sejam problemas emocionais ou materiais, devemos sempre olhar por uma perspectiva maior… Olhar o futuro com melhorias e livre dos problemas do presente. Precisamos ter em mente um futuro em que poderemos ser nós mesmos, em que poderemos ser a nossa melhor versão, uma versão em que não apenas os outros irão aplaudir, mas que NÓS mesmos nos orgulharemos (inclusive falo um pouco disso na carta 17, a necessidade de sempre importar mais com a própria opinião).

O pensamento negativo da lei de Murphy deve estar totalmente ausente em nossos planos e metas, pois se hoje está ruim, tenha a certeza de que amanhã vai melhorar. Toda dificuldade é uma fase que nos ajuda a crescer e sermos mais resolutivos, todo grande problema traz consigo ao final algum aprendizado. Então que tal em vez de sofrermos dentro de uma perspectiva pequena, olharmos de cima a situação e crescer com ela?

Em nossas imperfeições, sejamos resilientes!

M.M.

Obs: inclusive acho válido também (re)lerem a carta 11… Pois temos de saber crescer no meio de nossos problemas e imperfeições, não podemos permitir uma estagnação de nossas ações, afinal o mundo gira e nós temos que estar nos movimentando e agindo a cada dia que passa. – Curiosidade: O filme que assisti hoje tem como protagonista o mesmo ator protagonista do filme que citei na carta 11.

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Carta 18

Algum lugar, 07 de maio de 2019

Caro Alguém,

Hoje preciso falar com vocês sobre família.

Uma constante relação de amor e ódio, a família pode se assemelhar a uma montanha russa. Você não escolhe, mas estão todos dentro do carrinho para enfrentar, gritar, rir, brigar, passar medo, momentos felizes, tristezas, desespero… Enfim, são muitas as sensações que podemos ter nesse brinquedo: cada curva, subida, descida a reação pode mudar; sendo constante a inconstâncias das sensações vividas.

Dito isto, irei explicar agora (como de costume) o porquê do tema. Bem, no dia de hoje em específico eu tive um momento ruim com meus pais… É algo complicado a transição de independência, pois os pais sempre te verão como crianças, querendo te proteger, mas eles não percebem o quanto essa proteção pode ser sufocante – ainda mais se você já for adulto.

Mas o que aconteceu? Eu estava passando um fim de semana com meus pais, mas aí eu combinei de sair com meus amigos e simplesmente eles não me deixaram sair – e por ser obediente acabei ficando dentro da casa deles. Entendo o lado deles de querer me proteger e ficar mais tempo comigo, todavia a medida que você cresce (ainda mais se você mora sozinho – que no meu caso já tem 6 anos que não moro com meus pais…) as suas manias e seu estilo de vida vão se fundamentando, isto é, você cria a sua própria rotina e seu próprio modo de viver, e seus pais não enxergam isso.

Eu deveria ter colocado no início que ia falar sobre ‘pais’ em vez de ‘família’ rsrsrs, porém já expliquei a situação então voltemos ao tema de forma mais ampla. Estar dentro de uma família pode ser ótimo, ao passo que também é cansativo. Porquê você não escolhe aonde nasce, não se pode escolher parentes, você apenas aprende a conviver com eles de modo harmonioso ou não.

A questão é que quando você cresce, fica adulto, você cria seu próprio estilo, seu próprio jeito de ser e pensar que, na grande maioria das vezes, pode ser divergente do modo dos seus parentes, o que pode causar atritos, brigas, confusões, etc. Por isso é bom você sempre delimitar os seus limites, para que sua família respeite quem você é e entenda que você tem o seu espaço assim como eles.

É fundamental isso para que todos possam viver em harmonia, pois se há esta invasão de espaço aí começa o distanciamento. Pensa comigo, uma tia sua que toda hora fica se intrometendo no seu modo de vestir, ou com suas amizades/relacionamentos, chega a ficar chato e inconveniente conversar com ela, concorda? De modo que a tendência é você se afastar para evitar essa invasão de privacidade que essa (suposta) tia faz.

Colocar todos os pensamentos que tenho sobre família em apenas uma folha A4 é impossível, então outro dia eu volto no tema. Mas quero deixar claro que amo família, em especial a minha. Família é apoio, companheirismo, amor, felicidade, fundamentação e base de tudo aquilo que sou e que você é. Porém também tem seus lados negativos e para evitarmos estes momentos (brigas, discussões, infelicidades) precisamos sempre nos comunicar melhor e delimitar o nosso próprio espaço, para que mesmo quando juntos cada um compreenda os limites do outro e todos possam conviver em harmonia e felicidade.

M.M.

 

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Secrets – Jacob Lee

Uma das músicas mais “own” que já escutei!!! Sério, se você nunca ouviu essa música, pare tudo o que está fazendo e coloque-a para tocar e sinta essa melodia maravilhosa. E não há muito o que pensar ou falar dessa música não gente, ela é bem linda e conta exatamente aquele cenário romântico de todo filme… Seguem alguns trechos abaixo:

Eu sei que nós não estamos
Onde nós dissemos que nós estaríamos
Quando nós tínhamos 17 anos
Mas eu me sinto seguro aqui
Deite-se comigo
As estrelas nos observam esta noite

Aquela cena clássica já vem na cabeça, né?! Amantes desde a adolescência, fazem promessas na época, mas por alguma eventualidade eles se separam e o tempo os une posteriormente, criando todo um clima de nostalgia fazendo que eles fiquem juntos novamente e sejam observados pelas estrelas no céu. SIM, pelas estrelas, pois o amor entre os dois é algo tão celestial que o céu para para observá-los.

Diga-me todos os seus segredos
Até o sol nascer
Sei que vou mantê-los
Até que nós tenhamos idade suficiente

O refrão traz aquele clima bem de confidência… Um conta ao outro aos cochichos os segredos enquanto a noite durar, assim como prometem guardar para si tudo o que ocorreu e foi falado naquela noite até que eles por fim possam estar juntos e com todos os planos realizados… Pois é aquilo né?! Apenas quem tem que saber seus desejos mais profundos é o seu companheiro(a), em que pode confiar e juntos realizar estas vontades e planos.

Claramente esta música tem ótimos trechos e frases, mas vou finalizar com esta:

Mostre-me todas as suas fotos
De como nós nos apaixonamos
Assim, podemos voltar para o início

Preciso nem falar nada, não é mesmo? Uma das maiores vantagens das fotografias realmente é poder relembrar o passado, trazer na memória aquela saudade de tudo o que já vivemos, bem como abrir nossa mente para tudo que ainda iremos viver.

Se você nunca escutou Jacob Lee, por favor dá uma olhada nas músicas dele… São ótimas!!! Segue outras 3 músicas dele em que a melodia é outro mundo: Demons, With You, Ghost.

M.M.

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hoje

Estou de volta, perdão pela minha ausência, é que muitas coisas aconteceram e ficou quase impossível de conciliar tudo… Mas estou tentando me organizar mais, o que é algo bom… Enfim, hoje volto especificamente com um rascunho que achei em meu bloco de notas:

Hoje eu disse para mim mesmo que não iria fazer uma coisa, e acabei fazendo.

Então, não lembro exatamente o contexto em que escrevi isso, mas vamos refletir em cima disso pois é algo comum…

Eu acho bem incomum a forma que nossa mente e corpo trabalham, pois por um lado existe a lógica – algo que sabemos e temos toda uma fundamentação para ter aquilo como uma certeza, é ela que nos faz ter passos firmes em nossa vida incerta – , mas, em contrapartida, temos a emoção – aquilo que não temos em nada certeza, mas que é bem intuitivo e pode dar muito certo.

Um pouco confuso, né? Também achei, então deixe tentar exemplificar: A lógica me diz que é errado comprar algo ‘desnecessário’, mas aí a emoção e o calor do momento fala que aquilo será essencial em sua vida… O que em um futuro você pode (ou não) realmente acabar precisando daquilo, então qual voz irei escutar?

Essa questão realmente cabe a você responder, o fato é que apesar de (às vezes) aceitarmos a ideia da lógica a princípio, isso não será uma verdade absoluta, o que permite que algumas decisões sejam mudadas a partir de nossas emoções.

(Confesso que talvez este texto esteja bem confuso, mas estou levemente enferrujado e organizando as ideias, assim como a minha vida… Quem sabe os próximos textos tragam uma clareza que você procura hehehe)

(Da mesma forma que este texto pode ter feito todo o sentido na sua vida, e se isso ocorreu, fico feliz em ter lhe proporcionado esta leitura)

M.M.

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Amizade

É difícil de se:

estabelecer uma fundação,

criar um vínculo,

abrir o coração.


Dentre 1 milhão:

São poucos os que permanecerão;

São poucos que irão estender a mão.


Nas diferenças existe semelhança;

Gostos, hábitos, … , uma canção.

Mas amizade é isso:

Em um mundo cheio de ilusão,

Amigos ficam, choram, brigam,

apoiam e te dão aquele “sorrisão”.


Mais forte que relacionamentos (amorosos)

Eles não vem e vão!

São um ponto de apoio,

E quando tudo desmorona

Eles juntam os cacos

Ajudam a construir o chão.


É evidente as diferenças de personalidade

Mas o bom está na diversidade.

São aqueles que muitas vezes transformam seu mundo…

São amigos.

São poucos,

Mas são tudo!

M.M.

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Carta 17

Algum lugar, 19 de fevereiro de 2019

Caro Alguém,

“O que você fala sobre mim não muda quem eu sou. Mas muda o que eu penso sobre você.”

Em uma noite, aproximadamente por volta das 23 hrs, eu vi essa frase e anotei ela para depois vir aqui falar com vocês pois acho ela muito relevante. Eu nunca tinha parado para pensar, porém eu realmente já fazia isso e se você não faz isso ainda, por favor comece a fazer desde já.

Vamos lá. Analisando a primeira frase, temos aí uma verdade: sempre falarão de você. Inclusive um grande amigo meu (fomos criados juntos e eu considero ele um irmão) já me dizia: ‘Falem bem ou falem mal, MAS falem de mim’. Acho esse modo de pensar um tanto radical, pois a princípio eu achava que ele queria ser o centro das atenções, mas hoje já entendo um pouco da filosofia dele que se encaixa com a frase que vi na internet.

O que ele queria dizer afirmando isso era que ele não se importava com o que falassem dele, a vida dele continuava com comentários bem ou mal, o importante é que ele tinha a consciência tranquila e que tudo o que queria fazer fez – independentemente se isso fosse desagradar os outros, o importante é que era a vontade dele fazer aquilo e pronto. E é assim que devemos agir, ou seja, precisamos realizar as coisas pensando em nós, no que nos fará bem e não se isso irá agradar a sociedade. Alguns poderão falar bem, outros mal, mas independente dos comentários o importante é você não mudar quem é.

Agora vamos para a segunda frase. Bom, é a partir daquilo que falam que você consegue discernir o caráter das pessoas, de modo que poderá então decidir se você irá se aproximar ou afastar delas. Alguém que não fala coisas construtivas visando principalmente provocar a discórdia, é um tanto lógico você optar por se afastar; ainda mais se esta pessoa está falando (geralmente, “por suas costas”) mal de você. Enquanto as pessoas que te querem o teu bem, além de sempre tentarem te levantar com palavras de ânimo e apoio, vão sempre te alertar daqueles que fazem o mau.

Sendo assim você deve mudar o pensamento em relação a alguém assim que descobre aquilo que esta pessoa fala de você, sejam palavras boas (de modo que você pode começar a considerar mais essas pessoas) ou ruins (devendo se afastar destas).

As pessoas podem se mascarar facilmente, fingir aquilo que não são para te agradar e na esquina seguinte te destruir para a sociedade. Saiba sempre quem você mantém por perto, escolha suas amizades e seu círculo social, procure sempre o ambiente que te deixa bem. Mas dentre todas as coisas ditas, lembre-se: SEJA SEMPRE VOCÊ! Não mude pelos outros e seja convicto de suas atitudes. É impossível agradar todo mundo, então em vez de tentar agradar a todos e se preocupar com aquilo que pensam, faça as coisas para te agradar. Faça o que tem vontade de fazer. Tenho certeza que se você procurar em primeiro lugar a autorrealização, nada mais será necessário.

A única opinião para você que mais deve ter peso em suas decisões é a sua.

M.M.

Ps: Seja simplesmente você.

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I’ll Be Good – Jaymes Young

Essa é uma daquelas músicas que escutamos mais a melodia do que a letra, as vezes prestando no máximo atenção no refrão dela (que é o próprio título). Mas, quando paramos para ouvir e prestar atenção na letra, vemos que é algo relativamente chocante. Jaymes aqui retrata violência dentro de um relacionamento, fazendo – ao meu ver – uma crítica a falsas promessas de que o agressor se tornará uma pessoa boa. Vejamos:

Eu acho que vi o demônio essa manhã

Olhando no espelho

gota de rum na minha língua

Com o aviso

para me ajudar a me ver mais claramente

Aqui se formos imaginar a cena, acho que seria algo próximo ao clipe do Eminem com Rihanna (love the way you lie).  Um cara com a garrafa de rum vazia olhando a própria imagem no espelho vendo dentro dos olhos e na profundidade do seu ser o “demônio” que fez tudo.

Eu nunca quis começar um incêndio

Eu nunca quis fazer você sangrar

Minha reação: COMO ASSIM? Além de fazê-la sangrar ele ainda incendiou a casa/carro/cozinha/jardim/alguma coisa. Realmente aqui vemos um dos grandes problemas de vícios, provavelmente por conta do álcool (associado a personalidade do indivíduo) o faz fazer essas coisas que acreditamos ser algo impraticável.

Eu serei um homem melhor hoje

Eu serei bom, eu serei bom

E eu amarei o mundo, como eu deveria

Acho que aqui Jaymes coloca a ironia, uma vez que ele utiliza a palavra “hoje” e depois fica afirmando a frase várias vezes: “eu serei bom” – como se o agressor estivesse tentando convencer a si mesmo de que a partir de hoje ele será bom e não irá fazer mais isso.

Eu fui frio e fui impiedoso

Mas o sangue em minhas mãos me assusta até a morte

Talvez eu esteja acordando hoje

Aqui o agressor tem um momento de lucidez e sobriedade, visto que ele reconhece que foi frio e impiedoso, mas que agora (após ter batido) o sangue o assusta – ao menos isso remete um lado humano. Mas Jaymes coloca mais uma crítica com o TALVEZ, deixando uma lacuna aí para duvidarmos se isso realmente vai acontecer (e ele se tornará uma pessoa boa) ou se o agressor está falando isso apenas da boca pra fora.

Por todas as luzes que eu apaguei

Imagina o medo da noite que a pessoa tinha, uma vez que todas as vezes que o agressor apagava as luzes era pra bater e maltratar… Sem condições viver em um ambiente desses (mas aqui ele canta em um tom de arrependimento – como se estivesse pedindo perdão).

Por todas as coisas inocentes

de que eu duvidei

Por todos os hematomas que eu tornei em lágrimas

Por todas as coisas que eu tenho feito

todos esses anos

Nesse trecho todo ele tenta pedir perdão. Mas será se devemos acreditar na palavra dele? uma vez que isso tem ocorrido por ANOS!!! Depois a música segue com ele tentando afirmar para si mesmo “I’ll be good”, tá e mesmo que ele fique bem, como é que fica(rá) a pessoa agredida?

É muito triste saber que isso não é uma raridade, que o agressor pode ser um homem ou mulher, um pai ou uma mãe, um irmão ou tia, enfim… O fato é que viver anos se sentindo inseguro dentro da própria casa, derramando sangue onde eram apenas para se derramar felicidade e aconchego, é um sofrimento inexplicável.

Não fique inerte em uma situação dessas. Denuncie, violência é coisa séria. Ser HUMANO é ter empatia, é saber se colocar no lugar do outro, é tentar ajudar.

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2016

Caro Alguém, eu havia escrito isso no segundo semestre de 2016 – sim, há muito tempo atrás… Porém como não havia postado, como encontrei isso ao acaso em um arquivo salvo e como ainda acho um pensamento válido, segue abaixo:

 

O mundo realmente precisa mudar em alguns aspectos. Sério, há muitas coisas que eu não entendo e vou me explicar, na verdade vou relatar um exemplo desses aspectos e defender meu ponto de vista.

Bom, estava eu de boa e tranquilo quando recebo uma mensagem de uma menina. Tipo, totalmente inesperado, tanto é que nem tinha o número dela (e nem sei como ela conseguiu o meu). O fato é que nos conhecemos, mas não somos próximos. Aí eu respondi o “oi” que ela tinha mandado e ela ficou me mandando mensagem, e eu respondendo – uma conversa casual.

Até aí tudo bem, mas aí ela digita: “estou morrendo de vergonha de puxar assunto com você”. Depois que ela falou isso, eu fiquei pensando: e qual a vergonha em falar com alguém?

Sério, meninas tem o mesmo direito de chegar em meninos, não há uma regra para tal coisa. Não tem motivo de se envergonhar, principalmente se você está em busca de algo. Na verdade, eu acho muito positivo mulheres com atitude própria.

Puxar assunto com um rapaz não deveria ser difícil para garotas, até porque há muitos caras (como eu) que são tímidos e não conseguem expressar os seus sentimentos na frente de quem gosta. Tipo, e agora falo por experiência própria, eu acho que não teria namorado ainda se não fosse por uma mensagem dela dizendo: “gosto de você e de mais ninguém”. Foi só após isso que eu tive coragem de falar que também gostava dela e depois que consegui formalizar a coisa.

Então uma das coisas que acho que deve mudar é isso, não se sintam intimidadas em puxar conversa com um homem. Não esperem ele perceber seus sentimentos porque você pode acabar perdendo ele…